28.4.07

A seta e o alvo*

Quando olhares para trás, há de lembrar desse certo alguém, ora prostrado sobre uma poça de lágrimas. Há de recordar todos os sorrisos, todas as palavras sinceras e de apoio, todo o bem-querer que, um dia, escolheste não querer mais.
Há de lembrar dos beijos afoitos, do tremor das mãos e do arrepio que cada toque um dia te fizeste sentir. E virão à tua mente os prazeres vividos e os prazeres outros, que poderiam ter vivido, caso julgasse prudente seguir outro caminho. Há de lembrar das palavras duras que dirigiste ao alvo errado, acertando em cheio o peito que guardava tanto amor por ti. Peito que sangrou, doeu e fez morrer toda a esperança de quem tanto havia esperado...e que esperava por tão pouco...
E nesse dia, quando e se olhares para trás, verás que a vida é feita de desencontros. De labirintos que nos confundem, que acabam por nos aproximar de alguns que deveríamos manter longe. E que terminam por levar de nós aqueles que gostaríamos que nunca nos deixassem...
Como tu. E como este, que cá sente a tua falta por estes e por todos os outros dias que hão de vir...
* Título extraído da canção homônima de Moska
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