20.4.08

Um banquinho, um violão e um grande amor...

Naquela noite sonhou que era cantor. Estava no palco e podia avistar, na platéia, seu grande amor. A casa de espetáculos estava lotada, o público cantava todas as músicas juntinho; não havia dúvidas de que se tratava de um artista bem sucedido...
Num momento qualquer do show, pediu licença para dedicar "uma canção especial a um alguém igualmente especial". Olhou para a banda e, a capella, cantou os primeiros versos da música que tanto apreciavam e que, ao menos uma vez, cantaram juntos. Uma linda canção que tantas vezes ouvira pensando em seu grande amor; agora ali, na primeira filha, ao alcance dos seus olhos.
E foi assim, olhando para aqueles outros olhos - os mais belos e puros que já pudera avistar - que cantou toda aquela canção. Controlando-se para conter a emoção que poderia comprometer a interpretação, e dizendo, apenas com o olhar, que todos os versos da música e todos os demais, de todas as outras músicas que cantara e que viria a cantar, tinham, para ele, o mesmo significado: eram a síntese do amor que sentia. E que iria sentir pra sempre.
No fim, aplausos. Lágrimas no palco do sonho e no travesseiro da vida real. E um dia inteiro com os versos de "Eu sei que vou te amar" na cabeça...
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