13.5.09

Quem tem problema com erros?

Outro dia, numa conversa bem desagradável pelo msn, fui questionado por postar aqui erros publicados por alguns sites. Na ocasião, recebi críticas por minha suposta vocação para "palmatória do mundo".
Esperei passar um pouco antes de tocar no assunto para não deixar o fígado falar mais alto...
Eu não tenho problemas com as críticas. Desde que elas sejam procedentes.
Os posts com erros de sites, jornais e revistas são uma forma de fazer humor, de rir. Apenas pra isso eles são publicados aqui. Aliás, ressalto que a ideia está longe de ser original: vários sites e blogs fazem o mesmo. E há até uma peça de teatro - Plantão de Notícias - que há anos está em cartaz usando os erros da imprensa para fazer rir.
Quem me fez essa crítica questionou uma posição arrogante - que julgou ser a minha - de apontar os erros alheios. Argumentou que esse tipo de exposição pode, inclusive, acarretar a demissão de algum profissional. E, para acabar de me encher a paciência, disse que eu tenho o hábito de ridicularizar as pessoas, como fiz com o garção da série que publiquei aqui, ao longo do ano passado. Aliás, quis até me pegar no contrapé, ao supor que faria uma grande revelação ao dizer que a palavra garção existe e está correta. Só que eu já sabia. E a havia escolhido por ser pouco usual mesmo...
Bom, devo dizer que não acredito que uma demissão possa ser consequencia de nenhum post publicado aqui. Há, certamente, sites mais influentes, mais populares e mais visitados. Em segundo lugar, JAMAIS ridicularizei qualquer um dos autores das notícias incorretas que publiquei aqui. Fiz, sim, piada com os enganos. E terceiro: não posso aceitar que alguém me diga que ridicularizei o garção, uma vez que NUNCA revelei o nome dele e nem o local em que trabalha. SEMPRE tive, aliás, o cuidado de evitar que as fotos que ilustravam os posts da série oferecessem qualquer possibilidade de identificação dos personagens envolvidos e do lugar.
O autor da crítica - que me aborreceu por ser maldosa - é jornalista, como eu. Mas as semelhanças param por aí! Eu não tenho essa visão corporativista de esconder erros de coleguinhas só porque eles são...coleguinhas! Não sou a palmatória do mundo, e nem quero pra mim esse papel, mas se tenho um blog é para expor minhas ideias, dividir as minhas impressões e trocar informações e experiências com tanta gente bacana que passa por aqui. E, sim, por mais incrível que possa parecer, tenho opinião sobre tudo o que me interessa!
Se critico os erros da Justiça - como fiz recentemente num post; se critico os políticos que não se comportam de forma compatível com a posição que ocupam; se critico a polícia que atua violentamente para coibir uma violência que cada vez mais ajuda a gerar; se critico atletas e artistas; se critico empresas que não prestam os serviços que são pagas para prestar de modo satisfatório; NÃO VEJO RAZÃO PARA NÃO FAZER CRÍTICAS AOS MEUS COLEGAS DE PROFISSÃO. Seria, inclusive, pouco honesto com quem me lê...
O jornalismo é feito por pessoas. E pessoas erram. Silenciar sobre os erros é o primeiro passo para não conhecê-los, reconhecê-los. E para não repará-los.
E, pra mim, isso é ignorância!
Na ocasião, o autor da crítica disse ainda que eu me utilizo do fato de trabalhar em televisão e, por isso, "não ter chance de errar".
Acho que alguém que solta uma dessas pérolas deveria ver mais televisão. Já errei muito! Apresento um programa ao vivo e, nele, toda a sorte de imprevistos podem acontecer. E acontecem! Uma vez, ao vivo, troquei o nome de uma professora chamada Zélia e a chamei de Velha. O que poderia fazer? Reparar meu erro. Erros existem, minha gente! Rio deles! E dificilmente esqueço de um deles. Sabe por quê? Para evitar que eles se repitam...
Era só isso tudo, turma. Erros existem! E pessoas chatas também!
Só erra quem tenta!
E vamo que vamo!!!
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