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19.8.08

CQC em Pequim: humor digno do ouro!!!

Muito boa a matéria do Felipe Andreoli no paraíso do consumo chinês, exibida no CQC de ontem. Pechinchando preços, o repórter conquistou a simpatia dos vendedores de olhinhos puxados, fez embaixadinhas e encontrou Xu-xu, uma vendedora que se revelou uma personagem fabulosa, que lhe encheu de safanões!
Engraçado, curioso e simpática. A matéria foi uma das coisas mais originais que vi sobre a China durante essa cobertura olímpica. É claro que o Fantástico já falou do assunto, mas, no caso do programa da Band, o diferencial - como não poderia deixar de ser - foi o humor.
Aliás, Andreoli estava inspirado mesmo. Durante uma entrada ao vivo, direto de Pequim, um problema com o satélite impediu que o áudio do repórter fosse transmitido. Solução: na entrada seguinte ele surgiu com um bloco nas mãos, cheios de recados para a trinca de apresentadores do estúdio. Um dos recados era: "Perdi piadas incríveis!!!"
Destaque também para o Rafael Cortez, que ainda arrancou umas palavrinhas do João Gilberto - sim, Bella, ele fala! Você tinha razão!!!
Enfim, muito engraçado! Mas isso tá longe de ser novidade, em se tratando do CQC.

15.8.08

Da série: Pequim é aqui! 7

Meu Deus! Não dá pra elogiar, né? Acabei de falar bem da emissora do Morumbi no post abaixo, mas...
Band. Transmissão da Ginástica Artística. Jade Barbosa na trave de equilíbrio. A ginasta - de quem sou fã, apesar da carinha sempre jururu - termina a série. E o locutor dispara:
- Jade foi muito bem!
A câmera mostra a técnica do grupo brasileiro. E o locutor resolve fechar com chave de ouro:
- Sorridêntica a técnica!!!
Precisa comentar???
Só sei que não elogio mais nenhuma transmissão até o fim dessa Olimpíada!

28.6.08

Com Parintins, Band reafirma seu 'DNA verde-e-amarelo'

Muito bacana a iniciativa da Band de transmitir o festival de Parintins para todo o Brasil. Salvo engano, creio que essa é a primeira vez em que uma emissora transmite a festa. Um pioneirismo que também foi marca da rede do Morumbi ao levar para a tela o Carnaval de Salvador, em meados dos anos 90.
É bonito ver a arquibancada do bumbódromo agitando suas bandeiras - agora, no momento em que escrevo, o vermelho do Garantido enche de cor a tela da TV.
O único senão, até natural em transmissões desse porte, é um certo desajuste no áudio, em descompasso com as belas imagens em HDTV. Recebo a locução de Datena com muito mais nitidez que os cânticos do Boi. Mas nada que não possa ser resolvido nos próximos anos.
No mais, é muito bom saber que a televisão brasileira está mais sensível à enorme diversidade cultural desse país. Um Brasil que não é só do samba, mas é também do axé, do forró, das toadas, das emboladas...e de um montão de coisas que a gente ainda nem ousa conhecer!

12.6.08

Por Ibope, TVs torcem descaradamente pelo Corinthians...

Li no Blue Bus a notícia sobre o áudio da transmissão da final da Copa do Brasil, supostamente falseado pela Rede Globo para fazer parecer que a torcida do Corinthians fazia muito barulho na torcida pelo Timão. Na verdade, eram 1.000 torcedores do clube de São Paulo, contra cerca de 35.000 adeptos do Sport, que levou a melhor no campeonato. O Blue Bus critica a conduta da emissora e lembra que uma transmissão esportiva é um evento jornalístico. E eu concordo...
Assim como também não dá para discordar dos comentários de leitores do blog de Patrícia Kogut, queixosos do tom "fiel" adotado pela equipe que transmitia o jogo. O leitor chega a dizer que o clima no fim do jogo era de velório.
Aí eu estendo a crítica a alguns programas esportivos da TV, sobretudo aos produzidos por emissoras radicadas em São Paulo. Notei em alguns deles, como o "Jogo Aberto", da Band, uma clara adesão ao Corinthians, como se fosse ele o único clube brasileiro a disputar a final. O interesse das emissoras é comercial: São Paulo é O mercado para a televisão (publicidade); é lá que a audiência importa...e lá, a maior parte do público de telespectadores é formada por torcedores do Corinthians - a segunda maior torcida brasileira.
E, assim, em nome de tudo isso, o interesse público cede espaço ao interesse (comercial) das redes de televisão. Nem precisa dizer que, nessa equação, quem sai perdendo é o torcedor...

5.5.08

O chiclete do Boris...

Não tenho o hábito de assistir ao "Jornal da Noite", da Band. Nessa nova fase, sob o comando de Boris Casoy - a quem já tive o prazer de entrevistar - vi apenas duas edições. E, nas duas, notei algo irritante demais: há uma tremenda falta de sincronia entre áudio e vídeo nos trechos apresentados pelo âncora. Traduzindo para os leigos: é como se Boris falasse e, só depois, escutássemos o que, de fato, ele disse. No ar, resulta como as temíveis novelas mexicanas do SBT, com aquela dublagem pra lá de duvidosa...
Uma pena! Bóris merecia mais cuidado. Com tantos anos de carreira é no mínimo estranho aparecer na TV como se estivesse mascando chicletes...

21.4.08

Caso Isabella dá novo fôlego ao filão policialesco na TV

José Luiz Datena, da Band, e Geraldo Luis, da Record: no comando de atrações que usam e abusam de reportagens policiais, os dois têm até o mesmo jeito de falar e de emitir opiniões contundentes. Mas Datena chegou primeiro...


Feriado em casa, uma excelente oportunidade para conferir o que anda bombando na TV aberta. E, na hora do almoço, resolvi sintonizar o "Balanço Geral", da Rede Record. Antes, um esclarecimento: graças a operadora de TV paga, recebo em casa o sinal paulista da Record e, por isso, vi o programa comandado por Geraldo Luis e não a versão carioca, comandada pelo não menos polêmico Wagner Montes.
Pra quem não conhece, serei breve na descrição: o "Balanço Geral" nada mais é do que uma nova versão do velho "Cidade Alerta", que a mesma Record extinguiu alegando que não traduzia mais a filosofia do departamento de jornalismo da rede. Até o apresentador, meus caros, tem ares de clone de José Luiz Datena. Mas, como toda cópia, Geraldo - que até fala alto e gesticula como o Datena original - já sai atrás na corrida pelo posto de "mais polêmico apresentador da televisão brasileira".
Hoje, boa parte do programa - se não todo ele, já que troquei de canal antes do fim - foi dedicado ao caso Isabella. E pelo discurso, ficou claro que a Record não engoliu bem o fato de ter perdido a corrida por uma entrevista exclusiva com o casal indiciado pelo crime. Furada pela concorrência, a emissora foi defendida pelo apresentador do "Balanço Geral": "Nós, do jornalismo da Record, estamos do lado da Record, da verdade e da Isabella". Pouco depois, disparou: "Aquela entrevista, a meu ver, foi um depoimento de defesa", dando clara demonstração de que a tática é desmerecer o trabalho levado ao ar pelo "Fantástico" na noite de ontem, que rendeu 42 pontos de pico de audiência para o programa global.
Ao mesmo tempo em que tentava desqualificar o trabalho da concorrência, Geraldo agradecia "ao Brasil e a São Paulo pela confiança e pela audiência". O agradecimento é pertinente: o "Balanço Geral" tem brigado feio pela liderança no Ibope da capital paulista. Hoje, com uma promotora de justiça comentando, no estúdio, os rumos da investigação, a audiência deve ter mesmo ficado lá em cima.
Esse tipo de jornalismo não me agrada. E achei que não agradasse mais ao público também. Mas, infelizmente, além de chocar o país, o caso da menina Isabella também contribui para dar força a um gênero que parecia cada vez mais enfraquecido. Agora, enquanto escrevo esse post, a TV está sintonizada no "Brasil Urgente" e Datena anuncia uma enquete via SMS sobre a entrevista exibida no "Fantástico" de ontem e reprisada há pouco, no próprio programa da Band. E já são mais de 50.000 torpedos enviados por pessoas que querem opinar sobre a sinceridade do casal durante a conversa com o repórter global Valmir Salaro. Impressionante!
Já que o post acabou indo além do "Balanço Geral", vale uma ressalva: muita gente se queixando, nas ruas, na TV e na Internet, da falta de "aperto" do repórter do "Fantástico" durante a entrevista com Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Eu, que prefiro a prudência, pergunto: será que as perguntas mais contundentes fizeram falta? Ou a natureza das declarações dos dois já falam por si só?
Como jornalista, claro que o ímpeto é o de perguntar sobre os pontos mais fundamentais da investigação, sobre as conclusões da perícia que, até aqui, têm derrubado a tese defendida pelo casal. Mas, num caso como esse, ouvir o discurso dos dois indiciados - ainda que em declarações superficiais - é um passo importantíssimo e sinal de que a mídia busca cumprir o papel de levar a conhecimento público os dois lados da história. Por mais que, como estejamos notando até aqui, polícia e público já demonstrem ter encontrado o lado mais próximo do que, de fato, parece ter acontecido...

14.4.08

Sobre o caso Isabella...

O caso da menina Isabella é das coisas mais aviltantes de que já tive notícia. E igualmente aviltante tem sido o comportamento de algumas emissoras de televisão que insistem em explorar o assunto de forma sensacionalista, novelesca e, com isso, gastam minutos e mais minutos de sua programação sem que nada novo seja somado ao arsenal de informações de que o público já dispõe.
O Fantástico de ontem, por exemplo, dedicou quase dois blocos única e exclusivamente à tragédia. De novo e interessante, no entanto, só as entrevistas com a tia de Isabella e com o desembargador que concedeu a liberdade ao pai e à madrasta da menina. Só! No mais, até uma retrospectiva com os principais fatos da semana foi levada ao ar.
Na Record e na Band a coisa não tem sido nada diferente. Na Rede TV!, abaixo da crítica nessa cobertura, até Marcelo Rezende já fez as vezes de perito.
Fica a certeza de que o compromisso, cada vez mais, é com a audiência.
E também fica a certeza de que quase todos os editores tiveram a mesma "idéia genial": a de terminar todas as matérias sobre o caso com imagens de Isabella sorrindo. Precisa disso?

7.4.08

+ sobre o CQC

Com a audiência crescendo a cada edição, humorístico da Band desponta como uma das melhoras coisas da TV aberta nesse início de ano televisivo...

Já falei aqui da turma do CQC mas hoje, pela primeira vez, consegui ver um programa inteiro. E se já tinha gostado dos trechos que vi antes - na TV e no YouTube - agora é que virei fã mesmo!
Que o Danilo Gentili é engraçadíssimo fazendo as vezes de repórter inexperiente, o Brasil já sabe. Mas as demais matérias do programa de hoje estavam todas perfeitas. Tanto as mais cômicas, com celebridades, como o "Proteste Já", de Rafinha Bastos. E esse foi, pra mim, o ponto alto da edição desta segunda-feira...
Especialmente enviado ao Rio de Janeiro, Rafinha Bastos - que já tinha sólida carreira no ramo da stand up comedy - fez instrutiva, divertida e analítica reportagem sobre a epidemia de dengue que assola a Cidade Maravilhosa. Entrevistou médicos, sanitaristas, moradores, um vereador e um secretário municipal em busca de respostas que contribuíssem para que a tragédia da dengue pudesse ser explicada. Claro que houve um deboche permeando a matéria, afinal, trata-se de um programa de humor, mas achei que a gracinha ficou no tom certo. Sem contar que a equipe ainda encontrou água parada em frente ao prédio da prefeitura; deixa perfeita para que o comediante fingisse lacrar a sede da administração municipal para, com isso, proteger o prefeito César Maia do contágio.
Bola dentro do CQC! E golaço de Rafinha Bastos!
Mas vale dizer que o Danilo Gentili na Câmara dos Deputados também foi genial!
Pelo visto, a moçada veio cheio de gás pra revolucionar o humor da TV brasileira...

24.3.08

Gol da Band!!!

Tô vendo a segunda edição do CQC, programa que a Band lançou na semana passada, capitaneado pelo Marcelo Tas. E, de cara, já deu pra notar que os caras têm um humor de primeiríssima qualidade! O quadro do repórter-egocêntrico (Rafael Cortez), que entrevista falando de si mesmo o tempo todo, foi muito divertido.
As inserções gráficas nas matérias e a edição lembram o Pânico. Mas o refinamento que sobra no CQC está longe de passar perto do programa de Emília & Cia.
Danilo Gentili, o repórter inexperiente, já surge como o ponto alto da atração. No Zoológico, alfinetando um dos secretários municipais de São Paulo, criou tanto desconforto que acabou sendo expulso do parque. E para os que esperavam um viés político na atração, as alfinetadas nos tucanos paulistas deixaram claro que não vai faltar zoação com os governantes...
Em suma: a Band parece ter dado uma bola dentro. E fico feliz que esse golaço tenha a assinatura do Tas e que, além disso, seja na área do humor...
Agora só resta torcer para que a rapaziada engravatada do programa não perca o fôlego...