17.1.08

Sou mais ela!

Fazer televisão ao vivo é um barato! A sensação de não poder repetir ou refazer leva a adrenalina lá pro alto, a pressão aumenta e o calor humano de ver e/ou falar com quem nos assiste torna o jogo ainda mais gostoso. Eu adoro!
Só que nem tudo são flores, não vivemos num mundinho cor-de-rosa. Sei de histórias ótimas de uma apresentadora que entrou no ar com um eletricista pendurado no teto do estúdio, tentando consertar um refletor queimado. Aliás, numa outra ocasião, a mesma colega passou por um sufoco danado ao dar início aos trabalhos e, no meio do programa, perceber no alto do estúdio uma pomba voando pra lá e pra cá. A pomba com vocação para papagaio-de-pirata tinha sido solta por um mágico, num programa apresentado horas antes no mesmo estúdio. E minha colega, coitada, passou o tempo todo no ar, mentalizando palavrinhas mágicas que pudessem evitar que a pombinha fizesse suas necessidades nela, nos convidados, ou na bancada do cenário...! Momentos de pura tensão...
Eu mesmo já me vi, a 5 segundos de entrar no ar, sento atacado por uma mosca de dimensões descomunais! E a diaba parecia estar pensando que minha boca era alguma espécie de túnel! Ia lá longe e...zzzzzzuuuuuuuuuuuuuummm: tentava entrar na minha boca! Em pânico, já com a vinheta do programa no ar, pedi ao cinegrafista que me salvasse de pagar o mico de entrar em rede nacional tossindo, entalado com uma mosca! Ágil que só ele, o câmera dizimou a mosca-kamikaze num golpe que pareceu unir balé e karatê. Alívio pra mim, que pude entrar no ar sorrindo, como se nada houvesse acontecido.
Ontem, vi que Ana Maria Braga sofreu um acidente no ar, enquanto ensinava uma receita. Queimadura de segundo grau, provocada por óleo quente. Ana é safa, foi para o intervalo e teve pique de terminar o programa, mesmo com o braço queimado, vermelho e dolorido. Em outra ocasião, a mesma Ana Maria foi vítima de um cachorrinho que, desavisado, fez a loira de poste e mandou-lhe uma mijadinha sem dó nem piedade. Ana riu, não escondeu o absurdo da situação e contornou a saia-justa com muito bom humor.
De vez em quando, dou umas cutucadas aqui na Ana Maria. Mas digo abertamente, e meus amigos sabem disso, que sou fã dela! De sua espontaneidade, de sua força, de seu carisma e do seu talento. Se hoje existem milhares de programas femininos rendendo audiência - e faturamento - para as emissoras comerciais, isso se deve ao trabalho da Ana que, na Record, nos anos 90, apostou na fórmula e reinventou um gênero que parecia não ter mais espaço na TV do século XXI.
Mijada, queimada, com ou sem ibope alto, Ana Maria Braga é craque! É guerreira e sabe fazer - muito bem - o que faz! Palmas pra ela!
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