1.5.09

Eu, o palestrante...

Ontem, depois de um dia muito corrido e cheio de afazeres, saí mais cedo da TV e fui até a Universidade Castelo Branco para participar da Semana da Comunicação, evento promovido por professores e alunos do curso de Comunicação Social da universidade.
Pra quem não sabe, foi lá na Castelo que, há sete anos, eu me formei...
Aceitei o convite com muita alegria - e um frio na barriga proporcional, claro. Seria a minha primeira palestra e, sem tempo de preparar um roteiro decente, falaria de improviso.
E assim foi...
Cheguei ao campus da universidade e uma certa nostalgia tomou conta de mim. Lembranças - todas ótimas - dos tempos em que era eu um daqueles alunos, ávido por ouvir as histórias dos profissionais que tinham rompido todas as barreiras dos rigorosos processos de seleção para ingressar no tal do mercado de trabalho.
Ontem, eu estava do outro lado. Boca seca e mãos meio trêmulas, subi ao palco do teatro da Castelo para enfrentar uma plateia interessada no que tínhamos para falar - eu e mais dos palestrantes.
Sem roteiro, encarei o encontro como uma conversa. Franca, aberta. E divertida, como acho que podem ser as conversas em ocasiões desse tipo. Meus futuros colegas riram das brincadeiras que fiz e me fizeram perguntas sérias, bem construídas. Da polêmica em torno da exigência (ou não) do diploma para o exercício do Jornalismo às impressões sobre o mercado de trabalho, passando pela crise financeira e pela falta de opções de qualidade voltadas para o público infantil na TV aberta. Coisa de gente que nem parecia estar numa véspera de feriado...
Aí, meus amigos, eu me esbaldei. Curti mesmo!
E ainda tive a felicidade de encontrar alguns professores queridos, mestres que tiveram importância fundamental para que eu me tornasse o cara que sou hoje. E, por consequência, o profissional que sou.
No fim, apesar do cansaço, saí desse encontro com as baterias recarregadas. E com a certeza de que faz muito bem viver experiências como essa, dizer coisas bacanas, algumas palavras de incentivo e, sobretudo, trocar ideias com quem se sente tão distante de um mercado que, como em qualquer carreira, é feito de pessoas. Feito por nós!
Gostei muito! E que venham outros encontros divertidos como esse de ontem!
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