11.12.07

Predictions...

E então vou te ver. Hoje, provavelmente numa noite quente e abafada. Ou, quem sabe, chuvosa, cheia de raios e trovões ocasionados pelas altas temperaturas de um dia calorento como têm sido os últimos. Vou te ver hoje e ninguém sabe quando mais...
Te ver e ter uma vontade louca de mergulhar nesses olhos e provar da tua boca de novo. Te ver, abraçar e me deixar abraçar pelos braços mais gostosos que já me envolveram: os teus. Te ver e sentir o fel da saudade tomar conta do meu paladar. Te ver e disfarçar cada segundo dessa vontade louca de chorar colocando nos lábios um sorriso.
Porque sinto que todos os meus sorrisos, depois de você, encontraram, finalmente, uma razão de ser.
Vou te olhar com o mesmo nó na garganta que já me sufoca agora. Olhar você e me esforçar para guardar na memória falha com a qual fui agraciado cada pedacinho, cada pixel dessa sua expressão cheia de paz e tranqüilidade. Guardar o cheiro mais doce que já senti em alguém, o olhar mais verdadeiro que já senti direcionado a mim. Talvez porque contigo eu tenha me mostrado em minha forma mais falha, mais irregular e, portanto, também mais verdadeira.
Se as mãos não tremerem demais, vou querer segurar as tuas mãos. Sentir-lhes o peso, o toque e a suavidade que já pude sentir em ocasiões tão diversas. Recostar no teu peito e sentir o som do teu coração, como já fiz algumas vezes sem que você sequer percebesse. Sentir esse som tão puro, tão cheio de vida, de uma energia tão boa, capaz de tornar tudo ao seu redor mais pleno, mais calmo. Menos eu, que sempre senti um certo nervosismo quando nos encontramos...
E se a voz não falhar, vou querer cantar pra você uma música que já cantamos juntos e que, embora você não saiba, diz muito de todas as minhas histórias de amor - e dessa louca história que ganhou tanta importância nessa minha não menos louca vida. "Always" é a canção que fala de alguém fadado a amar para sempre. E é assim que me sinto: presenteado com a sorte de poder amar alguém tão especial pra sempre...mesmo numa história em que a saudade parece ser a personagem principal.
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