30.1.08

Passando o cerol*

E, de novo, te tento. Te chamo, e vens! Então, te pego, te beijo, te puxo. Te livro das tuas roupas enquanto me livras das minhas. Te mordo, te aperto, te desejo.
Te quero.
Nos queremos...
E nos temos! Doces, apimentados. Amigos, amantes. Cordiais, selvagens. Cúmplices desse incêndio a consumir nossa cama, a parede, o banheiro, todo o quarto! Fogo que nos arde; labaredas ainda longe do futuro cinzento...
Deitamos, levantamos. Mil malabarismo, mil maneiras de ter e dar prazer; mil formas de ver nossos corpos numa coreografia toda nossa, refletidos em todos os mil espelhos que refletem o nosso incêndio secreto.
Só nosso.
Sempre nosso!
Ofegantes, o abraço é a saída enquanto esperamos a brasa esfriar um pouco. Um pouco, só até que os abraços e os beijos mais gostosos que alguém já pôde dar iniciem a combustão mais uma vez...


* O título, delicado demais, por sinal, foi uma sugestão - ou exigência??? - da minha amiga Luciana Ribeiro, um tanto cansada dos posts água-com-açúcar dos últimos tempos...
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