23.1.08

Vigilância menor para a casa mais vigiada do Brasil...

Você já deve ter lido em algum lugar que a oitava edição do Big Brother está longe de repetir o sucesso da temporada do ano passado. Pois é, eu também! Não tenho visto o programa, mas tenho estranhado a pouquíssima - pra não dizer nenhuma - repercussão que as aventuras dos confinados têm tido no círculo de pessoas que me cercam. Não ouço falar em BBB e, quando ouço, é gente criticando a seleção dos participantes e o marasmo que parece pairar na casa.
Ontem, chegando de uma festa de aniversário, liguei a TV e resolvi assistir ao Paredão da vez. Não vi tudo, porque o cansaço da corrida me fez cochilar algumas vezes, mas saquei que a produção está empenhada em movimentar a rotina na casa. A arma utilizada, dessa vez, foi a colocação de um telefone que toca dando comandos para os jogadores. Ontem, o comando foi a indicação de um dos participantes para o próximo paredão. O objetivo? Gerar tensão entre eles, claro...
A idéia é boa! Mas notei duas falhas: a primeira é que não se ouviu a voz do interlocutor, responsável por passar a ordem ao brother que atendeu a ligação. Pode parecer bobagem mas, com isso, abre-se uma brecha para que telespectadores pensem em manipulação, por parte da produção, sobre a identidade do indicado. Outro furo foi permitir que um indicado ao paredão atendesse a chamada e fizesse a indicação. A idéia não era gerar tensão? Risco reduzido, já que o cara que indicou a tal Gyselle acabou sendo eliminado poucos minutos depois...! Com quem a mocinha vai querer brigar por ter sido jogada no paredão mais uma vez?
Enfim, não vou me surpreender se esse BBB engrenar. Acho que o programa ainda tem fôlego e, mais que isso, já deu provas de ter caído no gosto do brasileiro mesmo. Mas é fundamental que as soluções encontradas para fazer a casa bombar sejam bem pensadas. Do contrário, a velha teoria da marmelada - na qual eu não acredito, diga-se de passagem - sempre pode voltar à tona...
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