30.4.08

Eu, eu, eu...o Ronaldo se lascou!!!

"Escândalo sexual" envolvendo o jogador e três travestis vira um tiro-livre para os cartunistas. E eles não perdem a chance de fazer seus golzinhos...

E dessa vez não foi pela pança proeminente que o Ronalducho virou a bola da vez! Desde segunda à tarde, quando soube da história ainda no camarim, já li, vi e ouvi milhares de histórias e versões sobre o envolvimento do jogador com o trio de travestis. Já disseram que ele trocou as traves pelas travas, que estava afim de experimentar a kinder-mocinha (que vem com surpresa, igual ao chocolate), e que estava precisando pegar no ferro pra perder os quilinhos a mais...
Mas esse é um blog-família, portanto, deixemos a baixaria pra lá!
Fato é que o Ronaldo se meteu (no bom sentido, claro!) numa encrenca daquelas. E agora, como desgraça pouca é bobagem, ainda tem que aturar os cartunistas na sua traseira (também no bom sentido, claro!).
Hoje, os jornais "populares" do Rio exploraram o caso à exaustão. Eu não vou bancar o certinho, mas acho que o Fenômeno deu mole (sem mais trocadilhos, ok?). Não precisava ter se exposto a uma situação dessas, né não?
Portanto, fecho com a filósofa Rogéria:

Quem ousa duvidar das sábias palvras de Astolfo Barroso Pinto???

Sobre o coordenador descoordenado...

Por mais que se diga que o desempenho dos estudantes do curso de Medicina da UFBA no Enade foi baixo, eu esperava (muito) mais do coordenador do curso, o senhor Antônio Natalino Manta Dantas. Muito mais respeito ao povo baiano, muito mais ética ao comentar os resultados da avaliação do MEC, muito mais profissionalismo ao se referir aos alunos do curso, muito mais noção do ridículo.
As declarações desse senhor, que você encontra aqui, em matéria do Globo Online, merecem o repúdio de toda a sociedade brasileira. A Bahia, que já nos deu Castro Alves, Jorge Amado, João Ubaldo Ribeiro, Caetano Veloso, Gilberto Gil e tantos outros artistas, pensadores e criadores - anônimos e famosos - não merecia ser tratada com tamanho desrespeito.
Ao supor que o povo baiano tem alguma espécie de déficit intelectual, o senhor Antônio Natalino Manta Dantas revela um completo despreparo para estar no lugar em que está. Ou em que esteve até aqui...

29.4.08

Marina Elali e o xote tipo exportação...

Outro dia, cheguei em casa e liguei a TV. Tomava um banho morno, pra ficar relax, enquanto a TV estava sintonizada na novela das oito. Ouvi um diálogo ali, outro acolá, mas nada que me chamasse a atenção. Mas não tardou para que ela despertasse: e foi bem na hora em que os créditos de encerramento começaram a subir na telinha, embalados por "All She Wants". Não conhece?
Ah...conhece sim! A pitoresca balada interpretada pela não menos pitoresca Marina Elali nada mais é que uma versão de "O Xote das Meninas", uma das mais famosas obras do cancioneiro nordestino, composta há mais de 50 anos pelo avô de Elali, Zé Dantas.
Verter algo tão genuíno para o inglês, a meu ver, já é meio esquisitão. E mais esquisito ainda é querer dar uma roupagem pop pra canção, registrada com a já batida voz soprosa de Marina Elali. O célebre "Ela só quer, só pensa em namorar" virou “Cause all she wants, Is go out with the boys”.
Quem quiser, pode conferir aqui, com direito a também já tradicional dancinha over da Marina Elali.
Na boa: é ruim de doer!!!

Pedida de primeira nas noites de segunda!

De novo o CQC! E de novo o Rafinha Bastos! Excelente a matéria do programa de ontem sobre os desmandos na administração dos cemitérios do Distrito Federal. A idéia de caracterizar o repórter com um "ex-cliente" de um dos cemitérios foi muito bem realizada.
Só pegou mal para os responsáveis pela fiscalização, que deram um show de falta de preparo para lidar com críticas e indagações que, no fim das contas, são de toda uma população!
Mais um gol do programa!

27.4.08

Pra sempre (no) presente...

Passe o tempo que passar, vente o vento que soprar e caia a chuva que as nuvens despejarem; nada vai mudar. Passem quantos outonos mais, caiam todas as folhas secas que há em todas as árvores do mundo; é desse jeito que tudo vai seguir.
É no presente que vou conjugar sempre todos os verbos que me ajudem a traduzir a alegria que sinto por ter você em minha vida. Porque as lembranças colecionadas são tão vivas que me fazem sentir, ainda agora, que tudo é real e assim será para todo o sempre. É agora e presente que sinto o sabor dos teus lábios nos meus; e agora também é a hora em que percorro teu corpo com minhas mãos sempre sedentas por uma nova descoberta nessa maravilha que é você. É agora que te abraço e me aqueço, que te entrego o meu desejo e faço do encontro de nossos corpos o melhor dos momentos para se ter e dar prazer.
É agora que te amo. E também é agora que sei que será sempre no presente que vou poder dizer do quanto é bom amar você...

26.4.08

Da série: "a luz no fim do túnel é um trem vindo pra cá..." 5

Comercial na Rede Record. Entre uma infinidade de anunciantes - reflexo do tempo de Ibope gordo - entra a chamada para uma das atrações da casa, o "Domingo Espetacular". Entre outras matérias, o locutor anuncia: "todos os detalhes da reconstituição do caso Isabella".
Fala sério! Amanhã, pelo que estou vendo, será um excelente dia para não se ligar a TV! Já posso imaginar o Gugu, no "Domingo Legal", bradando um "olhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa a boneca caindo da janelaaaaaaaa!". Sem falar no Faustão dizendo que "o assassino é um monstro tanto no pessoal quanto no profissional"...
Vai ser duro...ô se vai!!!

E Claudete chorou...

Zapeando pelas emissoras abertas agorinha, acabei me deparando com um emocionado depoimento de Claudete Troiano em "O melhor do Brasil". Comandado por Rodrigo Faro, o quadro propunha uma lavagem de roupa suja em rede nacional. Abomino as atrações desse tipo, mas queria ver o que a Claudete tinha a dizer sobre sua saída da Band, há cerca de um ano.
Mas foi a emoção de Claudete ao falar do processo respondido por sua filha que acabou me tocando. Aliás, o amor de mãe é, pra mim, uma das maiores forças da natureza. E Claudete Troiano, que sempre me pareceu ser muito boa gente, mostrou ser gente de verdade e, olho no olho, solidarizou-se com pais e mães que enfrentam problemas semelhantes com os filhos. E ainda se disse agradecida a Deus, apesar de todos os infortúnios...
E tem gente que esmorece diante de tão pouca coisa, né?

Da série: "a pergunta que não quer calar..." 4

Aplicar corega na buzanfa? Demais pra minha cabeça! Tudo bem que a proganda antiga da cola de dentadura dizia que os usuários podem voltar a sorrir sem medo, mas...diga: por onde essa jovem colombiana queria sorrir, meu Deus???

25.4.08

O santo tem que desconfiar!!!



A indignação de Ana Maria Braga no "Mais Você" dessa sexta-feira - que só vi agora, online - tem toda a razão de ser. Muito série essa história do seqüestro de um bebê por pessoas que se fizeram passar por integrantes da produção do programa da Loira e do Louro! Primeiro, porque deixa claro, mais uma vez, que tá cheio de canalhas por aí dispostos a abusar da boa fé dos familiares de crianças num dos crimes mais covardes que o homem já foi capaz de inventar. Depois, porque faz acender o sinal amarelo sobre essa rede de agências que prometem fabricar/revelar estrelas de comerciais, séries e programas de TV.
É claro que há que se separar o joio do trigo; certamente há agências sérias que, de fato, realizam um trabalho honesto. Mas num país onde a fama é objeto de desejo de boa parte da população, é, no mínimo preocupante imaginar a quantidade de picaretas que estão se dando bem às custas de quem sonha com dias melhores.
Já entrevistei um jovem ator que caiu numa dessas falcatruas. Depois de vir de Brasília para o Rio sonhando com a chance de se dar bem numa dessas seleções de elenco, acabou participando de um teste muito do fajuto e tendo que, ao contrário do que dizia a publicidade da agência, pagar do próprio bolso a estadia num não menos fajuto hotel de Copacabana.
Também não me parece demais cobrar que os familiares desconfiem sempre. É a velha história: "quando a esmola é demais..."

Quando o melhor já passou...

Então é isso: ficou definido em algum lugar que a felicidade não caberia naquela história. Determinou-se, sabe-se lá quem e como, que os destinos de duas pessoas tão próximas deviam permanecer apartados, mesmo quando todas as semelhanças e coincidências pareciam gritar que o melhor a fazer era unir aqueles caminhos numa única estrada...
Então, fez-se cumprir aquela sina. A sina de quem sofre, chora e sente falta de um amor que sofre, chora e sente falta de um (outro) amor. A sina do desencontro, do descompasso e de um amor que não arrefece jamais; só se mostra maior, mais vigoroso e verdadeiro.
Por vezes, olhava como cruel demais aquele desfecho. Em outros instantes, gostava de pensar que aquele ainda não era um desfecho. E sempre, sempre que pensava no assunto - e era das coisas que mais fazia na vida - tinha a certeza de já ter experimentado o melhor que a vida pode oferecer a alguém que, nesses tempos tão insanos, busca apenas o amor...

Piloto automático...*

Depois de alguns meses distante da sobrinha de seis anos, a amorosa tia resolve dar fim à saudade dilacerante. Pega o telefone, abre a agenda eletrônica e disca, ansiosa, para a casa da menina. É um adulto que atende e, depois de um breve e burocrático papo, passa o telefone para a garota. Ao ouvir aquela voz rouquinha dizendo "alô", a tia é só felicidade:
- Meu amor! Que saudade a titia estava de você...
Doce, a menina prontamente responde:
- Eu também, tia!
Segue a tia afetuosa:
- Tem muito tempo que eu não te vejo! Estou louquinha pra te apertar e te encher de beijos...
- Eu também, tia! - rebate a criança.
Exultante diante de tanto carinho demonstrado pela pequena, até então não muito afeita ao estilo "meiguinha", a tia convida:
- Vamos nos ver no sábado?
E a menina, com o mesmo tom de voz e a mesma rapidez de raciocínio:
- Eu também, tia!
* Post inspirado em fatos reais...bem reais...

23.4.08

Desventuras em série...

Os deslizes na cobertura do caso da menina Isabella Nardoni têm sido freqüentes. E, em alguns casos, fica claro que, mais do que a qualidade da informação, o que está em jogo são os famigerados pontos (ou décimos de pontos) no Ibope...


Hoje cedo, na academia, vi da esteira que o "Hoje em Dia", da Record, exibia uma entrevista com o promotor do caso. Depois, na hora do almoço, zapeando, vi que a mesma Record dispunha de repórteres posicionados na frente da casa do avô de Isabella, na porta da delegacia e sabe lá Deus onde mais...
O verdadeiro "festival Isabella" na Record me fez notar que continua, e a todo vapor, a exploração desmedida do caso da menina Isabella em algumas emissoras de televisão. À exceção da Globo, que parece de longe ser a mais preocupada em fazer um trabalho sério entre as redes comerciais, é comum encontrarmos debates requentados, matérias reprisadas, opiniões polêmicas e excessos de demagogia a toda hora do dia e da noite, nos mais variados programas e horários.
Na Band, a falação sobre o crime - bárbaro, sem dúvida - também segue pautando vários programas. Na Rede TV!, Sônia Abrão, Marcelo Rezende e Luciana Gimenez não me convencem de forma alguma de que estão realmente empenhados numa cobertura séria do caso. Sem contar que eles - e tantos outros - têm enchido muita lingüiça! Afinal: será que os repórteres que passam o dia na frente da delegacia têm - o tempo todo - novidades para dizer ao telespectador? Claro que não! E é nesse insano movimento de vender uma agilidade que não existe e, assim, dar ao espectador a sensação de que realizam uma cobertura em tempo integral, que essas redes, em diversos momentos, estão se perdendo...
Vejo isso com tristeza e indignação. Como cidadão e como profissional. É lamentável que parte da mídia se valha de uma história tão triste numa guerra covarde para pontuar bem no Ibope e furar a concorrência. Essa é uma conduta que desrespeita familiares da menina, indiciados, familiares dos indiciados e, também, espectadores.

Salve Jorge!


"E mesmo na era cibernética,
No mundo digital, no holograma
Ali está São Jorge
Triunfante lá na frente de todos nós
É a pipoca da pororoca da imaginação"
(Líder dos Templários - Jorge Vercilo, Jorge Ben Jor, Jorge Mautner e Jorge Aragão)

Pra celebrar o dia do Santo Guerreiro, achei bacana ilustrar o post com esse belo trabalho do Anderson Thives. O Anderson tem um blog e, há uns dois meses, acabei chegando lá e me deparando com a beleza dessa técnica de colagem de milhares de pedacinhos de papel.
Pra conhecer mais do trabalho desse grande artista, que também é ator, cenógrafo e figurinista, clique aqui.
E Salve Jorge, o Santo Guerreiro! O santo com a cara do povo brasileiro!

22.4.08

Ítalo Rossi "é mara"!!!

Vivendo o afetado marido da síndica do "Jambalaya Ocean Drive", Ítalo Rossi cai no gosto do público jovem e flerta com um grande sucesso popular na televisão...
A minha geração se habituou a assistir o grande Ítalo Rossi em papéis menores nas novelas de TV, onde ora aparecia como mordomo, ora como delegado. Sempre muitíssimo elogiado, Ítalo construiu, ao longo de mais de cinco décadas, uma carreira baseada no teatro.
Agora, finalmente um tipo popular para que, ao menos os nascidos a partir dos anos 80 do século passado, como eu, conheçam a genialidade desse grande artista. Hoje, Ítalo esteve impagável ao fazer de seu Ladir, de "Toma lá, dá cá", uma vítima da epidemia de dengue. De pijama cor-de-rosa e abraçado a um bichinho de pelúcia, o afetado esposo de Dona Álvara repetia o seu bordão incessantemente. Pra ele, tudo é "mara". Questionado por Celinha, personagem de Adriana Esteves, Ladir justificou o bordão onipresente: "É que eu já cheguei à essência, Celinha. E a essência é mara!"
Fato é que Ítalo chegou à essência! E é muito bom rir com ele!
Aliás, antes de encerrar o post, preciso dizer que o episódio de hoje da sitcom global foi muito bom! O texto estava ótimo e as sátiras da epidemia que assola o Rio de Janeiro fizeram lembrar que, muitas vezes, as frases ditas por certos políticos rendem boas piadas. Piadas que, no entanto, só têm graça quando levadas para a ficção...

Da série: "a pergunta que não quer calar..." 3

A notícia é séria e importante: moradores da Grande São Paulo sentiram, há poucos instantes, a terra tremer. A Rede Record foi a primeira a noticiar o fato, em meio ao "Tudo a Ver". Ainda sem muitas informações, a apresentadora Carla Cecato noticiou o tremor e disse que, inicialmente, a sensação foi confundida com a de um trem do metrô passando.
Na Globo, cerca de três minutos depois, William Waack fez uma chamada do "Jornal da Globo" anunciando que, por volta das "vinte uma horas e cinco da noite os moradores da Grande São Paulo sentiram a terra tremer".
Como assim vinte uma horas e cinco da noite? Existe vinte uma horas e cinco da manhã? Da tarde? Será que tamanha redundância serviu para evitar que o espectador mais distraidão confundisse o horário do tremor? Ou será que a sacudidela no chão chacoalhou a cabeça - e as idéias - de algum redator global, hein?

21.4.08

Esperando na coxia...

Era comum ouvir histórias de grandes amores. Histórias lindas e simples, de gente que se encontra no ônibus, a caminho do trabalho, se apaixona e é feliz. Gente que estuda na mesma turma na escola, namora, casa, tem um monte de filhos e é feliz. Gente que esbarra na rua na tal outra parte da laranja; ou que, simplesmente, bate no carro da tampa de sua panela e, enquanto a polícia chega pra registrar a ocorrência, a magia do encantamento surte o efeito e tem início uma longa jornada de felicidade.
Histórias...
Nunca vivera nada que fosse além de um belo ensaio de uma grande história. Como numa grande peça, às vésperas da estréia. Discutia as cenas que viriam, as marcas, a intenção de cada fala; traçava na mente as rotas que seu personagem percorreria em meio à ação. Ensaiava com outros atores desse grande teatro que é viver. Mas a peça dos seus sonhos, no entanto, nunca conseguira encenar...
Sentia-se como o ator que, em meio a oportunidade de estrelar um grande espetáculo, recebe do autor um papel pequeno, com poucas falas. Um artista ciente do próprio talento, sem chance de mostrar o melhor que poderia oferecer. Privado da oportunidade de dividir grandes e inesquecíveis cenas, tentava se mostrar contente e realizado em meio à pequeneza do papel que lhe fora reservado.
Mas seguia ciente da capacidade de viver grandes histórias. Simples ou não. Esperava, apenas, que o autor atentasse para esse seu talento...

Caso Isabella dá novo fôlego ao filão policialesco na TV

José Luiz Datena, da Band, e Geraldo Luis, da Record: no comando de atrações que usam e abusam de reportagens policiais, os dois têm até o mesmo jeito de falar e de emitir opiniões contundentes. Mas Datena chegou primeiro...


Feriado em casa, uma excelente oportunidade para conferir o que anda bombando na TV aberta. E, na hora do almoço, resolvi sintonizar o "Balanço Geral", da Rede Record. Antes, um esclarecimento: graças a operadora de TV paga, recebo em casa o sinal paulista da Record e, por isso, vi o programa comandado por Geraldo Luis e não a versão carioca, comandada pelo não menos polêmico Wagner Montes.
Pra quem não conhece, serei breve na descrição: o "Balanço Geral" nada mais é do que uma nova versão do velho "Cidade Alerta", que a mesma Record extinguiu alegando que não traduzia mais a filosofia do departamento de jornalismo da rede. Até o apresentador, meus caros, tem ares de clone de José Luiz Datena. Mas, como toda cópia, Geraldo - que até fala alto e gesticula como o Datena original - já sai atrás na corrida pelo posto de "mais polêmico apresentador da televisão brasileira".
Hoje, boa parte do programa - se não todo ele, já que troquei de canal antes do fim - foi dedicado ao caso Isabella. E pelo discurso, ficou claro que a Record não engoliu bem o fato de ter perdido a corrida por uma entrevista exclusiva com o casal indiciado pelo crime. Furada pela concorrência, a emissora foi defendida pelo apresentador do "Balanço Geral": "Nós, do jornalismo da Record, estamos do lado da Record, da verdade e da Isabella". Pouco depois, disparou: "Aquela entrevista, a meu ver, foi um depoimento de defesa", dando clara demonstração de que a tática é desmerecer o trabalho levado ao ar pelo "Fantástico" na noite de ontem, que rendeu 42 pontos de pico de audiência para o programa global.
Ao mesmo tempo em que tentava desqualificar o trabalho da concorrência, Geraldo agradecia "ao Brasil e a São Paulo pela confiança e pela audiência". O agradecimento é pertinente: o "Balanço Geral" tem brigado feio pela liderança no Ibope da capital paulista. Hoje, com uma promotora de justiça comentando, no estúdio, os rumos da investigação, a audiência deve ter mesmo ficado lá em cima.
Esse tipo de jornalismo não me agrada. E achei que não agradasse mais ao público também. Mas, infelizmente, além de chocar o país, o caso da menina Isabella também contribui para dar força a um gênero que parecia cada vez mais enfraquecido. Agora, enquanto escrevo esse post, a TV está sintonizada no "Brasil Urgente" e Datena anuncia uma enquete via SMS sobre a entrevista exibida no "Fantástico" de ontem e reprisada há pouco, no próprio programa da Band. E já são mais de 50.000 torpedos enviados por pessoas que querem opinar sobre a sinceridade do casal durante a conversa com o repórter global Valmir Salaro. Impressionante!
Já que o post acabou indo além do "Balanço Geral", vale uma ressalva: muita gente se queixando, nas ruas, na TV e na Internet, da falta de "aperto" do repórter do "Fantástico" durante a entrevista com Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Eu, que prefiro a prudência, pergunto: será que as perguntas mais contundentes fizeram falta? Ou a natureza das declarações dos dois já falam por si só?
Como jornalista, claro que o ímpeto é o de perguntar sobre os pontos mais fundamentais da investigação, sobre as conclusões da perícia que, até aqui, têm derrubado a tese defendida pelo casal. Mas, num caso como esse, ouvir o discurso dos dois indiciados - ainda que em declarações superficiais - é um passo importantíssimo e sinal de que a mídia busca cumprir o papel de levar a conhecimento público os dois lados da história. Por mais que, como estejamos notando até aqui, polícia e público já demonstrem ter encontrado o lado mais próximo do que, de fato, parece ter acontecido...

Da série: "a pergunta que não quer calar" 2

O que faz um padre querer voar pelos ares amarrado a balões de festa, meu Deus? Como diria minha amiga Naila Oliveria, "com que objetivo?". Não sou um exemplo de fiel, mas posso apostar que há meios mais seguros para alcançarmos o Altíssimo!!!
Será que alguém achou que isso poderia dar certo?

20.4.08

O caso...

Eu bem que tento não falar do assunto mas não dá. De tarde, li a versão onlina da Veja e fiquei completamente chocado - ainda mais, claro - com a descrição dos momentos que antecederam o assassinato da menina Isabella Nardoni.
À noite, a Globo levou ao ar o furo do ano: a primeira entrevista com os indiciados pela morte da garota: o pai e a madrasta. Ainda não tenho os dados, mas é certo que a audiência do Fantástico bombou durante a exibição da matéria de Valmir Salaro.
Não dá pra tirar conclusões. Se a Veja bate pesado e chama, já na manchete, o casal de "frio e dissimulado", na Globo eles se mostraram emocionados e vitimados pela tragédia que, incontestavelmente, se abateu sobre suas vidas - e sobre toda a família.
Mas nada me chocou tanto quanto uma ilustração da matéria da Veja, que retrata o momento em que o agressor jogou a menina pela janela. Pensar que alguém teve a coragem de soltar aqueles bracinhos lá do alto ainda é algo que me assusta muito. E penso, honestamente, que merece ser chamado de monstro quem teve a capacidade de cometer um absurdo desses! Um monstro que, independente de quem seja, pra mim, não tem a menor chance de recuperação...

Um banquinho, um violão e um grande amor...

Naquela noite sonhou que era cantor. Estava no palco e podia avistar, na platéia, seu grande amor. A casa de espetáculos estava lotada, o público cantava todas as músicas juntinho; não havia dúvidas de que se tratava de um artista bem sucedido...
Num momento qualquer do show, pediu licença para dedicar "uma canção especial a um alguém igualmente especial". Olhou para a banda e, a capella, cantou os primeiros versos da música que tanto apreciavam e que, ao menos uma vez, cantaram juntos. Uma linda canção que tantas vezes ouvira pensando em seu grande amor; agora ali, na primeira filha, ao alcance dos seus olhos.
E foi assim, olhando para aqueles outros olhos - os mais belos e puros que já pudera avistar - que cantou toda aquela canção. Controlando-se para conter a emoção que poderia comprometer a interpretação, e dizendo, apenas com o olhar, que todos os versos da música e todos os demais, de todas as outras músicas que cantara e que viria a cantar, tinham, para ele, o mesmo significado: eram a síntese do amor que sentia. E que iria sentir pra sempre.
No fim, aplausos. Lágrimas no palco do sonho e no travesseiro da vida real. E um dia inteiro com os versos de "Eu sei que vou te amar" na cabeça...

18.4.08

Bom exemplo...

Ainda sobre o mesmo assunto do post anterior, acho bacana citar um exemplo de cobertura bem feita do caso da menina Isabella Nardoni: a do "Jornal das Dez", da Globonews. Com matérias bem feitas, sem rame-rame e sem encher lingüiça pra prender a atenção do telespectador, André Trigueiro e Mônica Waldvogel comandam os trabalhos sem afetação, sem escorregar no sensacionalismo e, de quebra, ainda realizam boas entrevistas em estúdio, que ampliam o foco das discussões e levam a história para além do maniqueísmo que impera em (boa) parte da mídia que trata do assunto.
A explicação para o acerto é simples: além, é claro, do talento da equipe; num canal fechado não existe a pressão pela audiência em tempo real e, com isso, não há motivo para nivelar (por baixo) os trabalhos para brigar (e derrubar) a concorrência.
Bom para o assinante que, afinal, paga para ter uma informação mais elaborada.

O mais triste e real dos reality-shows da TV brasileira...

Logo cedo, acordei e vi na TV o fim do "Mais você". Com tom grave, Ana Maria Braga se despedia dos convidados e dos telespectadores e justificava a não-apresentação do "conteúdo próprio" do programa. Na hora, percebi que mais uma edição do matinal da Rede Globo tinha sido integralmente dedicada ao caso da menina Isabella.
Em seguida, o "Globo Notícia" entrou no ar e Sandra Annenberg me fez entender as cenas do capítulo de hoje desse caso que a mídia transformou em novela: os principais suspeitos do assassinato da garota iriam sair de casa para depor. As imagens já deixavam claro o investimento na cobertura: tomadas de helicóptero e vários repórteres mobilizados para mostrar o exato momento em que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá deixariam a casa rumo à delegacia.
Migrei para a concorrência e, numa rápida passagem pela Rede TV!, vi Olga Bongiovanni com o mesmo tom grave da loira concorrente, dizendo que torcia para não precisar noticiar que o pai e a madrasta de Isabella são os responsáveis pela morte da menina. Em seguida, entra um VT com uma espécie de "comovente homenagem" ao aniversário de Isabella, que seria comemorado hoje. Foi demais pra mim e optei por mudar de canal. Sem contar que é impressionante a capacidade da Rede TV! de errar feio. E quase sempre...
Na Record, que tem liderado a disputa pelo Ibope nas manhãs desde que o caso eclodiu, o "Hoje em dia" também deu adeus ao habitual conteúdo para manter o telespectador informado de todos os passos do casal Nardoni. Britto Jr, um dos apresentadores da "revista eletrônica matinal", chamava repórteres o tempo todo e fazia questão de demonstrar que as "novidades" do caso teriam total prioridade no programa. Novidades que, no entanto, eram raras e obrigaram o programa a exibir à exaustão imagens de reportagens antigas sobre o caso.
Em suma: essa foi uma manhã em que ficou claro que o covarde assassinato de uma menina virou arma da cada vez mais acirrada guerra pela audiência entre as emissoras de televisão. É claro que o caso mobiliza a atenção dos espectadores e que todos querem ser informados dos passos da polícia rumo ao desfecho dessa triste história. Mas, ao menos pra mim, também é claro que as emissoras de televisão poderiam cumprir esse papel de maneira mais serena; sem que os passos da ivnestigação parecessem novos capítulos de uma novela; sem que a opinião pública fosse convidada, a todo o instante, a "dar uma espiadinha" nesse que, até o momento, tem sido uma espécie de reality show transmitido em pool pelas redes televisivas. E, principalmente, sem que tantos e tão diversos programas e jornalistas caíssem na tentação de mandar o casal de suspeitos para o paredão da vida real.

17.4.08

Desfalque no álbum...

Faz quase dois meses que comentei aqui sobre um cara cheio de histórias pra contar e com um jeito todo especial de se relacionar com os companheiros de trabalho. Esse cara era o Feição, cinegrafista da TV Brasil, que naquele dia 21 de fevereiro, estreou aqui o "Álbum de Figuraças". Hoje, Feição faleceu pela manhã...
A notícia pegou todo mundo de surpresa e eu, particularmente, fiquei bem triste. Porque tive a certeza de ter perdido a oportunidade de aprender muita coisa com esse cara que, certamente, teria muito prazer em ensinar.
Vai com Deus, Feição! E muito obrigado pela única e inesquecível externa que fizemos juntos!

16.4.08

Um caminho a não seguir...

Caminhos do Coração: só mesmo "interpretando" um gigante Ricardo Macchi tem condições de encarar um "grande" papel na TV...


Eu não tenho visto novelas ultimamente. E elas não têm feito a menor falta na minha vida. Mas, vez por outra, sou supreendido por um ou outro comentário de minha mãe, noveleira de mão cheia e, de uns tempos pra cá, adepta dos folhetins da Record. A pedida da vez (dela) é Caminhos do Coração...
Só de ouvir falar, minha cabeça dá um nó. É vampiro daqui, lobo de lá, homem invisível, homem que lê pensamentos...os personagens da novela têm mais poder que as Facas Ginsu e as Meias Vivarina juntas!!! Se contar que, num sábado desses, na hora do jantar, olhei pra TV - que minha mãe, fria e calculista, tinha sintonizado no tal folhetim - e avistei um dinossauro! Tosco, incapaz de colocar medo na mais frouxa das criaturas, lá estava o bisavô da lagartixa correndo atrás de um ator qualquer que eu desconheço. Esquisitíssimo!
Eis que hoje, entrou na internet e vejo uma foto do Ricardo Macchi, um dos mais novos integrantes do elenco da novela do Tiago Santiago. O personagem dele - um mutante, óbvio! - é Golias, um gigante.
Aí parei! Se o Ricardo Macchi em tamanho natural, como o cigano Igor, já era ruim de aturar, imagina ampliado pelos efeitos digitais da novela da Record? Não posso deixar de não ver!!!

15.4.08

Uma história que choca cada vez mais...

No fim da tarde, a Folha soltou uma bomba em seu site, que logo se tornou a notícia mais lida do dia. No olho de um furacão onde todos querem ser responsáveis pelo grande furo, ninguém repercutiu o que a Folha publicou. Sinal de prudência ou indício de que, mesmo os editores, estão chocados com a possibilidade de ver configurar-se em verdade o que ao menos até agora soava como suposição?
Fiquei impressionado com a notícia, verdadeiramente chocado. E, vez por outra, acabo pensando que não importa a resposta, não importa a justificativa - que, seja qual for e venha de quem venha, será sempre insuficiente. Nada importa. O que importa é que um criança inocente foi brutalmente assassinada. E nada, nem mesmo a descoberta do(s) autor(es) do crime, mudará o trágico fim da história de uma linda princesinha chamada Isabella...

Na sintonia da saudade...

Mudança de nome e perfil de rádio mergulha o blogueiro numa onda nostálgica...

Ontem no caminho pra TV, fiz algo que não fazia há um tempão: ouvir FM. Entre uma e outra zapeada pelas estações - prefiro as de músicas nacionais e as de notícias - meu dial chegou à 98FM. E, enquanto esperava o locutor anunciar qual seria a próxima canção, ouvi um anúncio de que algo iria mudar na rádio a partir das 10 da manhã.
Aquele anúncio ficou na minha cabeça...
Lembrei de um tempo em que eu só ouvia a 98FM! Era o tempo do Copacabana Beach, das baladas do Roupa Nova, da pioneira gravação de Sandra de Sá para o hit "Sozinho", do Peninha, que explodiu na voz de Caetano Veloso. Era a rádio do "você liga e é só sucesso"...
Era um tempo bom - hoje, com distanciamento, relativizo bastante a qualidade do repertório - mas, enfim, à época era o que me divertia. Era o que eu gostava de escutar...
Tempos depois, bombardeada pelo crescimento da FM O Dia, a 98FM virou uma rádio bem diferente, com pagode o tempo todo, muito funk e umas pitadas generosas de axé music.
Não era mais o meu tempo. Nem a minha rádio...
Pois bem, pensei em tudo isso até dar 10 horas. Sintonizei novamente a 98FM e ouvi um locutor anunciar que "tudo mudo" e com a rádio não seria diferente. A 98FM da minha adolescência, hoje, virou Beat98.
A justificativa dada no ar para a mudança é que o ritmo do carioca mudou. É, pode ser. Mas a transformação da 98FM, que inaugurou a nova fase e o novo nome ao som de "Please don't stop the music", de Rihanna, deve ter algo a ver com a disputa pela audiência. E se, tempos atrás, a rádio virou uma espécie de clone da FM O Dia, hoje, pareceu uma mistura confusa da principal rival - líder de audiência entre as FMs - e a Jovem Pan FM.
À primeira audição, achei que a emissora perdeu a identidade. Mas torço para que a nova cara "pegue". E para que a Beat98 signifique para os ouvintes ao menos um pouco do que a velha 98FM significou para parte da minha geração...

14.4.08

A voz do povo...

As lojas de peças e equipamentos de automóveis estão para o universo masculino assim como o salão de beleza está para o Clube da Luluzinha. É lá, num ambiente perfumado pela graxa, entre porcas, parafusos, lanteras e rolos de insulfilm, que os Bolinhas de plantão trocam figurinhas sobre os mais variados assuntos.
Sábado, lá estava eu numa dessas casas do ramo. Enquanto aguardava a relização do serviço, bati um animado papo com a rapaziada. A prosa ia animada, com todo mundo contando uma história de separação - sim, descobri que a inimiga número um de boa parte da cuecada é a ex-mulher - até que o assunto mudou para a epidemia de dengue que tomou conta do Rio.
Foi quando um dos funcionários do recinto, até então concentrado na missão, resolveu desabafar:
- Essa empidemia tá um troço muito sinistro! Moro lá em Santíssimo, aí vocês já viu, né? Mato pra tudo quanto é lado, uma mosquitada do c*r*lho, lalva de mosquito em tudo que é pouça d'áugua! Eu tô de olho com os meus muleque! Tenho três! E eles tudo tá tomanu repelente toda hora...
Turma, eu sou um cara do bem, juro. E juro, também, que, em condições normais de temperatura e pressão, eu jamais riria do discurso do rapaz. Mas um ser das trevas do meu lado, não satisfeito em me olhar com uma tremenda cara de riso, ainda me deu uma cutucada no braço, com a sutileza de um acasalamento de um casal de rinocerontes. Aí, bicho, não deu: ri pra caramba e ficamos, eu e o mau elemento que me tirou do prumo, arrumando uma desculpa qualquer para não constranger o trabalhador. E ele, que felizmente não percebeu, concluiu:
- Se os pessoal tudo cuidasse dos seus quintaus, e os governo fizesse as partes deles, a gente não precisávamos ficarmos agora gastando os tubo pra tomar repelente!!!
Tirando a parte do xarope-repelente, acho que ninguém pode negar que ele está coberto de razão, né?
E viva a sabedoria popular!!!

Sobre o caso Isabella...

O caso da menina Isabella é das coisas mais aviltantes de que já tive notícia. E igualmente aviltante tem sido o comportamento de algumas emissoras de televisão que insistem em explorar o assunto de forma sensacionalista, novelesca e, com isso, gastam minutos e mais minutos de sua programação sem que nada novo seja somado ao arsenal de informações de que o público já dispõe.
O Fantástico de ontem, por exemplo, dedicou quase dois blocos única e exclusivamente à tragédia. De novo e interessante, no entanto, só as entrevistas com a tia de Isabella e com o desembargador que concedeu a liberdade ao pai e à madrasta da menina. Só! No mais, até uma retrospectiva com os principais fatos da semana foi levada ao ar.
Na Record e na Band a coisa não tem sido nada diferente. Na Rede TV!, abaixo da crítica nessa cobertura, até Marcelo Rezende já fez as vezes de perito.
Fica a certeza de que o compromisso, cada vez mais, é com a audiência.
E também fica a certeza de que quase todos os editores tiveram a mesma "idéia genial": a de terminar todas as matérias sobre o caso com imagens de Isabella sorrindo. Precisa disso?

13.4.08

Da previsibilidade do romance...



Linda canção de amor...no dia do beijo...

Privacidade pra quê?

Algumas celebridades parecem sofrer de verborragia crônica. Requisitadas pela mídia o tempo todo, volta e meia disparam torpedos que em nada ajudam a manter a privacidade. Depois, é exatamente de falta dela que muitas se queixam.
Hoje, na coluna de Mônica Bergamo na Folha, Ana Carolina abriu o coração e disse estar procurando um homem para namorar. Falou mais: que eles são menos complicados que elas. Resultado? Virou destacão na capa do jornal por ter dito algo pessoal e que está longe de qualquer relação com a sua carreira. Essa sim, pública...
Não tenho e abomino qualquer tipo de preconceito em relação à sexualidade da Ana; ou em relação à vida sexual de quem quer que seja. Ninguém tem nada a ver com isso! E é exatamente por ninguém ter nada a ver com isso que me espanta abrir o jornal e encontrar declarações gratuitas, de alguém que, na mesma entrevista, diz querer ser reconhecida por sua música. Difícil, Ana. Disparando petardos midiáticos como esse, certamente sua cama vai parecer mais interessante e vendável que seus discos...
Que fique claro que eu gosto da cantora. E que ela não é a única a abrir a boca e falar mais que o necessário. Aliás, fica aqui um desafio: que tal você, leitor, comentar dizendo qual a maior bobagem dita por uma celebridade - sobre sua própria vida pessoal - na sua opinião?

Da série: "a luz no fim do túnel é um trem vindo pra cá..." 4

Já pensaram se essa moda pega? Já posso até imaginar o SBT comprando o formato e produzindo o similar nacional com a participação da Mãe Dinah e comentários do Padre Quevedo...
É o tipo de programa que a gente vê e sente vontade de desligar. Desligar djá!

12.4.08

Aquele prédio...

O céu estava tingido de um azul intenso como não via há tempos. Era final de manhã e dirigia pensando na vida, olhando para as bobagens que os outros motoristas cometem no trânsito. Pensava em coisas triviais, como engrenar a marcha, observar o sinal de trânsito e desviar dos incontáveis buracos que tomavam conta da pista quando, num piscar de olhos, reconheceu aquela esquina...
Olhou em todas as direções e flashes de sua memória lhe revisitavam: o supermercado ali em frente, o ponto de táxi, a placa de trânsito e, lembrou bem, a locadora de vídeos ali nas redondezas. Já certo de onde estava, virou os olhos e avistou: lá estava o prédio! Aquele prédio! Lugar de tantas noites felizes, de tantas músicas ouvidas e cantadas. De tantas cantadas terminadas em beijos. De tantos beijos que sempre foram o primeiro passo de todo o melhor que sempre esteve por vir em todas as vezes que estivera ali naquele prédio.
O sinal abriu e deu a partida, deixando para trás aquele lugar que, agora, lhe parecia tão dileto. Para os outros, apenas um prédio, como há milhares em toda a cidade. Mas não era assim que via as coisas. Naquele fim de manhã teve certeza de que não importaria por quantos edifícios passasse, nem quantos pudesse vir a conhecer; como também não importaria o lugar em que estivessem fincadas essas construções: aquele seria, para sempre, o prédio onde havia experimentado alguns dos melhores momentos de sua vida...

11.4.08

Uma bela canção...



Mais de dois anos depois, lá vem o James Blunt ocupar lugar de destaque aqui no B@belturbo. "Goodbye my lover", a pedida de hoje, já tinha me encantado lá atrás, quando todos só pareciam ter ouvidos para "You're beautiful". E hoje, futucando minhas playlists, acabei me deparando com a música. E, mesmo depois de tanto tempo - e de tê-la ouvido à exaustão - constatei que sigo apaixonado pela beleza da interpretação do Blunt e por essa melodia tão bonita...

Da série: "a luz no fim do túnel é um trem vindo pra cá..." 3

Será que alguém, em sã consciência, acha que esse é mesmo um bom momento pra lembrar desse personagem? Ainda mais assim, quase que suitando a epidemia que atinge o Rio de Janeiro?
Nada contra o cara, mas, sinceramente, essa matéria do Ego me pareceu uma perfeita ilustração daquela velha história de quem perde o amigo mas não perde a piada.

Dor no templo das delícias...

Na rua da TV há uma loja de doces daquelas de fazer enlouquecer a mais contida das crianças. E os amantes de guloseimas de todas as idades, como eu. É uma loja antiga, com vitrines e balcões antigos contrastando com os modernos frezzers responsáveis pela conservação dos sorvetes que tanto adoro.
Dentro das vitrines, delícias de várias épocas, sabores e preços. Do doce de amendoim da minha infância ao mais caro, calórico e delicioso dos chocolates, passando por uma infinidade de balas, pirulitos e chicletes.
Na porta, uma linda gatinha branca e cinza, sempre cheia de preguiça, sempre deitada num dos degraus, como que guardando e protegendo aquele simpático templo da gula...
Atrás do balcão, um velho casal de portugueses. Ela, uma senhora comunicativa, brincalhona, sempre a perguntar sobre o trabalho excessivo, sempre a dizer que "sim, você pode comer um docinho; estás em forma"; e sempre carinhosa na hora de dizer o "até amanhã" que soa mais como um convite afetuoso do que como uma artificial estratégia de marketing.
Ele, o marido da simpática vendedora de doces, é mais contido. De sotaque mais carregado, faz o tipo lápis-atrás-da-orelha e sempre parece disposto a fazer contas. Fala menos aos rapazes, mas, quando estes trazem consigo uma bela moça, desmancha-se em elogios e gracejos. Sutil, arranca grandes gargalhadas nesses momentos de galanteador.
A loja, nesses quase oito anos de TV, virou quase uma parada obrigatória pra mim, na hora de voltar do almoço ou do lanche da tarde. Parada obrigatória e satisfatória...
Desde segunda, o templo das delícias traz as portas fechadas. Os doces estão escondidos, sumidos da paisagem. Da gata cinza e branca, nem sinal. O mesmo podia dizer do simpático casal de portugueses até que hoje, infelizmente, recebi a notícia de que o velhinho morreu. Foi mais uma vítima da vergonhosa epidemia de dengue que assola a Cidade Maravilhosa.
Um fim amargo para quem dedicou tanto tempo da vida a levar a doçura para os outros...
Que descanse em paz!

10.4.08

Olha o "Boi" aí, gente!!!

Meu amigo Gustavo Melo é um apaixonado por carnaval. Tem uma memória impressionante quando o assunto é samba-enredo e um olhar muito criterioso quando o assunto é a folia carioca. Dono de um texto saboroso, de um humor inteligente e munido de um arsenal de informações fresquinhas, extraídas das melhores fontes da Cidade do Samba, Gustavo reestréia hoje o seu "Boi com Abóbora" e promete dividir com os leitores muitas histórias bacanas.
Gustavão, não hesito em dar 10, nota 10 pra você! E pro blog que, com certeza, já é um favorito do próximo e de todos os carnavais!
Sorte e sucesso, amigão!
E você, leitor do B@belturbo, encontra a partir de agora o "Boi com Abóbora" na lista de blogs amigos, aqui do lado direito da tela!
PS.: Gustavo, dá uma passada aqui nos comentários e explique a razão do título do teu blog. Você já me contou, mas acho que os (nossos) leitores também gostarão de saber...

O que Jô Soares fez ao figurinista?

Aposto que foi algo muito sério, quase tão grave quanto xingar a mãe. Porque, pelo menos na minha modesta opinião, só muito ódio no coração pode ter levado alguém a vestir o Gordo desse jeito.
Agora, se o próprio Jô tiver escolhido o modelito, é caso para se ligar imediatamente para a Central de Equívocos, como bem diz o Marcelo Médici na peça "Cada um com seus pobrema"...
E, sem querer ser chato, mas sendo, não me custa lembrar que o cara é reincidente...

9.4.08

Eita! Eita! Eita!

E não é que o post de segunda-feira sobre o CQC recebeu um ilustre comentário do Rafinha Bastos, um dos astros da atração? Gente boa, o Rafinha deu as caras por aqui pra agradecer pelos elogios ao programa.
Como se precisasse agradecer...
Agora, para o caso disso virar moda, já estou preparando posts caprichados, elogiando Juliana Paes, Ana Paula Arósio, Juliana Knust...
Sem falar que uma certa Sangalo está em débito comigo!!!

Da série: "A luz no fim do túnel é um trem vindo pra cá..." 2

Nada mais animador do que descobrir, assim, que você trabalha ao lado de um mega-foco de reprodução de mosquitos da dengue, né?

8.4.08

Dia de reflexão

No dia do jornalista, mais do que mandar um abraço a todos os coleguinhas, quero pensar no nosso papel nessa sociedade tão louca...
Ser jornalista me faz sentir orgulho quando sinto que, de alguma forma, por pequena que seja, posso contribuir para melhorar a vida de alguém. Como fez Marcos Uchôa, domingo, ao denunciar, em reportagem exibida no Fantástico, um sórdido esquema de venda de ruas da Zona Sul do Rio de Janeiro, loteadas por bandos organizados e disfarçados de "flanelinhas". Como fez Mauro Ventura, em O Globo, ao lembrar-nos a todos do quão cruel e virulento é o julgamento imposto pelo tráfico de drogas aos seus inimigos.
Julgamento que, tempos atrás, levou-nos um bom exemplo de coleguinha: Tim Lopes; outro ícone do jornalismo que é motivo de orgulho.
Ser jornalista, no entanto, também me faz sentir vergonha. Vergonha de uma imprensa que se acha no direito de imprensar uma jovem mãe que acaba de perder sua filha numa tragédia que, a cada dia, choca e comove mais e mais a população de todo o país. Imprensa que desliza, derrapa, descamba para o sensacionalismo e, tantas e tantas vezes, passa ao largo do bom jornalismo quando, diante de informações ainda tão preliminares, tenta apregoar culpas e desvendar o que, até mesmo para a polícia, permanece obscuro e insondável.
Não tenho dúvida de que o dia-a-dia dessa nossa - amada - profissão é tenso, corrido e que o tempo é escasso. Sei que as ordens existem e, não raro, estão em posição antagônica em relação às nossas crenças e convicções. Mas sei que, acima de tudo, jornalista não é justiceiro e a lógica selvagem dos tempos modernos não pode, em hipótese alguma, pautar nossas matérias e nossa profissão. Da mesma forma como torço para que não paute nossas vidas...
Aos colegas, feliz dia do jornalista!

7.4.08

+ sobre o CQC

Com a audiência crescendo a cada edição, humorístico da Band desponta como uma das melhoras coisas da TV aberta nesse início de ano televisivo...

Já falei aqui da turma do CQC mas hoje, pela primeira vez, consegui ver um programa inteiro. E se já tinha gostado dos trechos que vi antes - na TV e no YouTube - agora é que virei fã mesmo!
Que o Danilo Gentili é engraçadíssimo fazendo as vezes de repórter inexperiente, o Brasil já sabe. Mas as demais matérias do programa de hoje estavam todas perfeitas. Tanto as mais cômicas, com celebridades, como o "Proteste Já", de Rafinha Bastos. E esse foi, pra mim, o ponto alto da edição desta segunda-feira...
Especialmente enviado ao Rio de Janeiro, Rafinha Bastos - que já tinha sólida carreira no ramo da stand up comedy - fez instrutiva, divertida e analítica reportagem sobre a epidemia de dengue que assola a Cidade Maravilhosa. Entrevistou médicos, sanitaristas, moradores, um vereador e um secretário municipal em busca de respostas que contribuíssem para que a tragédia da dengue pudesse ser explicada. Claro que houve um deboche permeando a matéria, afinal, trata-se de um programa de humor, mas achei que a gracinha ficou no tom certo. Sem contar que a equipe ainda encontrou água parada em frente ao prédio da prefeitura; deixa perfeita para que o comediante fingisse lacrar a sede da administração municipal para, com isso, proteger o prefeito César Maia do contágio.
Bola dentro do CQC! E golaço de Rafinha Bastos!
Mas vale dizer que o Danilo Gentili na Câmara dos Deputados também foi genial!
Pelo visto, a moçada veio cheio de gás pra revolucionar o humor da TV brasileira...

Gota d'água*

As mãos sentiam a areia molhada e fria quando se sentou para olhar o mar. Imenso, expressão de uma força máxima que nunca deixa de operar. E que, naquele momento de fraqueza, queria ter por modelo.
Em sua mente, a força era a das lembranças. No peito, forte era a dor da saudade.
A praia estava deserta, o que lhe era indiferente. Agora, voltara a ser sempre só, mesmo quando cercado da maior e mais barulhenta das multidões.
O mar estava cinzento, como o céu e sua mente. Os pensamentos eram um emaranhado de lembranças, boas e más; um turbilhão de recordações contra as quais era impossível nadar.
Afogado nas próprias memórias, deixou-se ficar ali, a contemplar a incansável dança das ondas. Foi quando decidiu que, naquele estado, seria prudente evitar novos mergulhos...
* O título do post foi uma sugestão do meu amigo Diogo, que teve a paciência de ler antes...
Valeu, Diogo!

6.4.08

Ela é toda boa!

Em micareta no Rio, Ivete canta, faz charme e até separa briga na platéia...


É repetitivo, já falei disso aqui, mas os shows de Ivete Sangalo sempre têm um efeito quase terapêutico. Muito bom curtir o astral dessa baiana, pular ao som da sempre sagaz Banda do Bem e, de quebra, rir das piadas que a artista sempre acaba soltando do palco.
Ontem, Ivetuda pôs fogo no Riocentro! Levou convidados famosos e até o resistente Lulu Santos estreou numa micareta. O encontro dos dois, aliás, foi bem bacana. Preta Gil, ousada, perguntou quem gostaria de beijá-la. Não ouvi ninguém responder positivamente. Mas o que importa é que a cantora - em cartaz em Laranjeiras - se integrou com o som de Ivete e não fez feio ao encarar os sucessos da dona do show.
Para quem costuma freqüentar eventos dessa natureza, vale uma observação: felizmente, o índice de brigas pareceu bem menor. A única que vi, aliás, foi apartada pela própria Ivete. Do trio, ela disparou para os brigões: "Com tanta menina bonita, meu filho, você quer se agarrar logo com um homem? Tudo bem, pode até agarrar, mas primeiro tem que assumir que quer ficar com ele...". Todo mundo riu. E o valentão, até então se sentindo o poderoso, virou motivo de chacota...
Mas o público das micaretas - que pode ser insuportável em algumas ocasiões - também sabe ser divertidíssimo. E um dos ecos da festa merece ser registrado. Quando Ivete cantava "A Galera", o refrão foi devidamente adaptado à atual situação dos habitantes da cidade do Rio de Janeiro. Na versão original, a cantora diz: "E a galera?" e o coro responde: "ô, ô". Ontem, foi diferente. Ivete perguntou: "E a galera?" e uma voz antenada respondeu: "Tá com dengue". Muito engraçado!
Aliás, o número de mosquitos atacando no local me fez temer que os números da epidemia de dengue aumentem consideravelmente nos próximos dias. Torço para que não seja o caso. Por via das dúvidas, vale elogiar a micareteira que, prevenida, curtiu o evento com um frasco de repelente no bolso do short. Ela, certamente, quer continuar cantando apenas a versão original de "A Galera"...
Bueno, a micareta não se resumiu ao show de Ivete Sangalo. A Timbalada também passou por lá mas, infelizmente, achei muito ruim a apresentação do pessoal que veio do Candeal. O roteiro alternava músicas melosas e o som percussivo do grupo, que me pareceu perdido num ponto qualquer do caminho entre suas raízes timbaleiras e o desejado sucesso comercial. Uma pena! Já vi shows da Timbalada, com a formação anterior, diga-se de passagem, em que o foco era outro...

4.4.08

3.4.08

Ana Carolina revisita os quartos...

Novo projeto de Ana Carolina une produção requintada à roteiro instável...

O Multishow acaba de exibir o "Dois Quartos Ao vivo", de Ana Carolina. Produção requintadíssima, iluminação e cenários caprichados, edição ágil e, no palco, uma cantora que pretende se mostrar mais solta.
Pretende...
Dançar em cena não parece ser a praia da Ana Carolina. E isso não é demérito, é apenas a constatação de que cada um deve ficar na sua. Dançando meio sem jeito, Ana paga alguns micos e expõe uma faceta de Sidney Magal no palco. Sendo que o cantor da clássica "Sandra Rosa Madalena" tinha lá algum molejo.
O repertório é bem irregular, calcado no igualmente irregular CD duplo "Dois Quartos", em sua versão de estúdio. Entre as baladas, destacam-se "Ruas de Outono", "Aqui", "Carvão" e "Um edifício no meio do mundo". Mas "Eu que não sei quase nada do mar" - gravada por Maria Bethânia no CD "Pirata" (2006) e "Cabide", originalmente registrada por Martinália, também rendem momentos de qualidade. Assim como o "Milhares de Sambas", cantado por uma Ana mais discreta e menos afetada em cena.
Pra mim, fica a impressão de que Ana Carolina precisa se livrar das amarras de hitmaker e, com isso, conquistar mais liberdade para oferecer um repertório mais plural ao público. E que esteja à altura de sua bela voz - que só não fica tão bela quando ela resolve gritar no palco. E, infelizmente, isso ainda acontece em muitos momentos...

2.4.08

Aqui o Português é bem dizido...

... e escrivinhado...


Essa seção do blog é uma sugestão do amigo Gustavo Melo. Aliás, não só a própria idéia do espaço, mas também do título e o conteúdo dessa primeira edição.
Explico: ontem, no lanche, eu e alguns amigos do Salto rodamos parte da Lapa procurando algo gostoso e saudável pra comer. Vitimados por uma falta de luz em nossa lanchonete predileta, acabamos rodando, rodando, rodando e decidindo enfrentar a pizza (calórica e deliciosa) do boteco ao lado da TV.
Pedimos, comemos e, quase no fim, Gustavo chamou a atenção de todos para um detalhe na latinha de azeite. Um detalhe que, agora, divido com vocês, caríssimos leitores. Apenas o primeiro exemplo da nossa boa e velha Língua Portuguesa em sua versão "bem dizida"...
Valeu pelas dicas, Gustavo!
E você, leitor, se quiser participar dessa seção do B@belturbo, mande as imagens para babelturbo@uol.com.br, com os devidos créditos do fotógrafo, e as informações sobre o local e o contexto onde o "fragrante" foi realizado. As imagens mais bacanas serão publicadas aqui.
Conto com vocês!

Apresentadora coloca Estrelas no rumo...

Em 2006, pouco depois da estréia do Estrelas, teci aqui comentários elogiosos ao programa - à época, recém-reformulado - e à apresentadora.
Passados dois anos, a atração começou a dar sinais de mesmice e, durante a licença-maternidade de Angélica, sob o comando de Ana Furtado, começou a exibir algumas pegadinhas com artistas.
Vi uma ou duas edições e achei péssimo; indigno de qualquer nota. Acho esses programas que exibem coisas desse gênero completamente dispensáveis na televisão; não tenho saco pra tal linguagem das câmeras escondidas - a não ser quando elas estão a serviço do bom jornalismo; e creio que as atrações que se valem desse artifício, de fato, têm problemas para pautar e realizar boas matérias e quadros que sejam interessantes e divertidos de verdade.
Como não achei digno de nota, nem comentei aqui. Mas achava que o programa da Angélica estava indo pro vinagre...
Felizmente, a coluna do Daniel Castro me surpreendeu hoje. Angélica se recusou a gravar pegadinhas com artistas para o Estrelas, publica o jornalista, dando a clara noção de que a apresentadora está, mais do que nunca, antenada para o que é interessante para sua carreira. E, assim, ciente de que o público merece coisa bem melhor nas tardes de sábado.
Pra mim, mais um ponto pra mãe do Benício e do Joaquim...

1.4.08

Globo promete riso para as noites de terça

Humorísticos globais voltam ao ar e dão pistas de que a emissora aposta na comédia para acabar com a graça da concorrência...

A Globo começou hoje a mostrar as novidades na sua programação de horário nobre. É bem verdade que os programas exibidos na noite dessa terça-feira representam apenas um upload no que já vinha sendo mostrado em 2007.
"Casseta e Planeta", como prometido, trouxe a humorista Cláudia Rodrigues para substituir Maria Paula. A "diarista", no entanto, ainda pareceu meio deslocada na atração e tem uma pedreira pela frente, já que a titular do posto conquistou espaço e fãs com suas sátiras de personalidades e com o impressionante talento para fazer caricaturas de colegas globais. Basta dizer que até vesguinha como a Débora Secco ela consegue ficar...
Mas os "cassetas" vieram com tudo! As divertidas manchetes falsas exibidas a cada saída para o intervalo garantiam as risadas a cada saída de bloco. Assim como o novo "Casseta Comprova", com testes absurdos protagonizados por um homem que tentava entrar em motéis com companhias improváveis. Bola dentro, e prova de que os caras estão antenados e dispostos a renovar o estilo, com concorrentes de peso distribuídos pelo "Pânico na TV!" e pelo "CQC".
"Toma lá, dá cá" também voltou com os mesmos erros e acertos de sempre: o ponto alto, claro, é o elenco, principalmente quando é Arlete Salles quem está no centro da cena. A Copélia criada pela atriz já está no hall de personagens inesquecíveis do humor nacional.
Já o calcanhar de Aquiles da sitcom é o texto, que alterna momentos de genialidade e pura graça com piadas bobocas e gratuitas. A menina que atendia pelo nome de "Princesa" e, por isso, rosnava e se comportava como uma cadela, honestamente, foi uma chatice só! Isso sem falar no mico da pobre da atriz...
De novidade mesmo, só a estréia de Ítalo Rossi como o afeminado Ladir. A caracterização do personagem foi primorosa, mas Ítalo ainda parece sentir a responsabilidade de dividir a cena com um elenco já tão entrosado depois de uma temporada inteira no ar. Mas, grande ator que é, não será de se estranhar se o Ladir de Ítalo também se transformar num sucesso.
Em suma: pelo que se viu no ar hoje e pelas novidades que ainda estão por vir, é claro que a Globo aposta no humor para frear o crescimento da concorrência. Resta saber se o humor global significará graça para o telespectador ao longo do ano todo...

Quando os grãos caem mais rápido...

O primeiro dia de abril é internacionalmente conhecido como o dia da mentira. Mas trouxe, ao menos pra mim, uma verdade incontestável: o tempo está passando muito rápido! O ano já se aproxima da metade, comerciais sobre o Dia das Mães já estão no ar...
Deve haver alguma explicação para essa sensação de que os dias já não levam o mesmo tempo pra passar que levavam quando eu tinha uns 15 anos...