1.6.08

Jogo dos vários erros...

Triste o episódio policial em que se transformou o jogo entre Náutico e Botafogo pelo Brasileirão. Triste porque, ao menos a meu ver, os ânimos pareceram exaltados demais. O botafoguense Andre Luis, como atleta, não podia sair de campo fazendo gestos obscenos para a torcida rival. Ali, Andre era o profissional e, portanto, a ele cabia agir com a frieza que já tinha lhe faltado entre as quatro linhas. Era dele a responsabilidade de sair de campo dignamente para dar um fim menos triste e deprimente à sua atuação na partida.
Porém, igualmente despreparada me pareceu a polícia. Agarrar um atleta, imobilizá-lo e levá-lo pelo meio da torcida rival também me parece uma triste seqüência de equívocos. Sem falar que até o presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, acabou envolvido na pendenga policial. Bebeto, aliás, deu uma entrevista equilibradíssima sobre o episódio, criticando a polícia pernambucana. E, certo de sua conduta, não aceitou realizar qualquer acordo com a polícia de Recife. Preferiu ser processado a ter que assumir culpas de infrações que julga não ter cometido. Uma atitude muito coerente, diga-se de passagem.
O único lado bom dessa história é saber que o Botafogo levou de três...
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