27.11.08

O amor está em extinção?

Acabo de escrever um post altamente romântico. Uma declaração de amor mesmo. Ficcional, leitoras: continuo solteiro, ok? ;)
Mas a escolha do tema foi intencional! Ontem, no Salto, discutimos o conceito de amor romântico. Para os especialistas, esse tipo de amor está em decadência. Esse modo de amar, idealizado, sempre associado às idéias de entrega, de intensidade, e de eternidade não encontraria mais respaldo no estilo de vida pós-moderno. Esse amor, que tanto inspirou e inspira poetas e compositores; esse amor muito próximo dos contos de fadas, pode traduzir um jeito egoísta de lidar com o sentimento e com o(a) parceiro(a). O objeto desse amor pode ser encarado, por vezes de forma inconsciente, como um elemento capaz de garantir a satisfação de quem ama. Um amor romântico. E egoísta.
Sobre a decadência do amor romântico, a psicanalista Beth Müler, entrevistada em uma das reportagens do programa, disse que não tem sido facilitada aos jovens a oportunidade de viver a experiência do amor. Mergulhados num universo do culto ao descartável - herança macabra do sistema capitalista, que deixa rastros até nas nossas relações - os jovens são seduzidos pelo "ficar", pela gama de possíveis parceiros(as) e, portanto, acabam distantes da possibilidade de uma relação mais sólida. Ainda de acordo com a psicanalista, os jovens correm o risco de passar a vida inteira sem viver essa experiência.
Coisa triste viver sem amar, minha gente!
Mas acho que, hoje, tudo parece mais simples quando não se precisa crer numa relação. Estamos cada vez menos tolerantes, menos dispostos a ceder e a buscar o entendimento. A oferta de parceiros(as) é enorme, os meios para chegar até eles/elas também são os mais variados. E a tal lógica do descarte tende a nos fazer dar aquele pé na bunda de quem, ainda que minimamente, se revele fora do padrão idealizado.
Agora, pergunto: tudo isso tem nos levado ao estabelecimento de relações mais felizes?
Tenho minhas dúvidas! O que mais vejo é gente querendo viver um grande amor e, estranhamente, batendo cabeça...
E vocês? Acham que estamos diante de novas formas de amar? Esse amor idealizado está mesmo com os dias contados? Comentem !!!
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