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25.3.08

Última espiada...

E não adianta: entra ano, sai ano, o BBB segue mobilizando a audiência. Nessa oitava edição, o programa deu claros sinais de desgate, mas a produção, atenta, correu atrás do prejuízo e botou mais pimenta na disputa, com os famigerados telefonemas atendidos pelos participantes.
Hoje, dia da final, não dá pra não dizer que, mesmo com muitos narizes torcidos, o Big Brother é um sucesso. Não há como ir a algum canto sem ouvir gente manifestando suas predileções por Rafinha ou Gyselle. Sem falar nos que ainda lamentam a eliminação de Nat.
Logo mais, o Brasil vai ganhar mais uma celebridade. Mais um milionário. Mais pauta pras revistas e sites de fofoca. É a roda-viva do BBB, com data de validade: tudo isso dura só até janeiro do ano que vem, quando vai surgir o Alemão da vez. Ou o Rafinha, que é quem eu acho que fatura a bolada logo mais...

23.1.08

Vigilância menor para a casa mais vigiada do Brasil...

Você já deve ter lido em algum lugar que a oitava edição do Big Brother está longe de repetir o sucesso da temporada do ano passado. Pois é, eu também! Não tenho visto o programa, mas tenho estranhado a pouquíssima - pra não dizer nenhuma - repercussão que as aventuras dos confinados têm tido no círculo de pessoas que me cercam. Não ouço falar em BBB e, quando ouço, é gente criticando a seleção dos participantes e o marasmo que parece pairar na casa.
Ontem, chegando de uma festa de aniversário, liguei a TV e resolvi assistir ao Paredão da vez. Não vi tudo, porque o cansaço da corrida me fez cochilar algumas vezes, mas saquei que a produção está empenhada em movimentar a rotina na casa. A arma utilizada, dessa vez, foi a colocação de um telefone que toca dando comandos para os jogadores. Ontem, o comando foi a indicação de um dos participantes para o próximo paredão. O objetivo? Gerar tensão entre eles, claro...
A idéia é boa! Mas notei duas falhas: a primeira é que não se ouviu a voz do interlocutor, responsável por passar a ordem ao brother que atendeu a ligação. Pode parecer bobagem mas, com isso, abre-se uma brecha para que telespectadores pensem em manipulação, por parte da produção, sobre a identidade do indicado. Outro furo foi permitir que um indicado ao paredão atendesse a chamada e fizesse a indicação. A idéia não era gerar tensão? Risco reduzido, já que o cara que indicou a tal Gyselle acabou sendo eliminado poucos minutos depois...! Com quem a mocinha vai querer brigar por ter sido jogada no paredão mais uma vez?
Enfim, não vou me surpreender se esse BBB engrenar. Acho que o programa ainda tem fôlego e, mais que isso, já deu provas de ter caído no gosto do brasileiro mesmo. Mas é fundamental que as soluções encontradas para fazer a casa bombar sejam bem pensadas. Do contrário, a velha teoria da marmelada - na qual eu não acredito, diga-se de passagem - sempre pode voltar à tona...

10.1.08

Mídia ataca de barata e morde e assopra o BBB 8

Na ânsia de detonar o Big Brother, Folha manda a concordância pro paredão...

É curiosa a relação da mídia com o Big Brother Brasil. Todos os jornais "sérios" caem de pau em cima do programa. Porém, curiosamente, todos eles dedicam amplo espaço à cobertura do que se passa na "casa mais vigiada do Brasil".
Não vou opinar sobre a qualidade do BBB; até porque, pra mim, ele é apenas um exemplo do que pode haver de bom e de muito ruim na nossa TV. Vejo nele qualidades e defeitos que se repetem em boa parte da programação televisiva - de quase todos os canais, incluindo na listinha os fechados, vale dizer.
Agora, vejamos. O programa estreou na terça. Ontem, quarta, já tinha pipoco em cima: na Folha Online, falava-se da "segunda pior audiência numa estréia do programa". Na mesma Folha, em sua versão impressa de hoje, a notícia já mudou: "Estréia do "BBB 8" tem a terceira pior audiência", de onde se conclui que faltou rigor na apuração das informações sobre o programa. Programa ao qual a mesma Folha (de novo, falando da Online) dedica um especial, agrupando todas as notícias relacionadas ao reality show e que, nesse momento, exibe a seguinte manchete: "Fernando e Natália forma primeiro casal do "BBB 8", assim mesmo, sem concordância. Dessa vez, faltou rigor com a língua...
Sem falar na coluna Ooops, do competentíssimo Ricardo Feltrin, que ganhou chamada na home do UOL com o seguinte texto: "BBB8: Apesar dos namoricos, ibope do programa segue em baixa". Só que, ao que consta, o "namorico" rolou na madrugada de hoje e, portanto, ainda não foi exibido na TV, a não ser para quem assiste ao pay-per-view. Ou seja: a que audiência relacionada aos "namoricos" se referia o redator da chamada?
Em suma, o BBB é um grande chamariz! É um produto rentável, consolidado, e todos querem falar dele - bem ou mal (e em muitos casos, bem E mal) - para com isso, morder um bocado da audiência que o programa atrai.
Agora, a maior novidade em relação ao BBB eu descobri ontem. Um blog divertidíssimo, o Big Bosta Brasil 2008, atualizado com uma freqüência impressionante, que debocha deliciosamente do que se passa lá na "nave Big Brother". Rende boas risadas...