30.5.07

Vai tomar no c...na Globética!!!

A mais recente febre da internet brasileira, o vídeo "Vai tomar no c..." (sim, esse é um blog familiar) teve um longo trecho exibido há pouco, na rede de televisão mais importante do país. Estrelado pro Cris Nicolotti, o clipe já foi visto por mais de 400.000 pessoas no YouTube, gerou várias outras versões e até remixes. Hoje, certamente, a debochada - e desbocada - produção conquistou mais alguns milhões de fãs.
O convite para que a atriz desse uma entrevista no mais popular talk-show do Brasil é sintomático. Assim como a própria exibição do vídeo: a televisão, e a mídia, em geral, parecem estar se rendendo aos encantos da internet. Algo que Cris Nicolotti soube explorar bem, no melhor estilo cross-media: produziu o clipe para promover um projeto teatral. Virou boom na web, ganhou espaço em jornais, sites, blogs e, hoje, chegou ao plim-plim. Sorridente, a atriz contou que há três gravadoras interessadas em contratá-la. Falou de sua trajetória profissional e ainda deu um belo exemplo de como a vida imita a arte: uma associação de proctologistas se somou ao time de patrocinadores de seu espetáculo teatral.
Em entrevistas anteriores, a atriz já se disse surpresa com a força de seu fenômeno na web. Fui dar uma fuxicada no orkut e constatei: a moça está mesmo bombando! Uma busca por "Cris Nicolotti" resulta em cinco comunidades. A maior delas tem mais de 1.400 integrantes. Agora, a que mais me chamou a atenção foi: 'Cris Nicolotti a Diva da MPB', formada por 131 fãs de carteirinha da estrela do momento.
Bom demais pra quem queria apenas mandar todo mundo "tomar no c...", né???

29.5.07

Brasileira garfada?

Miss Universo: nem a japonesa acreditou que levou a melhor...

Antes de mais nada, quero dizer que não sou daquele tipo ufanista, que acha sempre que o "nosso" Brasil deva levar a melhor sempre. Amo meu país, mas não sou um fanático...
Dito isso, vamos à razão desse post: o que foi a decisão do concurso Miss Universo? Garfaram feio a representante do Brasil, Natália Guimarães. Linda, belo corpo, belo sorriso. E faturou o segundo lugar. Estaria tudo bem, se a vencedora fosse mesmo um mulhersão de fazer frente à brasileira. Mas...não era! Riyo Mori, a campeã, levou um baita susto ao ouvir seu nome no momento da decisão final do júri. Ela parecia não acreditar...tampouco a gente!
Mas o destaque, sem dúvida, foi a Misstabaco, dos EUA! Toda elegante, cheia de classe, meteu o popozão no chão com toda a pompa e circunstância, junto naquele, que provavelmente, era o dia mais importante de sua vida. Sem contar que a videocassetada foi transmitida para uma audiência estimada em 1 bilhão de pessoas! Aqui no Brasil, parte da transmissão, realizada pela Rede Bandeirantes, conquistou a vice-liderança na audiência. Pobre compatriota de Tio Sam: além de aturar as vaias durante sua performance, ainda se sagra uma fortíssima candidata ao prêmio de Mico do Ano!!! É...quem disse que vida de Miss é fácil???

27.5.07

Baú de histórias...

Final de semana leve, feliz...e de muito trabalho! Mas um trabalho diferente, cheio de motivação pessoal. Dias dedicados a revisitar memórias de família, rever parentes distantes e conhecer tantas e tantas histórias de dor, sofrimento, alegria e realização: tô fazendo um documentário modesto sobre os 80 anos da minha vó. Fazendo mesmo, no sentido mais artesanal que isso pode ter: da pauta até a edição, passando pela captação de imagens, pela pesquisa de fotografias antigas e pela escolha da trilha incidental - esta, com a ajuda de um grande amigo. O prazer é tamanho que, depois de um dia de gravação, chego em casa ávido por colocar o material pra dentro do PC e começar a pré-edição.
Em suma: tô feliz da vida. Por poder registrar tantas histórias (descobrindo muita coisa bonita), rever tanta gente e por achar que vou conseguir fazer uma bela e merecida homenagem à dona Zezé...
Família é algo importante pra caramba, minha gente! E é bom demais se cercar desse amor sempre que dá.
[]s pra quem é de []s, Bj pra quem é de bj e uma ótima semana pra todos!!!

26.5.07

Soundtrack

Toco teus lábios e sinto como se o chão me faltasse sob os pés. Teu gosto, meu sabor predileto, toma conta de minha boca, me acende a chama que, de fato, nunca estivera apagada. Ardo e quero mais de ti, de tua boca. Quero fazer-te extensão de mim, quero te olhar e me encontrar no fundo dos teus olhos doces, serenos e claros como sei que é a tua essência.
Vens para mim, e ensaiamos uma dança. A coreografia tem seu apogeu no momento em que nossos corpos se encostam, se apertam, se fazem apenas um. Não há alguém para conduzir. Arfantes, nos conduzimos simultaneamente ao ponto máximo de nosso balé particular, intenso e suave. O ritmo é marcado no compasso da tua respiração ofegante, o som que mais gosto de ouvir, e que também me faz responder da mesma forma, como sempre acontece com aquelas músicas que não saem de nossa cabeça. Canto junto contigo. Piro junto de ti: enlouquecido, apaixonado e feliz nos braços de alguém que me faz tanto bem.
Lado a lado, aproveito a graça de te ter por perto para me aquecer. De ter você pra olhar, de te ter pra me olhar sempre. Olhamos um pro outro e um pelo outro; e é essa a beleza dessa música que criamos juntos. Sigo te olhando e tenho a certeza de que você é a minha música predileta, a que não me sai da cabeça por um instante. Com todos os teus versos (os que me diz e os outros tantos que, quando a saudade aperta, imagino você dizendo). Você, meu hit, não me cansa. Não me sai da cabeça. Não desafina nunca. E é a trilha sonora mais perfeita que alguém poderia ter imaginado para a minha história...

PS.: A ilustração desse post é uma fotografia estilizada da escultura "The Kiss" (O beijo), de Auguste Rodin. Se quiser saber mais sobre esse grande artista, é só dar uma clicadinha aqui.

25.5.07

Tristesse


"Virou história em sua vida, mas pra mim não morreu..."
Adoro essa música. Adoro esse primeiro DVD da Maria Rita. E adoro pensar que as coisas são como são porque, na maior parte das vezes, é assim mesmo que elas devem ser.
Pra você, minha garotinha, deixo um beijo. Foi bom ouvir hoje que você me entendeu; que sabe que eu só quis (e quero) o seu bem. A vida é uma só, a gente está no mundo pra batalhar e ser feliz. É o que quero pra mim e, também, pra você. No caminho eu pensei que é melhor mesmo deixarmos tudo congelado. Assim, vamos ter sempre na memória lembranças gostosas, intensas, boas e felizes. E isso é pra poucos...
Bj pra você, menina bonita, cheirosa...e gostosa! (Olha a baixariaaaaaaaaa!!!)

23.5.07

Telejornal ou meio telefone, meio jornal?

Novidade ou reinvenção da roda? Formato novo do SBT Brasil põe apresentadores para conversar por telefone com os espetadores...

O fato de apresentar um programa ao vivo às sete da noite acabou me afastando um pouco do lugar de telespectador. Pouco paro em frente à telinha nos dias em que estou "no ar". Por isso, acabo ficando por fora de muita coisa que rola no horário nobre da TV. Hoje, no entanto, peguei um bom trânsito e cheguei em casa a tempo de conferir o SBT Brasil. Na bancada, Cynthia Benini e Carlos Nascimento apresentam as principais notícias do dia. Até aí, tudo tranqüilo. Cynthia, meio patrulhada por ter participado de uma das versões da Casa dos Artistas, não faz feio ao dividir o comando do jornal com o velho Nascimento: tem boa voz, boa locução, está bonita e me pareceu bastante segura. Seu companheiro dispensa comentários: é craque do ramo!
Tudo ia muito bem até o jornal exibir sua porção 100% SBT: telespectadores ligam e participam do jornal. Hoje, a "pergunta do dia" era: "você acha que o fumo atrapalha os relacionamentos?". A questão era baseada numa dessas pesquisas internacionais. Nascimento atende o primeiro telespectador. O rapaz acha que sim, o fumo atrapalha. Revela-se fumante e, além disso, confessa detestar o próprio vício. Cynthia, então, ouve a segunda participação: mais um espectador detonando o fumo: "as pessoas nem gostam de apertar uma mão cheia de nicotina", diz o rapaz de São Paulo. Gancho para a terceira ligação. Carlos Nascimento atende e ouve a telespectadora mais, digamos, "direta" da noite: "Ah, atrapalha sim! Porque o fumo causa a impotência sexual". O apresentador é seco: "Obrigado", ele diz, e logo complementa: "Depois do intervalo, você vai ver..."
Sei lá. Acho bacana inovar, mexer nos velhos formatos da TV. Mas fiquei com a sensação de que não é necessariamente conversando com o telespectador por telefone que chegaremos a um modelo mais interessante de telejornalismo.

Sílvio Santos e a "rainha do fora"


Sou meio reticente com relação aos posts com vídeos do Youtube. Utilizo o recurso muito de vez em quando, e sempre tomo o cuidado de dar um tempo entre uma postagem e outra. Mas esse vídeo (na verdade, a união de dois trechos) me fez mudar de idéia.
O programa: "Qual é a Música". O ano: 1986. O astro: Sílvio Santos. A coadjuvante: uma simpática menininha que insiste em dar "uma adaptada" em todas as letras das canções.
Ri muito vendo, e acabei me dando ao trabalho de baixar os dois trechos, editá-los num só vídeo só pelo prazer de subir tudo aqui no B@belturbo. Vendo essas imagens a gente entende bem a razão do sucesso do Sílvio Santos: ele é uma figuraça! E não se intimida por não ser "politicamente correto" e, como quem não quer nada, dar uma bela sacaneada na menininha.
E como diria Cissa Guimarães: "há 21 anos, direto do túnel do tempo..."

O tempo e a traça...

Revirando as gavetas, numa daquelas arrumações intermináveis que todos evitam ao máximo começar, encontrou o pedaço de papel de carta. Faltava a parte de cima, e logo percebeu que uma traça havia saciado sua fome por ali. Todo o primeiro parágrafo daquela carta agora não existia mais. Penalizou-se ao notar que aquela parte de sua história havia sumido. E pôs-se a ler o que o tempo - e a traça - tinham poupado...
"Então, te pego no colo e olho em teus olhos tristes. Olhos de quem não teve um bom dia. Tento confortar, arrancar ao menos um (esboço de) sorriso dessa boca linda, tão boa de beijar e de ver rindo. Quero ouvir sua voz novamente alegre, com aquele astral bom que só você tem.
Quero te ver feliz. Te fazer feliz. E ser feliz contigo."
Guardou no bolso o resto da carta. Sorriu, olhando para o porta-retratos na estante. Lá, seus olhos e aqueles outros olhos irradiavam apenas alegria. A prova de que o tempo repara tudo. E põe no lugar certo tudo o que deve ser posto.

Elephant - Damien Rice

Quanto mais ouço, mais apaixonado fico pela beleza dessa melodia, pelo modo como esse cara canta. E por toda a melancolia que a gente acaba sentindo diante dessa interpretação...

22.5.07

Lobo na defensiva?

Não ouvi o disco novo do Lobão. Ouvi bons relatos de amigos que foram a um show dele recentemente mas, talvez seguindo aquela linha de esperar o buxixo passar pra ver qual é, prefiro aguardar mais um pouco pra ver se brota a vontade de conferir o trabalho mais recente do maior falastrão do rock-brasilis.
Mas duas coisas sobre o artista me chamaram atenção recentemente. Primeiro, uma entrevista (ou bate-boca?) concedida ao G1. O cara reage - mal - do início ao fim quando a tentativa do repórter é saber sobre sua (contraditória) volta à indústria do disco, via gravadora multinacional. De acordo com o jornalisa, a conversa, por telefone, foi tensa de cabo a rabo. No fim, Lobão ainda zombou do coleguinha: "Você levou um capote do seu entrevistado", disse. Meio ácido pra quem quer lançar um disco, né?
Coincidência ou não, acessei outro dia (acho que nesse final de semana) o blog do Gabriel Reis - sim, o paparazzo mais famoso do Brasil. Eis que encontro lá um vídeo feito com...o velho lobo! Gabriel, ao flagrar o cantor num aeroporto, tocou num assunto antigo: uma (suposta) polêmica entrevista que teria sido concedida pelo artista ao apresentador (e, hoje, deputado) Clodovil Hernandez. Cá pra nós, quem nunca ouviu esse boato? Aliás, mais que um boato, a história já se tornou uma lenda urbana! Eu mesmo já conversei com gente que jurava ter assistido ao fatídico programa, nos idos da Rede Manchete. Pois bem, Lobão, de volta ao tom ácido, desmentiu veementemente que tal papo com Clô tenha acontecido. E saiu de banda reclamando bastante...
Os dois episódios deixaram claro que Lobão voltou à cena sem muita habilidade no trato com a mídia. É claro que a história com o Clodovil já deve ter chateado o cantor por demais. Mas há mais a se falar sobre outros assuntos. Lobão o tem feito, mas ainda não a contento. Ele diz, na entrevista ao G1, que quer apenas vender seu CD. Mas poderia dar uma satisfação ao grande público, que quer entender melhor a razão que o levou a voltar atrás e ceder à indústria do disco. Poderia até dizer que mudou de idéia, que precisa vender pra sobreviver. Seria mais transparente. Mais honesto. E, na minha opinião, mais inteligente também...

21.5.07

Etéreo...

Era tarde. O escuro começou a tomar conta de seus olhos e, ali, caído na beira do mar, pensou ter visto um rosto de anjo. Tinha os mesmos olhos melancólicos de sempre e, também como sempre, a voz soava musical demais.
Quando pensou que seria bom morrer naquela companhia angelical, sentiu suavemente a mão do anjo cobrir-lhe os lábios. E viu quando os olhos claros ficaram marejados. Ouço o que pensas, contou-lhe a figura diáfana, deixando escapar uma lágrima que lhe caiu sobre a testa.
A revelação trouxe desconforto. Não queria ferir o anjo pensando em coisas que o fizessem chorar. Mas em que poderia pensar ali, em seus braços? Sem dizer palavra que fosse, contou tudo...
Contou que se sentia triste por ver que todo o amor que trazia no peito nunca teve resposta. Contou que sempre tivera medo de falar desse sentimento que, a tantas e tantas pessoas, sempre traz orgulho e felicidade. Não fora seu caso. Sempre que se esforçara para demonstrar seu querer bem, tinha como resposta o silêncio.
Contou que, há tempos, vivia apenas de lembranças felizes, que já desbotavam, como nas antigas fotos que todos guardamos nas velhas caixas de papelão. Contou que as músicas rondavam sua mente há tempos, trazendo memórias de um tempo que nunca gostaria que tivesse passado. Mas que passou...
O anjo pôs-se, então, a chorar. Um choro contido, de quem sabe ter falhado na missão. Dolorido, diante daquele corpo fragilizado e já quase inerte. Passou-lhe a mão pelos cabelos como que num pedido de desculpas. Filho, creia que ninguém vem ao mundo para sofrer; disse-lhe a figura celeste, novamente, pelos olhos. E seus olhos, mais para fechados que para abertos, responderam: Pois leva-me, então. Se só o que faço é sofrer, creio que não devo ser desse mundo...
Foi quando uma luz muito forte os envolveu. Do clarão, que tinha vontade própria e rodeava seu corpo, saía um brilho intenso, acompanhado de um perfume de rosas. Não conseguia mais enxergar o anjo, mas ouviu quando ele disse: Você é como eu. Por isso não entende as coisas daqui. Pois, encha de ar o teu peito e vem comigo.
Obedeceu e, quando abriu os olhos, estava longe dali...

20.5.07

E saiu o gol...

E Romário fez o Gol 1000! Uma bela marca, digna mesmo de todas as comemorações. Mas a vida de ninguém muda por isso, né? A não ser a dele e daquela montadora de automóveis alemã, que pode querer lançar uma mega-campanha publicitária pra vender seu carro popular...
E por falar no "Baixinho", o que foi ele em duas entradas "ao vivo" no Fantástico? É o "baixinho-super-poderoso"! Blasé como sempre, mas mais realizado do que nunca!
Viva Romário! Viva o talento! Viva o esporte brasileiro!!!

A procura da batida perfeita...

Ouviu as dores transformadas em música e pensou nas suas dores mudas, silentes, represadas dentro do peito. Dores de quem tinha um coração desafinado demais, desritmado demais para virar verso. Coração leviano e vagabundo, como já disseram os grandes compositores em algumas de suas canções. Teimoso, acrescentaria, uma vez que mesmo fora do compasso e da levada certa, continuava a bater.
Coração insistente, que em alguns momentos parecia incansável como o de um jovem atleta. E em outros, fraquinho como se fora o de um paciente de unidade de tratamento intensivo. Vigoroso ou não, o que importava é que ele sempre continuava a bater.
Talvez, na esperança de encontrar outro coração desafinado, para fazer das duas batidas descompassadas uma bela sinfonia...

18.5.07

'Vida louca, vida breve'...

Ouvi uma história triste ontem. Uma história de morte. Morte de uma criança de 11 anos. Parente distante, o que não faz menor o sentimento de pesar diante de um fim tão triste. Onze anos apenas, tanto por ver, por dizer, por...viver!
Daí me pergunto se os pais dessa menina terão força para seguir em frente nesse mundo tão cruel, onde um bêbado, que já tirou outras vidas da mesma forma, permanece livre para atropelar quantos quiser. Não acho resposta, mas tenho a certeza de que essa força existe e, para muitos, como eu, atende pelo nome de Deus.
O mesmo Deus que, continuando a história, mandou anjinhos alegres mostrarem à mãe da menina, no teto da igreja, no meio de uma missa, que sua filha está em bom lugar. E que, lá de cima, vai olhar e proteger todos que sempre amou.

17.5.07

Jornalismo ou Futricaria???

Leio os jornais (em sua versão na web) e chego à conclusão de que parecemos atravessar a fase do jornalismo-polêmica. São tantas e tão simultâneas que a gente nem consegue acompanhá-las (e, acredite, isso não é um queixa!). Desde a pendenga entre o ministro e o cantor, passando pela atriz-que-não-foi-musa-de-Caetano que, agora, chama Caê de "banana de pijama"; até a separação do cantor de pagode de sua esposa. "Quem traiu quem?", pergunta a manchete do jornal que cobre o fim do casório.
Não vejo muita razão em tanta polêmica. Na maior parte das vezes, esses embates públicos só servem para tirar o foco de questões importantes, que geralmente, estão implícitas nos temas das discussões. Por exemplo: ainda não vi um texto sério sobre a questão da proibição da venda da biografia não-autorizada de Roberto Carlos. Há quem diga que o Rei está perdendo a majestade, há quem invista nas críticas de Paulo Coelho à atitude do Rei; mas não há quem discuta seriamente até onde vai a liberdade para escrever - e abordar, seja de que maneira for - a vida de uma "pessoa pública". Ou mesmo discutir esse conceito de "publicidade". Afinal, Roberto é público ou pública é a sua obra?
Acho que a mídia ajudaria muito mais nesse e em outros casos se discutisse essas questões de forma mais profunda. Porque ficar nesse diz-que-diz, sinceramente, envergonha qualquer jornalista que se preze. Por essas e outras que tem gente querendo derrubar o diploma para o exercício da profissão...
PS.: Quem visita esse blog com regularidade sabe que sempre coloco os links ao citar reportagens de jornais e revistas. Nesse post sobre as "matérias polêmicas", optei por não fazê-lo. E me explico: acho que há muita coisa mais interessante para se ler na rede...

16.5.07

Boas dicas...

Post telegráfico, só para dar boas recomendações aos leitores:
- Na literatura, indico "Quando Nietzsche Chorou", de Irvin D. Yalom. Estou no comecinho da leitura, mas já deu pra perceber que esse é um romance daqueles que prendem o leitor do início ao fim. Recomendo para os analisados e para os leigos quando o assunto é a psicanálise.
- Na televisão, indico o "Salto para o Futuro" dessa semana. Quem visita o B@belturbo com freqüência sabe que esse tipo de indicação é inédita, e me explico: durante essa semana, o programa está apresentando uma série sobre a Educação para Jovens e Adultos privados de liberdade (ou seja, internos do sistema prisional brasileiro). Já escrevi aqui sobre a experiência de gravar dentro das penitenciárias e acredito que esse é um assunto de interesse geral. Nos dois primeiros programas da série, já discutimos grandes polêmicas atuais, como a redução da maioridade penal, as funções do sistema penitenciário e a eficácia desse sistema. Uma discussão bem ampla e, portanto, que não diz respeito apenas aos profissionais da área de educação; público-alvo do Salto. Sem contar que o blogueiro aqui está tendo a grata oportunidade de apresentar os programas. Gostou da dica? Então anote em sua agenda: o "Salto para o Futuro" vai ao ar às sete da noite, na TV Escola (canal 27 da Sky), com reprise às 9 da manhã (do dia seguinte), na TVE.

15.5.07

Polêmica-sem-fim???

"Em momento nenhum estou faltando com respeito aos homossexuais, só estou defendendo um direito que tenho de expressar minhas opiniões." Essa é uma das muitas frases que o leitor Rodrigo Bahiense escreveu em seu mais novo comentário aqui no B@belturbo. Ele também me agradece pelo debate, e me cabe dizer que não há razão para agradecer. Acho que é exatamente isso o que falta em nossa sociedade: debate! Sobre tudo! Uma sociedade com medo de expor, refletir e dialogar sobre suas mazelas é, a meu ver, apenas um projeto de sociedade...
Mas vamos a mais um trecho do comentário do Rodrigo: "Nenhuma lei humana é capaz de dizer o que é eticamente correto para ninguém. Se uma lei afirma que o homossexualismo é correto, ou o aborto é correto, ou mesmo a eutanásia, essa lei por si mesma já nasce insuficiente. Ao contrário do que você pensa, o cristianismo oferece uma liberdade com consciência. O cristianismo afirma que tudo é permitido, mas nem tudo lhe convém. Entendemos isso de forma individual, interior, em nosso relacionamento diário com Deus. Por isso o cristianismo também fala que não devemos julgar ninguém. Como podemos julgar os pensamentos de alguém? Não podemos. Nesse caso quem poderia? Somente Deus pode.".
Ok, Rodrigo. Deixo claro aqui que respeito o cristianismo e, além disso, não nego as influências dele para a construção de valores éticos em nossa sociedade; influências que não são apenas oriundas dessa matriz religiosa: em todas as sociedades do mundo, a religião dita como predominante contribui nesse sentido. Agora, se o cristianismo, como você diz, "afirma que tudo é permitido" e, ainda de acordo com o seu texto, "(...) o cristianismo também fala que não devemos julgar ninguém", não entendo a razão de ser contra uma lei que quer combater a homofobia apenas alegando o direito de manifestar publicamente uma opinião contrária à homossexualidade. Se, como você bem disse, as conclusões acerca do que é certo e errado são individuais no cristianismo - e me cabe citá-lo novamente: "(...) é individual, interior, em nosso relacionamento diário com Deus", qual o interesse de opinar publicamente contra os homossexuais e contra a orientação sexual deles? E aqui, devolvo uma frase que você mesmo elaborou no seu comentário: "o cristianismo também fala que não devemos julgar ninguém". Se você vai opinar contra, é porque julgou. Será que isso não iria contra os próprios preceitos do cristianismo?
Não estou contra esta ou aquela corrente religiosa: respeito todas. Mas em nome do que se diz dentro das igrejas, muita gente acaba se tornando vítima de crimes nesse país. Dos mais "bobos", como as piadinhas e os risinhos de condenação e deboche, até crimes bárbaros, que atentam contra a integridade e a vida de cidadãos que não são de segunda categoria: são cidadãos como eu, como o Rodrigo, e como todos os outros. O direito a condenar publicamente ou a expressar a "opinião contrária" com relação aos homossexuais é, sim, uma forma de perpetuar o preconceito. Seguindo essa lógica, quem tiver a opinião de que os negros são "cidadãos de segunda categoria" poderá lutar para expressá-la em público. Isso não é preconceito? É! E é, também, um retrocesso! Não acho que todos devam concordar com relação a esta ou a outra polêmica. Mas devem, sim, respeitar o outro. E se acharem esse outro errado ou, como tantos acham, condenável; que tenham a sabedoria de guardar para si suas opiniões que, certamente, em nada contribuem para que se tenha uma sociedade melhor.
E as coisas da fé, Rodrigo, a gente deixa com Deus. Creio que não há ninguém melhor que Ele para administrá-las...! À você, mando um abraço! Volte sempre, também para comentar outros assuntos. Esse não é um blog-de-um-tema-só e, portanto, vou voltar à programação normal nos próximos posts, ok?
Agora é a vez dos outros leitores. Será que eles também querem meter a colher nesse papo? É só clicar e comentar!!!

13.5.07

Carta ao leitor...

Antes de mais nada, quero dizer que esse é, será e sempre foi um espaço livre para a manifestação de idéias e de opiniões. Não só minhas como a de vocês, que me honram com suas visitas e com seus comentários. Mas este é um blog de alguém que tem um comprometimento com o respeito às diferenças; de alguém que acredita que a beleza da vida em sociedade está na
heterogeneidade - na força que nos faz complementares, mesmo sendo todos tão diferentes como somos. Por essa - única - razão, sinto-me obrigado a replicar sempre que algum comentário - direta ou indiretamente, intecionalmente ou não - acabe resvalando para uma abordagem que possa ferir esses valores.
Três recentes posts aqui do B@belturbo abordaram conceitos e dogmas de duas diferentes igrejas: a Católica e a Universal. Posts que tiveram repercussão e que acabaram por lançar luz sobre algumas das grandes polêmicas atuais: o uso de preservativos - condenado pela Igreja Católica - e os preconceitos contra os homossexuais.
Rodrigo Bahiense comentou em pelo menos dois desses posts. Eis o que disse o leitor numa de suas mensagens: "O que não concordo é que nos obriguem a aceitar o homossexualismo como natural do ser humano, e pior do que isso, com as novas leis não podemos sequer passar aos nossos filhos o que achamos coerente com pena de sermos processados".
Rodrigo, como você, também não acho o homossexualismo natural do ser humano. Há animais - de outras espécies - que também têm essa orientação - e a Ciência ainda não explicou se trata-se de uma conduta adquirida ou se ela é congênita. Agora, ao que me consta, ninguém quer obrigar ninguém a aceitar nada. Trata-se apenas de respeitar! Respeitar o outro, respeitar a condição do outro; como eu, você e tantos outros heteros, bi, pan e multi-sexuais devemos e merecemos ser respeitados. Com os homossexuais, honestamente, não vejo o porquê de ser diferente. Quanto ao receio de "passar aos filhos o que achamos coerente", não sei se te desanimo, mas devo dizer que não conheço, até hoje, um pai que tenha dito ao filho para ingressar no mundo da homossexualidade. Porque essa não é uma orientação que se dê, é algo muito pessoal, que cada indivíduo vai elaborar da forma como lhe parecer melhor. E vice-versa: dizer ao filho para não ser gay não me parece o suficiente para que alguém que tenha essa orientação, essa pulsão, deixe de sê-lo; para que deixe de buscar sua felicidade. E isso independe do desejo - e da aprovação - do pai, da mãe, da Igreja, ou de quem quer que seja.
O mesmo leitor, em outro post, comenta sobre a postura da Igreja Católica, respondendo ao texto A Igreja parou no tempo. Rodrigo diz concordar "quando o Papa afirma que a Igreja procura qualidade e não quantidade". Rodrigo, o próprio Papa cobrou mais empenho da cúpula da Igreja, aqui no Brasil, para conter a perda de fiéis: "Trata-se efetivamente de não poupar esforços na busca dos católicos afastados e daqueles que pouco ou nada conhecem sobre Jesus Cristo", disse Bento XVI, e essas não me parecem palavras de quem quer apenas qualidade. Falo isso sem querer arranhar a imagem do Sucessor de Pedro; trata-se apenas de uma constatação: as igreja são feitas de e por pessoas e - independente de qual religião estejamos falando - são essas mesmas pessoas que sustentam essas instituições.
Justificar o aparecimento da Aids como "uma doença de uma sociedade moderna" também me parece um raciocínio pouco robusto. Lá pelo século XVII, a sífilis já matava muita gente. E trata-se de uma DST também. Tenho pra mim, Rodrigo, que as pessoas sempre farão sexo antes, durante e depois do casamento. E, em muitos casos, até mesmo fora dele! E isso independe de suas crenças religiosas.
No mais, reafirmo: acho imprudente que a Igreja continue condenando o uso dos preservativos. Rodrigo Bahiense discorda: "A Igreja proíbe o uso da camisinha, não para ser vilã, mas para mostrar que esse modelo de sociedade estava errado, causou e está causando a morte de milhares de pessoas pelo mundo". E eu tenho uma visão diferente da defendida pelo meu leitor. Creio que a Igreja - vilã ou não - precisa se modernizar, não só para evitar a perda de fiéis como para manter viva a Palavra de Deus - que é razão primeira de sua existência. E isso não é ser politicamente correto, é enxergar a complexidade do mundo em que vivemos e lutar para que as condições, mesmo que não sejam as ideais, possam favorecer uma existência em harmonia, que favoreça a busca pela paz, pela tolerância e pelo amor. Valores que não serão construídos enquanto alimentarmos as diferenças, inflando dogmas ultrapassados e, muito menos, enquanto virarmos as costas para a realidade contemporânea.
Para finalizar, agradeço ao Rodrigo e a todos os outros leitores que comentam os posts! Voltem sempre!!!
E a todas as mães do Brasil e do mundo, parabéns pelo dia de hoje!!!

11.5.07

A Igreja parou no tempo?

Vejo em todos os lugares notícias sobre a cobertura da visita do Papa ao Brasil. Clima de festa para os católicos, comunhão com o representante máximo da Igreja, celebração da fé e um festival de imagens idênticas na televisão - resultado do pool de transmissão formado pelas emissoras brasileiras.
Não vou entrar nesse mérito, o post não é uma crítica à cobertura televisiva. O que me assustou mais, de verdade, foi a CNBB declarar, às vésperas do início da visita, ser contra o programa de educação sexual do governo federal. O presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, cardeal d. Geraldo Majella, disse que o programa induz à promiscuidade, ao promover a distribuição de preservativos. "Favorecer uma educação, para quê? Para estimular a precocidade da criança, do adolescente, como no caso da camisinha. Será que isso é educativo? Isso é induzir todos à promiscuidade", afirmou o cardeal.
Em tempos de Aids e de tantas outras DSTs, é fácil entender porque a Igreja perde fiéis – ou perdeu, nos últimos anos. Com declarações desse tipo, sinceramente, não acredito que carisma de Papa algum possa evitar que a Igreja, que insiste em permanecer isolada num tempo que só ela vive, deixe de atrair o povo e, assim, deixar de ver minguar o seu rebanho.
Acima dos dogmas, deve estar a saúde, a sobrevivência. A preservação da vida – a mesma, aliás, que a Igreja tem usado ao condenar – até com ameaças de excomunhão – o aborto. Crer que seja possível retardar o sexo para depois do casamento, hoje em dia, é algo que me parece estranho demais. Seria mais bonito, mais interessante e, também, mais positivo do ponto de vista do marketing (aqui, sem nenhum sentido pejorativo), mostrar aos fiéis que o “ame o próximo como a ti mesmo” é, hoje em dia, proteger-se e, assim, proteger o outro...!

Kd???

Era uma vez alguém que se sentia só. Não importava se as companhias lhe fizessem rir, se o trabalho lhe rendesse elogios, sequer importava ter belas noites de lua cheia no céu pra olhar. Nada era capaz de preencher aquele vazio que se fazia crer insuperável a cada noite solitária.
Era uma vez alguém que já havia acreditado na beleza do amor, na pureza de um sentimento capaz de mover o mundo, de fazê-lo melhor e mais nobre. Alguém que também acreditava que, numa parte qualquer dessa bola azul flutuando no meio do nada poderia haver alguém que se encaixasse, alguém com quem poderia somar. O seu alguém...
Era uma vez alguém que nunca encontrou esse outro alguém. E que, por vezes, chegava a pensar que esse alguém poderia estar ocupado demais, também procurando o seu alguém. E quando pensava assim, sentia vontade de gritar que também era alguém. E que esse alguém que sabia ser poderia fazer outro alguém feliz.
Era uma vez alguém que, depois de tanto tempo, não queria mais crer. Alguém que começou a ver o mundo com menos cores, com menos brilho. E que notava, a cada dia, que também estava passando a sorrir menos e a pensar mais nas coisas duras de se viver.
Era uma vez alguém. Mais alguém que a falta de sonho, amor e esperança começou a fazer morrer devagarzinho...

10.5.07

Outra de sua excelência, Clodovil...

Vendo o "Jornal da Globo" de ontem, fiquei completamente chocado com a notícia sobre a última "peripércia" do deputado Clodovil Hernandez. A cena lembrava tudo, menos a imagem do foro maior do Legislativo de um país que se pretende sério. Cida Diogo, deputada do PT do Rio cutucava o presidente da sessão, Inocêncio de Oliveira,do PR de Pernambuco, para se queixar do colega-estilista, que a teria agredido verbalmente.
Toda a polêmica envolvendo o apresentador-político começou quando ele afirmou que "as mulheres hoje em dia trabalham deitadas e descansam em pé". Ofendidas com a (grosseira) declaração de Clodovil,deputadas organizavam um requerimento para que ele se retratasse publicamente. Foi quando Cida diz ter ouvido os impropérios do deputado-língua-solta...
A matéria do "JG" continuava com uma entrevista na qual o próprio Clodovil repetia o que, momentos antes, havia dito à colega de plenário: "Digamos que uma moça bonita se ofendesse porque ela pode se prostituir. Não é o seu caso. A senhora é uma mulher feia. Vai ser senhora, família. Agora eu tenho culpa que ela nasceu feia, gente?".
Confesso que a matéria, primeiro, me fez rir. Muito. Mas, agora, fico aqui pensando que a população precisa rever URGENTEMENTE seus critérios de votação...! Se já era desagradável ver Clodovil destilar seu festival de grosserias em seus programas televisivos, agora, me parece inadmissível ver que esse senhor transforme a Câmara num picadeiro de circo. Ainda mais oferecendo um espetáculo tão preconceituoso. E tão sem graça...

7.5.07

Com barba ou sem barba...

Mais do que homem público e político, o deputado Eneás Carneiro se tornou um exemplo de como a política pode, também, nos fazer rir. Seu tom raivoso, sempre falando com os eleitores como quem, de fato, parecia dar-lhes uma bronca, rendeu muita piada e muitas imitações. O "meu nome é Eneás", bordão lançado pelo fundador do extinto Prona nas eleições de 1989, acabou entrando para a história do horário eleitoral gratuito. Tinha nove anos na época, mas lembro de aguardar ansiosamente a aparição do homem emburrado e barbudo que, ao fim de um discurso quase incompreensível, vociferava: "Meu nome é Eneás!"
Ontem, quando soube da morte do deputado, comecei a pesquisar na rede sobre ele. E descobri, lendo o Querido Leitor, de Rosana Hermann, que ele era amigo da turma do "Pânico". Não me surpreendi, e logo lembrei que, nas últimas eleições, ao aparecer no horário político sem sua indefectível barba, o deputado bradou: "Com barba ou sem barba, meu nome é Eneás!". Só poderia mesmo ser alguém de muito bom humor...
Fui até o YouTube e me deparei com uma pérola: um pronunciamento do Dr. Enéas, também no horário eleitoral, que começa com a quase indecifrável frase: "Miasmas pútridos emanam do Congresso". Ri, imaginando as famílias de eleitores ouvindo tais pérolas na hora do jantar. E continuou o deputado: "Meu nome não exala odor mefítico, porque não chafurda no pântano da ignomínia". Hilário, né?
Enéas sai de cena e deixa marcas na história política do Brasil. Bateu recordes de votação e deixou seu nome gravado na história recente do país como o candidato de partido nanico a alcançar a maior votação nas eleições para a presidência, com 4.671.457 votos recebidos no pleito de 1994, vencido por Fernando Henrique Cardoso. Pode ser ignorância minha, mas não me lembro de nenhum feito do deputado. Não tenho notícia de nenhum projeto de lei, de nenhuma iniciativa que tenha conquistado espaço na mídia. Portanto, pra mim, ficará sempre a imagem do político excêntrico, que arrancou risadas, cunhou um bordão, e abriu as portas para tantos candidatos "cômicos" no meio da chatice do horário eleitoral.
Que descanse em paz...

6.5.07

Tela Quentíssima!!!

"Homem-Aranha 3": aventura bem produzida, herói em versão bad boy, drama, comédia e...princípio de incêndio dentro do cinema...

Pra quem estava à procura de aventura, foi um sábado e tanto. Só que eu buscava aventura dentro da tela!
Quando a fumaça tomou conta da sala de cinema, não achei que fizesse parte do filme do Homem-Aranha. Mesmo no fim da terceira aventura da série, e depois de tantos e tão grandiosos efeitos, eu sabia que aquele cheiro de borracha derretida não poderia ser mais uma de Hollywood. Ouvi a voz dizendo: "Calma, calma" e confirmei que aquela ação não estava se desencadenado dentro da tela. Desprezei o Spiderman, peguei minha prima pelo braço e saí da sala 5 do Cinemark Downtown um tanto assustado. Na praça de alimentação, o fumaceiro era ainda maior. E meu susto também aumentou conforme percebia que não havia funcionários informados sobre o que estava acontecendo e, muito menos, preparados para orientar os clientes do Multiplex. Já do lado de fora, avistei a nuvem de fumaça sobre o prédio e, sem pestanejar, decidi ir embora do lugar...
Nunca fui fã de Peter Parker, nunca li gibis do Homem-Aranha e também não havia assistido a nenhum dos dois primeiros filmes da série protagonizada pelo herói-aracnídeo. Resolvi ver o terceiro depois de ver algumas imagens na televisão e me encantar com o realismo dos efeitos. Não me decepcionei: a aventura é bem caprichada mesmo! A seqüência que mostra o surgimento do Homem-de-Areia é fantástica - e muito bem realizada! Todas as cenas de perseguição - um festival de vôos, saltos e piruetas do Aranha e dos vilões - também não ficam atrás. E ainda há espaço pra uma boa comédia - como no momento em que a secretária do chefe de Peter Parker o assusta ao tentar orientá-lo sobre qual remédio tomar. Os fãs de dramas também vão curtir: vemos na tela um herói humano, que sofre ao ser deixado pela namorada, e também sofre ao descobrir que o responsável pela morte de seu tio está livre. Além de mostrar uma verve bad boy. Ponto pro Tobey Maguire, que soube construir bem o tipo.
O "clima quente" no finalzinho da projeção me impediu de conferir o desfecho do filme. E sei que não vou ter paciência de rever tudo até chegar aos 10 minutos finais. Agora, deixo pra depois. Quem sabe em Dvd? Em tempos de interatividade, confesso: prefiro que a adrenalina seja experimentada apenas por quem está dentro da telona...

4.5.07

Pro meu amigo prego...

Dia de desejar muita sorte a um grande amigo. Dia de dizer que estou aqui pro que der e vier, ajudando no que for possível ajudar e, sempre, torcendo para que tudo se resolva logo e bem!
Vitor, quero pra você o mesmo que espero que venha no meu caminho: só coisa boa! Acho que a gente merece e creio muito que as coisas não devem ser de outro jeito! E já desconfio que Deus tenha planos ainda mais bacanas pra essa tua caminhada...
Qualquer coisa, tamos aí! E você sabe que pode contar com esse teu prego-amigo aqui, né?

Pro meu amigo virtual...

Uma vez li em algum lugar que as pessoas do bem se reconhecem de alguma forma misteriosa. Sentem a energia uma da outra e, de forma quase inexplicável, tendem a se aproximar. Acho que isso deve ter acontecido com a gente...
Olho pra tela e vejo um rapaz sorrindo sobre um camelo. É um sorriso ainda desconhecido, mas que soa muito familiar. É o mesmo sorriso que, por dois meses, minhas bobagens escritas na tela do messenger devem ter despertado.
Tão inusitada quanto a foto - legítima, sem photoshop ou algo que o valha - em cima do camelo - legítimo, made in Cairo - é essa amizade que surgiu num meio tão frio quanto a internet. Barreira logo superada por dois caras bem humorados e com muitos gostos parecidos - o maior deles por uma certa cantora baiana...
Aliás...outra baiana é o grande ponto de discórdia nas conversas que - ainda hoje - varam algumas horas da madrugada. O cara persegue a pobre da Sangalo demais! Mas tudo bem, ninguém é mesmo perfeito...
Diogo, meu amigo - o cara sobre o camelo egípcio - aproveito esse texto pra lhe desejar feliz aniversário! Não importa se são 86, 37 ou 26! O que importa é que não lhe faltem saúde, alegrias e realizações. E tudo o mais que a vida tiver de bom pra lhe oferecer!

3.5.07

E disse Clarice...*

"Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas as duas pernas. Sei que somente com duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrável por mim mesma, e sem sequer precisar me procurar."
* Trecho de 'A paixão segundo G.H.', de Clarice Lispector

O tempo não passa para Daniela...

Dia do trabalhador, show em Copacabana. Multidão, lua cheia enfeitando o céu e, como diz Maria Bethânia em seu "Maricotinha ao vivo", aquele cheiro de batata frita e gasolina que só Copa tem.

No palco montado por uma operadora de telefonia celular, Daniela Mercury era a atração principal. Pego a apresentação no meio, mas ainda a tempo de ouvir a moça celebrar os 15 anos de sua apresentação na Apoteose, à época da explosão de seu "Canto da cidade". Eu tinha doze e ainda começava a definir minhas preferências musicais. E Daniela já chegou conquistando um lugar especial. Gostava de vê-la cantar e dançar, comprava seus discos - sim, tenho alguns deles até hoje. Na praia, enquanto a baiana canta "Pensar em você", penso nela. E lembro que aquele seria o segundo show seu que iria assistir na vida - o primeiro, fantástico, foi o do Rock in Rio, em 2001.

Daniela faz um bom show, não decepciona o fã de longa data aqui. Exibe o fôlego, a energia e a vitalidade de sempre - é, pra ela parece que o tempo não passou. "Maimbê dandá" bota a massa pra pular, mas o melhor momento da noite é "Ilê Pérola Negra": número cheio de impacto cênico, bela coreografia e uma participação linda dos bailarinos.

Lá se vão quinze anos. E eu, em Copacabana, entendo porque essa baiana conquistou meu coração há tanto tempo...

* No vídeo, o trecho final de "Ilê Pérola Negra"

2.5.07

Ainda sobre Jô e Crivella...

Depois de um dia movimentado, chego em casa e me surpreendo ao notar que o post sobre a "entrevista" do senador Marcelo Crivella ao "Programa do Jô" rendeu um aumento de 4.900% no número de acessos ao B@belturbo. Desse total, mais de 90% dos leitores nunca haviam passado por aqui antes. Desde já, agradeço pela visita e faço o convite para que voltem sempre!
Alguns dos novos visitantes deixaram recados. A análise que fiz do papo entre Crivella e Jô Soares foi confirmada por quase todos. Bom, então vamos aos comments dos comments...
Rodrigo Bahiense, cristão, critica a postura adotada por igrejas como a IURD, representada pelo senador Crivella. O leitor também aponta os "fundamentos perdidos" do senador-bispo. Além disso, também condena a postura de Jô Soares durante a conversa. Segundo o Rodrigo, Jô se mostrou "altamente preconceituoso sobre aspectos da fé". A análise do leitor vai em frente e ele concorda com Crivella num ponto. Para ele(s) "a homossexualidade não é de forma alguma natural".
Rodrigo, eu não tenho religião alguma. Mas, cá do meu ponto de vista, acho muito pequeno que as ações, o caráter e a existência de uma pessoa (ou de um conjunto delas) sejam julgados pela sociedade em razão de uma orientação sexual. Isso, de verdade, é que eu não acho natural...! Como também não acho natural, por exemplo, qualquer forma de discrimação religiosa, ou de qualquer outro tipo. Anormal é ter e alimentar preconceitos, não é?
Carlos Solano - este um já fiel leitor - ressalta o aparente despreparo do convidado durante o programa. E ainda aproveita para elogiar o texto...valeu, Carlos!
Marcos Filho, autor de outro comentário, diz: "Nessa entrevista, (Jô) deu um banho no 'santinho' do bispo". E ainda aproveita para puxar as orelhas do blogueiro aqui: "Meu caro: extenda, do verbo estender é com "s", lembra. Claro, Marcos! Desculpe a minha falha, ok? Escrevi com pressa de postar logo que a entrevista acabou e não vi o erro gritando em minha tela...o reparo já foi feito! Valeu pelo toque, ok?
Brigadeirão, minha amiga, reitera: "Jô brilhou". E ainda me pede para deixá-la vir aqui mais vezes! Não precisa pedir, moça! A casa é toda sua!!!
No mais, obrigado a todos os visitantes. Gente de Madri, Boa Vista, Seringal Setenta, Belém, João Pessoa, Campina Grande, Maceió, Salvador, Galiléia, Goianira, Várzea Grande, Pedra Azul, Brasília, Campo Grande, Franca, Viçosa, Rio, Niterói, Hortolândia, Londrina, Bugio, Floripa, Campinas, Guarujá, Sampa, Guaíba, Lambedor e Buenos Aires... espero revê-los em breve!

1.5.07

Davi x Golias? Que nada!!!

Entrevista no "Programa do Jô" se transforma num embate entre o apresentador e o senador evangélico. Jô levou a melhor, mas não se pode dizer que essa tenha sido uma grande entrevista...


Já fui um telespectador mais assíduo do "Programa do Jô". Tenho achado a pauta meio caída e, pelo que sei, a audiência não anda muito diferente. Devo dizer que não acho que o Jô faça entrevistas propriamente. Creio mais que tudo ali seja um show, e que, muitas vezes, os convidados acabam servindo de escada pra ele. E essa não é uma crítica, vejo só como uma adaptação do Jô para o gênero talk-show.
Pois bem. Eis que hoje, um amigo me avisa para ligar a TV na Globo. De um lado, o senador Marcelo Crivella. Do outro, Jô Soares. Peguei o bonde andando, confesso, e meu amigo me avisa que o senador, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, apresenta um proposta que estende os benefícios da Lei Rouanet para as igrejas. Mais fonte de renda para as igrejas?, penso. Já não basta tudo o que os fiéis depositam nas sacolinhas da vida? Eu hein!
Aí, caro leitor, admito que o blogueiro aqui foi fisgado pelo papo. Jô não fez questão de demonstrar nenhuma simpatia pelos ideais de seu entrevistado. Muito pelo contrário! E a rusga ficou ainda mais evidente quando o apresentador mencionou mais uma bandeira do bispo-senador, que é contra o projeto de lei que pretende punir a homofobia. "O projeto anti-homofobia proíbe que se critique o homossexualismo e eu sou contra (a proibição)", justifica-se o entrevistado. É a deixa para Jô cair de pau em cima dos (frágeis) argumentos de Crivella. "Pra mim (homossexualidade) não é natural, pra mim é pecado", ele diz, para ouvir, logo em seguida, Jô disparar: "Não vejo ninguém lá em cima barrando quem é viado!". A platéia foi abaixo! Ponto para o apresentador.
A entrevista (ou debate?) continua com Crivella acanhado, visivelmente constrangido por precisar defender os dogmas de sua igreja. Alguns, quase indefensáveis. Jô Soares, por sua vez, acaba se excedendo e chega a impedir o convidado de falar. "Assim fica difícil", queixa-se o senador. "Reconheço que me excedi", desculpa-se o entrevistador.
Perguntado sobre seu projeto de controle de natalidade, Crivella explica mais um de seus questionáveis pontos de vista. Para o senador, jovens de baixa renda deveriam se esterelizar. Jô cita a Escrituta Sagrada: "E o crescei e multiplicai-vos?". "Crescei e multiplicai-vos desde que possa criar seus filhos", rebate o senador. "Ah, mas isso não está escrito na Bíblia", devolve o dono do talk-show.
A platéia ovaciona cada tirada debochada do entrevistador. No fim, piadas sobre a estadia do convidado na África para amenizar o tom do embate. Cá da minha poltrona, guardo duas impressões sobre o que acabo de ver: a primeira, de que o senador precisa urgentemente crer mais no que defende, argumentar melhor sobre suas idéias e, por fim, assumir que está ao lado de sua igreja e dos dogmas que a constituem. A segunda impressão confirma a opinião do primeiro parágrafo desse post: o "Programa do Jô" não é um programa de entrevistas. É um show feito para Jô brilhar.
E, nessa noite, ele brilhou...

29.4.07

B@belturbo indica...

Mais um blog-amigo para incrementar a já imperdível lista de links do B@belturbo. Criação da coleguinha Lia Amâncio, o Gardenal é a mais recente novidade entre as minhas indicações. Por lá o clima é de Lounge. E a Lia garante que o martini é por conta da casa...
Divirtam-se com o bom humor dessa figuraça...

28.4.07

A seta e o alvo*

Quando olhares para trás, há de lembrar desse certo alguém, ora prostrado sobre uma poça de lágrimas. Há de recordar todos os sorrisos, todas as palavras sinceras e de apoio, todo o bem-querer que, um dia, escolheste não querer mais.
Há de lembrar dos beijos afoitos, do tremor das mãos e do arrepio que cada toque um dia te fizeste sentir. E virão à tua mente os prazeres vividos e os prazeres outros, que poderiam ter vivido, caso julgasse prudente seguir outro caminho. Há de lembrar das palavras duras que dirigiste ao alvo errado, acertando em cheio o peito que guardava tanto amor por ti. Peito que sangrou, doeu e fez morrer toda a esperança de quem tanto havia esperado...e que esperava por tão pouco...
E nesse dia, quando e se olhares para trás, verás que a vida é feita de desencontros. De labirintos que nos confundem, que acabam por nos aproximar de alguns que deveríamos manter longe. E que terminam por levar de nós aqueles que gostaríamos que nunca nos deixassem...
Como tu. E como este, que cá sente a tua falta por estes e por todos os outros dias que hão de vir...
* Título extraído da canção homônima de Moska

26.4.07

O Maraca é todo dela...

Ivete Sangalo interpreta "Abalou" na abertura triunfal de seu show no Maracanã. DVD chega às lojas nesse final de semana

Logo depois de assistir ao mega-show de Ivete Sangalo no Maracanã, em dezembro do ano passado, eu fiz um post aqui. Lembro de ter elogiado a qualidade da produção, o entusiasmo e a alegria da cantora. Mas também lembro de ter criticado o repertório - um tanto desgastado pela massificação de músicas como "Festa" e "Sorte Grande".

Quatro meses depois, o Multishow exibiu no dia 24 o especial com partes do show. E percebi que não fui tão injusto ao implicar com o repertório. Soa repetitivo demais ver Ivete Sangalo interpretar "Flor do Reggae", música que colou nos ouvidos do público como chiclete, tamanho o sucesso alcançado pelo "MTV Ao vivo" da artista. Na versão compacta do show, os momentos de maior oxigenação acontecem exatamente quando Ivete interpreta novas canções. O espetáculo ganha força em momentos como "Não precisa mudar", num dueto bem simpático com Saulo, vocalista da Banda Eva; "Ilumina" - que, a meu ver, tem tudo pra repetir o sucesso de "Flor do Reggae" e a festiva "A Galera", já registrada em estúdio no cd "Supernovas", de 2005.

O momento das baladas é bem bacana: "Quando a chuva passar" ganhou um coro de mais de 55.000 vozes e - para desespero de alguns, uma introdução cheia de trovoadas e relâmpagos. "Se eu não te amasse tanto assim" foi costurada à clássica "Eu sei que vou te amar" numa espécie de medley que, acredito, rende o momento mais bonito do show. Emocionada em cima de uma plataforma que avança sobre o público, Ivete chora, diz que está muito feliz e com a voz embargada, passa a bola pra platéia cantar. Golaço do time formado pela baiana e seus fãs de todo o país que lotaram o templo do futebol.

Por fim, reafirmo minha posição: o repertório precisa ser revisto. Não gostei mais do especial porque achei que momentos bacanas do show foram cortados, como a interpretação de "Sá Marina" e o explosivo medley que reuniu "Chorando se foi" e "Preta" - o melhor momento da Banda do Bem em toda a apresentação. Mas é, sem dúvida, um grande show. É, sem dúvida, uma grande artista. E é, sem dúvida, uma bela homenagem do público à cantora mais popular do país na atualidade.

Aliás, uma curiosidade: a exibição do especial "Multishow Ao vivo: Ivete Sangalo no Maracanã" estava programada para o dia 10 desse mês. Depois, foi adiada para o dia 24 para evitar que as imagens, uma vez exibidas, fossem pirateadas e, assim, derrubassem as vendas do DVD. Pois bem. Ontem, dia 25, apenas um dia depois da exibição do programa, camelôs do Centro do Rio já disponibilizavam o Dvd novo da cantora. Ah, se tudo no Brasil funcionasse tão rápido quanto a indústria da pirataria...

25.4.07

Peçonha

Sorrateira, mirou o calcanhar. O calcanhar que o pertencia e, como dizem, era também de Aquiles. Cravou-lhe os dentes quando menos se podia esperar e saiu de fininho, como quem não quer nada.
Mas deixou rastro. As cobras sempre o deixam...
E como todas as serpentes, deu do próprio veneno o soro, o antídoto para todo o mal que queria causar.
A vítima mancou, bambeou. Mas não tirou o sorriso dos lábios. Não acreditou que aquele veneno todo lhe fosse derrubar. Teve fé. Teve força. Teve benção. Deixou a serpente fugir, espreitando-se pelas sombras, agindo sempre na escuridão.
Aquele era mesmo o lugar dela, pensou o ferido. E riu, porque se à ela cabia a penumbra, sabia qual era o seu lugar. O que ninguém lhe tiraria, o lugar que só ele poderia ocupar. E, também sabia, era um lugar de luz...

24.4.07

Mais hermanos separados...

Início de madruga, blogueiro procura inspiração para post e se depara com a bomba musical do dia: 'Los Hermanos' dizem 'hasta luego'...

Está aberta a temporada de divórcios artísticos. Ontem, dia 23, a banda Los Hermanos anunciou um "recesso por tempo indeterminado". O comunicado supreendeu fãs e críticos musicais, que já esperavam pelo início da produção do novo álbum do grupo.
Na semana passada, outro "disquite musical" também surpreendeu (um pouco menos) a todos: o anúncio do fim da dupla Sandy e Júnior. Estranho, porque, se a música da dupla de filhos do Xororó deixou de vender, o grupo carioca andava muito bem das pernas: conquistando cada vez mais prestígio e mais público.
Ainda sobre a dupla teen - que, ao que parece, cansou de sê-lo - vi a participação no último programa do Faustão. Enquanto cortava o cabelo, a tevê do salão ligada no máximo exibia um clipe das diversas participações de Sandy e Júnior na atração. Depois, os dois foram para o playback. E aí achei a coisa estranha: Sandy, cada vez querendo ser menos "meninha meiga", mas ainda desconfortável no (novo) papel, reclamou da "voz antiga" das gravações. E Júnior...bem, Júnior chorou. Ela nem tchum, e ele, coitado, fazendo força pra não chorar mais.
Fiquei com pena do cara. Dezessete anos, uma vida juntos. E, sei lá...ficou a impressão de que a mocinha estava mais afim de ver o irmão pelas costas mesmo.
Mas, vai ver, há razões que a própria razão desconhece...
Particularmente, acho que perdem mais os fãs do Los Hermanos. E já me incluo na lista de perdedores...

23.4.07

Salve, Jorge!

"Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
(...)
Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.
São Jorge Rogai por Nós."

Ilustração: "São Jorge, guardão da fé", tela de César Villela

22.4.07

Angel

Pra quem acredita em anjos, aí vai essa bela canção interpretada por Sarah McLachlan...

20.4.07

Horizonte distante*

A correnteza era forte e seus braços estavam cansados. A água era fria, turva, inimiga imbatível. Chovia bastante e não conseguia ver quase nada do que havia à sua frente. Nadara muito, até demais pra quem sempre esteve contra a maré. Buscava um horizonte cada vez mais inatingível, onde, como em seus sonhos, estaria livre das ameaças, encontraria abrigo. E onde, enfim, poderia ser feliz.
Braçadas infrutíferas, que não conduziram à lugar algum. Até ali, seguira tentando só por acreditar que, um dia, quem sabe, a correnteza pudesse ceder. Por muito tempo torceu para que chegasse o momento em que as águas clareassem, tornassem-se menos gélidas. Um dia outro, de sol e de céu claro, em lugar das nuvens escuras de agora.
Dia que não veio...
Quando parou de nadar, sentiu na boca o gosto amargo da derrota. Era um sabor tenebroso, que começava como que num pontapé em seu estômago. A correnteza não cessava. Brincava com seu corpo, ora empurrando pra um lado, ora pro outro. Não tinha forças, não sabia mais o que pensar. Lembrou apenas de seu novo e belo horizonte, que, agora sabia, não chegaria a alcançar jamais. Fechou os olhos e, antes de afundar nas águas escuras de sua dor, tentou se convencer de que, se havia nadado errado - ou mal - o fizera com o único objetivo de acertar.
Mas havia errado...
(Título extraído da canção homônima do grupo Los Hermanos, composta por Marcelo Camelo)

Elephant

"cause this has got to die
I said this has to stop
this has got to lie down, down
with someone else on top"
(Damien Rice)

19.4.07

De volta ao diário do repórter...

Continuam as gravações para a série do "Salto" sobre educação prisional. Terça e quarta as visitas foram a dois presídios, ambos do Complexo penitenciário de Bangu. Um lugar que impressiona bastante pela quantidade de unidades prisionais, uma ao lado da outra. Para quem está acostumado a ouvir falar apenas de Bangu 1, 2 e 3, surpreende saber que, ao todo, são 23 cadeias só naquela região! No total, 15.000 internos povoam as celas escondidas pelas gigantescas muralhas de concreto.
Uma imagem chocante também chama atenção: ao lado de uma das penitenciárias visitadas pela nossa equipe, há um lixão! Ou "aterro sanitário", de acordo com o eufemismo que reina no momento. O que isso pode querer dizer? O lugar do "lixo" é ali, para onde a sociedade manda seus dejetos, tanto os ensacados quanto os algemados? A cena, surreal, cheia de urubus pairando no céu, levantou um debate entre a equipe ainda dentro do carro, pouco antes de estacionarmos. "Eles não estão aqui passando férias", disse um. "Ninguém está aqui porque é santo", argumentou outro, defendendo a tese de que "não era nada demais" haver um depósito de lixo ao lado da penitenciária. "Mas eles são seres humanos, foram julgados, já estão pagando pelos crimes! Têm que ser tratados com dignidade", rebate uma colega. "Você fala isso porque eles não fizeram nada contra alguém da sua família", grita uma voz. Mas a colega não se intimida: "E você, por sua vez, diz isso porque quem está aí dentro não é ninguém da sua família!".
Concordo com ela. É preciso que se entenda que o Brasil não tem prisão perpétua e, muito menos, pena de morte. Portanto, quem está dentro da cadeia vai, cedo ou tarde, voltar ao convívio da sociedade. Por isso é fundamental que essa sociedade que, baseada nas leis, reprovou e condenou as condutas inadequadas/criminosas desses indivíduos, os prepare para esse momento de retorno. Só que essa é uma lógica muito difícil de se perceber, por não ser demagógica. Por, digamos, não "agradar" a audiência.
Dentro da cadeia, converso com um homem de cerca de 40 anos. Marco Aurélio é seu nome. Sua história? Achado numa lixeira, em frente a um orfanato, foi criado sem família. Estudou pouco, precisava trabalhar. Fica claro que se trata de um sujeito que não teve oportunidades na vida - e, embora eu ache que isso não justifica nenhum crime, ajuda a entender o caminho que leva alguém a fazer escolhas erradas. Depois da entrevista, ao saber que sou apresentador do programa, todo comovido, ele me entrega um bilhete com o nome de seu filho. Pede que eu mande um beijo. A atitude me surpreende, e penso nesse filho criado longe do pai. O pai que pra todos nós é o primeiro herói, pra esse menino, é o bandido. É isso que a sociedade deve lhe dizer o tempo todo. E sei que a barra deve ser bem pesada.
E como a nossa praia é educação, gravamos na escola. A professora, toda feliz, me conta que trabalhar dentro do presídio é "melhor do que nas escolas da rede (pública), de fora da cadeia. Aqui eles estão interessados, respeitam o professor, não fazem algazarra, são disciplinados! E querem mesmo estudar", diz. Quem poderia imaginar essa frase?
Na quarta, a gravação foi na penitenciária feminina Talavera Bruce. O espaço, que surgiu como um convento, foi convertido em unidade prisional na década de 40 do século passado. Lá dentro, muitos cursos, algumas oportunidades de trabalho remunerado para as internas - que têm um jornal produzido por elas - e, é claro, o já famoso concurso "Miss TB", que escolhe a musa da penitenciária.
Lá dentro, um dado ficou claro logo de início: as mulheres presas ficam mais acuadas, mais constrangidas que os homens. Parece haver um impacto maior na auto-estima, que logo se reflete no comportamento. Muitas pedem para não ser gravadas, muitas não nos olham nos olhos. Conversando com um integrante da diretoria da unidade, fico sabendo que as quartas-feiras - dia de nossa gravação - são os dias de visita. Surpreso, pergunto ao anfitrião a razão de o pátio estar completamente vazio. "As famílias das presas não costumam fazer visitas", ele me diz, complementando logo em seguida: "Até porque, muitos dos maridos e filhos também estão presos ou já morreram. Geralmente é o homem quem leva a mulher para a vida do crime".
De volta para casa, lembro da frase e fico pensando nos motivos que, de fato, levam alguém a optar por esse caminho. Será que se trata de uma escolha consciente em todos os casos? Pensei e não alcancei a resposta. Só sei que, a meu ver, família, amparo e educação são fundamentais para que não se siga esse rumo. E, também, para que se possa sair dele...
O resultado desses dias de gravação, as entrevistas e outras reportagens sobre o mesmo tema, gravadas no Rio, em Sampa e em Porto Alegre, você poderá acompanhar no "Salto", de 14 a 18/05, ao vivo, às 19h, na TV Escola (canal 27 da SKY). Na TVE, você pode acompanhar as reprises do programa, a partir do dia 15/05, às 9 da manhã.

18.4.07

Palavras do maestro

"Quando existe alguém que tem saudade de alguém
E esse outro alguém não entender
Deixe esse novo amor chegar
Mesmo que depois seja imprescindível chorar"
(Caminhos cruzados - Tom Jobim)
Ouvi hoje, na voz de Caetano Veloso. Linda música, linda mensagem. Aliás, aqui vai também a dica do Dvd "Noites do Norte Ao vivo", do Caetano. Já foi lançado há um tempão, mas só hoje comprei o meu.
Arte é atemporal e música boa não tem data. E o que não falta é música boa no vídeo...

17.4.07

Nasce uma estrela...

Dizem que a TV aprisiona certos atores a um mesmo personagem. A Nair, segundo essa lógica, em muitos trabalhos coube interpretar a velhinha malandra, golpista, irônica e divertida. Foi assim em "O quinto dos infernos", "Kubanacan", "Vira Lata" e em "Bang Bang", sua última novela. Todos os tipos, aliás, criados por Carlos Lombardi.
Puxando nos "erres", usando e abusando dos gestos, carregando no paulistanês, soltando uma de suas inconfundíveis gargalhadas. Não sei ao certo, mas é bem provável que uma dessas marcas tenha sido a primeira a me chamar atenção no trabalho dessa grande comediante. Lembro bem dela, cabelo armado, interpretando a impagável Dona Gema, cafona até o fim, em "Perigosas Peruas", de 1992, também uma novela de Lombardi. Salvo engano, aquele foi o meu primeiro contato com essa senhora tão cheia de vida, de uma alegria que parecia transbordar da televisão. E que hoje, depois de cinco meses de luta, foi rir de todos nós lá de cima.
Egoístas que somos, sentiremos falta de sua risada espontânea, de seu olhar alegre e de seu talento na telinha. Mas se é hora de render homenagens, também é tempo de pedir que essa estrela do nosso humor brilhe lá no céu, que encontre a luz, e que descanse em paz...

16.4.07

Diário de um repórter...

Hoje entrei numa penitenciária. Não foi a primeira vez: em 2004 já havia gravado uma reportagem num dos presídios do Complexo da Frei Caneca, no Centro do Rio. No entanto, o know-how acumulado na experiência anterior não me valeu de muita coisa: sempre são tensos os momentos que antecedem a abertura dos portões e a entrada no pátio. Sempre causa um certo desconforto passar pelas galerias e ver os internos amontoados dentro das celas, braços dependurados pelas grades, olhares atentos aos movimentos dos visitantes.
Reviver essa situação hoje me deixou claro que, uma vez lá dentro, nossas idéias se transformam. Primeiro, porque vemos pessoas que poderíamos encontrar no ônibus, na fila do supermercado, no cinema. A tal "cara de bandido", que a gente tanto imagina, não existe. Segundo, porque a realidade dentro da cadeia não é - apenas - a que os jornais mostram...
Num instante, reencontro Edson, que havia entrevistado há 3 anos. Continua exibindo a mesma verve, a mesma articulação, o mesmo entusiasmo de quem, desde 2002, presta vestibular - e é aprovado. Edson aproveitou o tempo na penitenciária para se dedicar aos estudos. A Filosofia se tornou uma de suas grandes paixões e fez dele um fera na arte de argumentar. E na oratória também...
Depois, reencontro Paulo, que aprendeu a cantar e montou uma banda de sucesso dentro do presídio. Cheio de paixão ao falar de sua paixão pela música, ele tem um olhar que mostra também todo o sofrimento de quem passou 13, dos 34 anos, trancado. Os mesmos olhos que brilham ao falar da família - da mãe, em especial. Olhos cheios de dor, que vejo quando ele me diz que já conquistou o direito a uma condicional que a justiça tem demorado demais para lhe conferir. Olhos de quem agradece pelos poucos minutos de atenção que eu, verdadeiramente interessado, dedico à sua história. Olhos de quem tem tudo para caminhar por novos rumos quando deixar para trás os muros da penitenciária...
Dentro da escola que funciona na cadeia, encontro e converso com vários professores. Profissionais que, como eu, entram ali cheios de preconceitos, e logo são vencidos pela dureza do cotidiano do cárcere. E que logo descobrem a importância de mudar a forma como a sociedade enxerga as temáticas ligadas à população carcerária. "Em algum momento, a educação falhou com essas pessoas", me diz uma das educadoras. "A sociedade precisa nos enxergar como doentes que podem ser curados. Somos doentes morais", afirma um dos internos.
Ali do lado, numa aula de alfabetização, alunos escolhem a palavra que querem formar com letras recortadas de jornal. "Liberdade", eles escrevem. Desejo de todos, que poucos conseguirão alcançar, enquanto a sociedade continuar a negar - ou a não atentar para - a necessidade de ações que garantam (pelo menos) a possibilidade de reinserção social.
O resultado desse dia, as entrevistas e outras reportagens sobre o mesmo tema, gravadas no Rio, em Sampa e em Porto Alegre, você poderá acompanhar no "Salto", de 14 a 18/05, ao vivo, às 19h, na TV Escola (canal 27 da SKY). Na TVE, você pode acompanhar as reprises do programa, a partir do dia 15/05, às 9 da manhã.

Crônica de uma micareta...

Ivete cantava, linda, toda vestida de dourado. Ao meu lado, um pity-bobo inalava lança-perfume sem parar. Em intervalos cada vez mais curtos, aspirava o líquido que tinha borrifado em parte da camisa. Em pouco tempo, já nem abria mais os olhos, balançava ao sabor do vento. Sabe Deus porque prosseguia de pé, motivo de chacota da turma que o acompanhava...
Ivete fazia farra: "Pode empurrar que eu deixo", disse, numa ordem muito confortável pra quem está em cima de um trio-elétrico, longe do tumulto da multidão. Tudo bem, ela pode. Tem o poder, como diz o refrão de uma das músicas de seu medley funkeiro. "Vou cantar uma lenta, pra quem ainda não pegou ninguém essa noite", disparou a baiana. E tome beijo por todo lado!
Aliás, o beijo-micareta é algo que se faz digno de estudo. Ou melhor, não só o beijo, mas todo o processo que culmina (ou não) com a carícia. Curioso ver os caras malhadões, apaixonados pelos próprios bíceps e peitorais, chegando nas mocinhas e "dichavando", "mandando o H". E curioso ver como as mocinhas reagem às investidas: atracadas aos predadores, mas negando veementemente qualquer pedido de beijo. Eles insistem: não aceitam uma negativa depois de tanto sofrimento nas academias. Por vezes, levam a melhor. Mas por outras - e muitas outras - chegam a perder cinco, dez minutos de suas vidas em troca de um "não". Mas são sagazes, não desistem. Até porque, logo depois do não, pode pintar um sim. Um sim dito pelo olhar da menina alegre, rebolativa, que chega, abraça e entrega os lábios ao saradão recém-chutado pela "moça-alvo" de dois minutos atrás. E vem o beijo, e é longo. E quando termina, não há o que dizer. Nem oi, nem tchau. A linguagem corporal é a que manda: os corpos se afastam e, sem uma nova troca de olhar sequer, o rato-de-academia e a gatinha-de-micareta se despedem.
Em volta do trio, 15.000 pessoas. Lá em cima, uma cantora explodindo de felicidade, um festival de hits festeiros. E cá embaixo, curtindo muito a festa, um blogueiro que já começa a perceber que seus dias de micareta podem estar chegando ao fim...

15.4.07

"Nas linhas"

Mais um blog-amigo chega para incrementar a lista de links aqui do B@belturbo. Dessa vez, trata-se do Nas linhas, do leitor Carlos Zev Solano, que sempre passa por aqui e deixa comentários. O Carlos linkou o B@belturbo ao Nas linhas e, agora, estou retribuindo.
Sem dúvida, vale a pena visitar também!
[], Carlos! Volte sempre!

13.4.07

Mapa-mundi...

Não, não é exercício de Geografia não! Nem previsão do tempo. O print screen aí de cima é de uma das telas do Google Analytics. Entrei hoje pra ver a quantas andam os acessos ao B@belturbo e, pasmo, descobri uma série de novos leitores. Dos Estados Unidos, uma galera que acessa o blog das cidades de Acton, Kalamazoo, Carbondale, Miamisburg, Cumming e Clearwater (lugares que eu nem sabia que existiam). A lista segue e descubro um leitor portenho, de Buenos Aires. No Brasil, gente que lê o que o blogueiro aqui escreve de lugares como Teresina, São Tomé do Paripé (Bahia), Curitiba, Campinas; Santa Cruz e Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Já estava feliz da vida quando meus olhos se voltaram para o canto direito da imagem. E lá, bem no finalizinho da Ásia, mais uma bola laranja indica que, de Taipei, mais um acesso ao B@belturbo foi registrado. Ah, as benesses da globalização...
Fico feliz por saber, também, que o blog está crescendo: do total de acessos na última semana, mais de 55% foram efetuados por novos visitantes. Bem bacana!
É isso! Espero que brasileiros, hermanos, e friends around the world continuem visitando, lendo e comentando as idéias que tomam forma aqui neste espaço. Voltem sempre!
[]s, bjs, hugs and kisses para todos e for everybody!

12.4.07

Pra minha pessoa favorita 2...

Lembro de nós dois pequenos, brincando todos os domingos na casa da vovó. Aliás, vejo a foto de um aniversário seu em que nós dois aparecemos no colo dela, cada um em um braço. Sempre grudados! Olho no verso da foto e lá está a data: 1982! É...lá se vão 25 anos...
Num exercício rápido de memória (que não é o meu forte, você sabe), vejo que em todos os momentos importantes da minha vida você se fez presente. Quando meu pai se foi, só com o teu abraço eu consegui começar a (tentar) digerir a pancada que a vida tinha me dado. Choramos juntos. E aquela não foi a única vez, né?
Mas também rimos. E como! Quando "virei" apresentador, lá estava você me dando toda a força do mundo. Rimos de tudo e de nada, rimos de nós mesmos. Rimos quando qualquer conversa boba ao telefone vira um festival de piadas intermináveis. Rimos pelos olhos, e por eles - pra quê mais? - também nos entendemos. A gente se lê no olhar, não dá pra mentir um pro outro.
Nossas almas se conhecem, e não são primas: são irmãs (gêmeas!). E é muito bom saber que tenho alguém que me conhece por inteiro, que me ama de verdade, e que está disposta a sempre dar o ombro amigo quando eu preciso.
Hoje, no teu aniversário, quero te desejar muito mais do que parabéns. Quero dizer que torço (muito) para que a sua vida seja cheia de coisas boas, cheia de motivos para arrancar sorrisos teus, magrelinha. Quero dizer que estou aqui, pro que der e vier, pronto para colaborar com - e comemorar - toda a felicidade que você vai alcançar! Quero dizer que te amo e, também, me desculpar se nem sempre sou o que você espera que eu seja. Mas saiba de uma coisa: você é alguém que sabe tirar o melhor de mim! E fico muito feliz por dar meu melhor pra você!
Por fim, agradeço a Deus por ter me dado, há 27 anos, meus mais ricos presentes; antes mesmo que eu nascesse: sua amizade e seu amor!
Te amo, prima!
Feliz aniversário!!!

11.4.07

Mais um blog amigo

Sim, trata-se de um post nepotista. Mas, vá lá, ninguém é perfeito. Meu primo, Alan, está inaugurando um blog, o Tecnologia dia-a-dia. Como o nome já diz, as adoráveis parafernalhas do mundo moderno vão ser o tema por lá. Internautas de todos os tipos podem esperar altas dicas, porque o cara entende tudo desse mundo high-tech. Basta dizer que ele é o responsável por todos os reparos, up-grades e afins aqui no meu PC! Desde já, o Tecnologia está na lista de links aqui do B@belturbo.
Visitem!!!

9.4.07

Descoberta

E então, faço de tua boca extensão da minha.
De teu corpo, trilha para minhas mãos ávidas por uma caminhada cheia de curvas sinuosas e surpreendentes....
Teus olhos eu miro para ter a certeza de que me vês, e para saber que enxergas o prazer e o contentamento que me proporcionas enquanto desbravo cada cantinho seu.
Em ti, terreno doce e quente, palco de minhas mais esfusiantes descobertas, quero deixar para sempre minha marca.
A assinatura do conquistador que, por ironia do destino, agora sabe-se conquistado...

8.4.07

De volta! Estamos de volta!!!

Coisa boa é deitar na rede e só se preocupar em ler. Ou em passar para outra música no mp3. Caminhar pela praia, pé na areia fininha, sentindo o vento varrer seu rosto, sem pensar em nada. E nadar, nadar...de olho aberto, pra enxergar as conchas do fundo, claro. Andar de barco, mar adentro, parar em terra firme - no meio do oceano - e descobrir tantas formas de vida. E mergulhar no meio dos peixes, daqueles que a gente só costuma ver nos aquários.
Sete dias de papo pro ar e cá está o blogueiro, renovado e pronto para mais um ano de trabalho árduo. Aos visitantes, informo que do lado de cá do monitor há alguém, agora, um pouco diferente: menos estressado, com o humor em dia e, vá lá, um pouco mais baiano também.
Volto mais apaixonado do que nunca. Pela vida, pela Bahia, pelos meus amigos, pelo meu trabalho. E por cada um dos cantinhos que tive o prazer de conhecer nessa viagem: Porto Seguro, Arraial d'Ajuda, Santa Cruz de Cabrália, Trancoso... lugares especiais, abençoados com uma beleza - e uma paz - que nem dá pra tentar explicar.
Ah, é claro: volto um pouco mais moreno também! Ou, se preferir, menos branquelo...
É isso, turma! Está aberta oficialmente a temporada de postagens de 2007!Boa semana a todos![]s a quem é de []s, Bj pra quem é de bj!
PS.: As fotos - de cima para baixo - são: da Igreja de Trancoso, da Praia de Pitinga e da Praia de Santo André.

1.4.07

Sobre o fim do confinamento...

83 dias atípicos: 83 noites em claro, 83 manhãs de sono, 83 madrugadas de produção intensa e, vá lá, algumas cochiladas fora de hora! Parece a visão do inferno, mas não foi. Longe disso! Meu período "confinado" no PA do BBB (o ponto de apoio à produção do programa) é, definitivamente, uma época que nunca vou esquecer. Primeiro, pela experiência num novo veículo - tão massificado, a ponto de registrar 50 milhões de acessos num único dia. Difícil pensar que um dia tanta gente poderá voltar a ler uma linha do que eu venha a escrever...
Inesquecível, também, pela diversão. E digo diversão de dois tipos: a proporcionada por essas 16 figuras que toparam o desafio de ficar na "casa mais famosa do Brasil"; e a propiciada por uma infinidade de outras figuras, partes da equipe que faz (e se diverte) com um dos sites mais acessados do país.
Gostei muito! Mesmo! Parto de férias até um pouco triste, porque queria concluir minha aventura até o final, até que o R$ 1 milhão que mobilizou todo o país ao longo desses 3 meses tivesse seu destino revelado (ou comprovado, caso se confirme o favoritismo do participante que, até aqui, parece ter caído nas graças do público). Mas também saio aliviado, com a certeza de que voltarei a dormir, a malhar, a ter vida social. E, ainda, com a certeza de que não faltarão oportunidades para rever - e rir novamente - com essa turma boa.
Por ora, um até logo. Para os coleguinhas de aventura na Globo.com (incluindo você, Diogão, amigo de madrugas, leitor atencioso e o maior descolador de links interessantes de que tenho notícia). Até logo, também, para os leitores do B@belturbo. Exausto, o blogueiro parte em instantes para uma semana de férias. No período, acho pouco provável postar qualquer coisa (até porque, convenhamos, ando meio cansado de internet). Mas, ao retornar, prometo retomar a programação normal.
Então, boa semana a todos, obrigado pelas visitas e voltem sempre!
[]s pra quem é de []s, e Bj pra quem é de Bj!