9.5.09

Divã: um filme pra (estrela) Lília Cabral brilhar...

Cena em que personagem compara o ex-marido a um vestido Armani é uma das mais bonitas do longa baseado em livro homônimo de Martha Medeiros...



Depois de um sábado de trabalho, entrei no Odeon e fui conferir o badalado filme protagonizado pela atriz global. E tive só agradáveis surpresas. Só não me surpreendi com o talento arrebatador de Lília Cabral e com a sua capacidade de se entregar a cada cena. Interpretação irretocável! A cada olhar, a cada gesto, convence e arrebata a plateia. Impressionante!
Pra quem não sabe, Divã conta a história de Mercedes, uma mulher casada há 20 anos, mãe de dois filhos, que resolve fazer análise. Na primeira sessão, descreve a vida como perfeita. Mas, com o avançar da terapia, se vê mergulhada num caldeirão emocional. Entusiasmada, resolve experimentar um novo parceiros depois que descobre a traição do marido.
E por aí vai...
As cenas em que a personagem aparece diante do analista são engraçadas. E tocantes. Aliás, acho que é limitador demais definir Divã como uma comédia. O filme - e o texto - vão muito além disso!
Mas quando é pra fazer rir, Lília o faz com competência! A cena da boate - com Cauã Reymond - é divertidíssima! Assim como as sequências no cabeleleiro - nas quais a protagonista tem as companhias primorosas de Paulo Gustavo e Alexandra Richter. E a cena no single bar é de chorar de rir!
Além da protagonista, todo o elenco se mostra adequado. Alexandra Richter aproveita todas as cenas para mostrar sua capacidade - e ela não se restringe apenas a fazer rir. Paulo Gustavo, em pequena participação, dá o tom perfeito para o cabeleireiro afetado e cheio de tiradas sensacionais. Entre os galãs, José Mayer e Cauã Reymond dão conta do recado, enquanto Reynaldo Gianecchinni apenas parece repetir um dos seus habituais tipos de novela.
Trilha sonora e fotografia ajudam a contar bem essa história que é, ao lado da interpretação de Lília, o maior mérito do filme...
Não vou dar mais detalhes pra não estragar a surpresa, mas recomendo Divã a todos! É bom a gente ver e pensar que nada é definitivo, que tudo pode mudar o tempo todo. E que cada momento é único e esforçar-se para que ele seja, também, feliz, é o que de melhor cada um de nós pode fazer...
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