29.1.09

O Curioso Caso de Benjamin Button: um lindo filme!

Amor na contramão: Brad Pitt e Cate Blanchett vivem casal em 'desencontro cronológico' em produção indicada ao Oscar de Melhor Filme...


Ontem, pela primeira vez na vida, encarei sozinho uma sessão de cinema. Tava animado, feliz depois de um dia de trabalho bem feito e, sobretudo, muito afim de coferir O curioso caso de Benjamim Button. E, turma, depois de quase três horas de filme, só tenho a dizer que valeu muito a pena ter quebrado esse tabu pessoal!
O filme é lindo! Brad Pitt dá vida ao protagonista, um homem que nasceu em circunstâncias incomuns, como diz o trailler da produção. Benjamin nasceu velho e, com o passar dos anos, vai se tornando mais jovem. Essa bela alegoria nos proporciona muitos momentos de reflexão sobre o sentido da vida, das coisas e, mais que isso, sobre que diabos estamos nós fazendo por aqui.
Com belas imagens e uma caracterização que impressiona ao envelhecer - e depois rejuvenescer - Brad Pitt e ao fazer o contrário com Cate Blanchett- cada vez mais linda; o filme é completo: tem um humor delicado, como no momento em que uma das velhinhas do asilo administrado pela mãe adotiva de Benjamin olha para o recém-nascido - todo enrugado - e dispara: "Ele se parece com meu ex-marido!" ; e também tem passagens emocionantes ao retratar a história de amor de um casal que vivencia o passar dos anos em lados opostos: ela envelhece, e ele, remoça. O romance está garantido quando os personagens se encontram "no meio" da linha do tempo...
Os atores estão muito bem em seus papéis e destaco, além de Pitt, que definitivamente prova não ser apenas um galã, gostei muito do trabalho de Taraji P. Henson, a fantástica atriz que interpreta Quennie, a mãe adotiva de Benjamin. E é exatamente no cenário da casa da mãe do protagonista que se passa o grande conflito no qual eu me vi, caso experimentasse a vida de trás-pra-frente: a dor de perder pessoas queridas o tempo todo. O que, aliás, não é tão diferente do tal curso natural, mas, no filme, parece ainda mais cruel quando o personagem se vê isolado ao fim de sua estrada.
Por fim, também ressalto a beleza do texto. E de frases como essa: "nossas vidas são definidas pelas oportunidades. Até aquelas que nós perdemos"...
Vale muito a pena, pessoal! Tá até indicado ao Oscar de Melhor Filme! Acho imperdível!

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