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31.12.07

RETRÔ 2007: o mico do ano

Não faltam candidatos ao troféu "Mico do Ano" do B@belturbo...

Se você parar para pensar com quantos micos se faz um ano, eu logo responde: MUITOS! Tantos que, certamente, dezenas - ou centenas deles - ficaram de foram dessa lista do B@belturbo. Mas registramos derrapadas importantes - nacionais e internacionais - ao longo dos últimos 12 meses...
Do infortúnio da bispa fichada na polícia americana ao entrar no país com uma pequena fortuna não declarada, ao naufrágio da versão brasileira de Desperate Housewives, produzida pela Rede TV! Sem contar na volta de Britney Spears ao showbizz: era pra ser triunfal, mas...
Até o genial Ariano Suassuna viu a versão televisiva de seu "A pedra do reino" fazer água na TV, num micaço que seguiu o padrão Globo de qualidade. E repercussão. Aliás, o que também repercutiu em 2007 foi a fase "descendo a ladeira" que o SBT amarga. Ainda falando de repercussão, que tal pensar na falta dela? Foi o que a Record experimentou ao lançar por aqui a série "Heroes" como uma arma mortal que, aos poucos, se revelou quase um tiro no pé...
Sem falar na repercussão de uma vaia de 80.000 pessoas, ressoando no meio da festa de abertura do Pan. Mico do presidente ou da platéia?
E o estilista que alfineta celebridades na TV e foi detido por furtar um vaso num cemitério? Será que alfinetaram o vudu do Ronaldo Ésper, minha gente? Ainda falando dos estilistas, não podemos deixar 2007 acabar sem que se fale do - agora deputado - Clodovil Hernandez. Sua Excelência participou de um barraco na Câmara por chamar de feia uma colega de casa. Coisa feia é não respeitar o lugar, o cargo e os eleitores que o colocaram lá! Mico dos grandes!
No começo do ano, brasileiros de todos os cantos do país viram surgir na tela uma moça loira, de flor na cabeça, sotaque interiorano e um, vá lá, certo carisma que conquistou muitos fãs. Irislene Stefanelli, gongada da casa do BBB, engatou um namoro com o "Lemão", tomou um pé do rapaz, arrumou outros namorados, posou nua e..."virou" apresentadora de TV! Chamem os biotecnólogos! Surgia, então, uma nova espécie de mico: o Mico-Siri...
Mas, sejamos justos! O mais controverso personagem do cenário mundial é, também, o dono do troféu Mico do Ano do B@belturbo. Si, tinha que ser o Chávez mesmo! Ou você acha pouco ser presidente de um país imerso numa onda de protestos, pretenso "sério líder da esquerda mundial", tentar disfarçar uma enorme queda pelo regime ditatorial, falar uma bobagem atrás da outra, ser desagradável para todo o sempre e, no fim das contas, ouvir do Rei da Espanha um "por que não te calas" e ver o mundo todo rir de sua cara depois? Só não fiquei com pena do cara porque, realmente, ele é muuuuito mala mesmo!
E que venha 2008, com muitos micos mais!

RETRÔ 2007: ano de recordes no B@belturbo

Mapa de acessos ao blog: onde há verde, há leitores do B@belturbo...

Para esse humilde blog, chega ao fim um ano que revelou dados importantes sobre quem chega até aqui. Um ano de grandes números. De janeiro até agora - e ainda temos pouco mais de onze horas para gastar em 2007 - o B@belturbo foi acessado mais de 7.800 vezes, por cerca de 5.930 visitantes que leram posts, acessaram os arquivos e vasculharam, aproximadamente, 11.500 páginas povoadas pelas mal traçadas linhas que o blogueiro aqui escreve. E como escreve! Com esse post, chegamos ao de número 354 nos últimos 365 dias! Dá menos de um post por dia, mas, convenhamos: é coisa pra dedéu!
Quase 50% dos visitantes do blog (49,54%) chegaram aqui e se divertiram com o conteúdo da página principal, passando quase quatro minutos por lá. Mas sempre há os que fuçam em mecanismos de pesquisa e acabam parando no B@belturbo atrás de um tema específico. Por isso, o post sobre a entrevista de Jô Soares com a atriz Graziela Moretto foi o mais lido do ano, com 302 visitas diretas. Em segundo, o texto sobre as loiras encreiqueiras de Hollywood, com 277 acessos diretos. Depois, a lista segue mostrando que os visitantes vasculharam os arquivos do blog. E, na nona posição, surge a crítica sobre o disco de sambas de Maria Rita, publicada no dia do lançamento do álbum - até mesmo antes dos grandes jornais - e que foi responsável por trazer ao B@belturbo 103 visitantes diretos.
Embora não tenham produzido recordes, há aguns posts que fizeram muito barulho ao longo do ano. Nesse quesito o campeão foi, novamente, um comentário sobre uma entrevista levada ao ar pelo Programa do Jô. Dessa vez, com o senador Marcelo Crivella. Deu pano pra manga! E rendeu um longo e quente debate sobre fé e homofobia. Algo bem saudável...
As palavras que mais trouxeram visitantes ao blog foram, na ordem: babelturbo, loiras famosas e Murilo Ribeiro. E o Google mandou pra cá mais de 58% dos internautas que conferiram nessas páginas o resultado dos meus devaneios e das minhas noites de insônia.
As visitas vieram de 69 países. Como era de se imaginar, a maior parte delas veio do Brasil, com mais de 6.900 acessos. Em segundo lugar, os Estados Unidos (com 310 acessos) e na terceira posição, Portugal, responsável por 154 visitantes. Curioso é notar que a trigésima quinta colocação, ocupada pelo Egito, é a responsável por um dos maiores tempos médio de permanência nas páginas do B@belturbo, com quase quatro minutos por aqui. Um tempo realmente faraônico! Só perdeu pra um leitor do Quênia, que, certa feita, passou mais de cinco minutos conectado ao meu humilde blog.
Enfim, 2007 foi um ano bem bacana por aqui! Só me resta agradecer aos visitantes e renovar o convite para que, em 2008, sintam-se à vontade para voltar! Espero vocês!

RETRÔ 2007: "o importante é que emoções eu vivi..."

Emoções, de Roberto Carlos, pode facilmente ser apontada como a trilha mais perfeita para o ano que se encerra em poucas horas. Pelo menos pra mim, claro. E embora esse não seja um blog-diário, vá lá, dividi diversos momentos de minha vida ao longo dos últimos 365 dias com os amigos que por aqui passaram. E não foi pouca coisa...
Da estréia num trabalho novo - ou seria uma experiência de confinamento? - à emoção de participar do lançamento de uma nova rede de televisão. Do orgulho de ser jornalista e conhecer realidades tão diversas ao prazer de, apresentando o Salto, ter o privilégio de fazer bons programas. E com pessoas especiais.
Mas 2007 foi um ano de mergulho em minhas próprias raízes, nas raízes de minha família. Mergulho numa história que começou a se desenhar há oito décadas, e que, o destino quis que eu recontasse num documentário. Não se diz não a um chamado como esse, e lá fui eu entrevistar um monte de pessoas amadas, pra contar uma história que, com o perdão do chavão, pode ser definida como uma história de amor. De minha vó por seus filhos. E por todos nós! Ela, dona Zezé, eu entrevistei numa linda tarde de domingo, no Jardim Botânico. Paisagem perfeita para um dos mais bonitos - e inesquecíveis - dias da minha vida.
E foi um prazer muito grande experimentar - depois de 8 anos contando histórias dos outros em minhas matérias - o sabor de contar a história da minha vó, da minha família; um pouco a minha história também. Dias de emoção, de muito trabalho, de muitas alegrias e de muita satisafação a cada etapa concluída.
Tudo para ver brilhando aqueles olhos que tantas vezes fizeram os meus brilharem. E eles brilharam, de um jeito que eu nunca tinha visto. E aquele será um dia que terei para sempre dentro do meu coração como a mais perfeita tradução do que é um dia perfeito e feliz. O dia que a minha vó definiu como o mais feliz em todos os seus 80 anos de vida...
Pena que ela tenha partido, já no finalzinho do ano, e que essa partida tenha feito desse 2007, também, um ano de tanta dor. Mas sei que, desde então, o céu ficou mais bonito, mais amoroso e há lá uma estrela mais brilhante, enchendo de luz o meu caminho e o de toda a minha família...

30.12.07

RETRÔ 2007: o melhor do blog...

Revisitar um ano é lembrar de cheiros, de pessoas especiais...! É voltar ao paraíso habitado por um certo diabinho e, mais uma vez, encontrar-se com um anjo. É viver novamente as insatisfações com a solitária sina das estrelas e, por outro lado, maravilhar-se com uma paixão antiga como da primeira vez. Também faz parte do exercício de olhar pra trás notar que mesmo as grandes paixões parecem ter data de validade.
Em voltas no tempo como a que faço agora, é possível sentir novamente o prazer de uma nova descoberta e o pavor diante de um horizonte que se afasta na mesma medida em que tentamos nos aproximar dele. Medo do desconhecido; medo do que pode acontecer quando seta e alvo se encontram e dão origem a um texto cheio de mágoas...
Agora, diante da tela do computador, enquanto escolho palavras e reviro os arquivos - do blog e da minha cabeça - penso na trilha sonora que 2007 deixou registrada em meus ouvidos. Penso nos momentos em que os textos aqui postados pareciam pergaminhos jogados ao mar, dentro de garrafas, pela tripulação de uma nau sem rumo. E em momentos outros, quando se decide que o melhor que se pode fazer é mesmo tirar o cavalinho da chuva. Momentos de luz e sombra, daqueles que todos experimentam cedo ou tarde. Como a sensação de liberdade ao se descobrir na pista, leve como aquela alegria que se vê nos olhos do menino que brinca com uma pipa - no Sul, pandorga.
Todo ano também nos reserva dissabores. Como a tristeza de quem faz de uma longa espera uma bela declaração de amor. Não de um amor qualquer, mas de um amor que faz refém quem o sente. Um amor de forte e poética ligação entre duas pessoas. Que pode ser centenária...
Amor, o mais nobre dos sentimentos, tão presente no blog nesse ano que se aproxima do fim. Amor que, quando parceiro do desejo, não mede tempo nem hora. Nem duração. Afinal, quem se importa se é rapidinha a forma encontrada para aplacar o fogo de dois apaixonados? O que importa é a sensação de se saber bem nos braços de quem se ama; de experimentar, a cada reencontro, a certeza de voltar pra casa num beijo.
Amor de futuro incerto e de palavras belas que fazem nascer na tela o texto mais bonito do ano no blog, em forma de predição...
Amor que, vez em quando - e quase sempre - faz doer no peito um coração partido...
Se as coisas do coração foram recorrentes no B@belturbo em 2007, também não foram poucos os textos que nasceram de inspirações inusitadas. Olhar no espelho e encontrar a barba feita virou texto. Assim como a volta a um universo paralelo, a foto de um caixão sepultado e a bela paisagem de um início de tarde colorido por ipês rosas.
Rio e mar, e seu encontro eterno no fim de tudo, fazem pensar que a vida não pode ser encarada como um rascunho, muito menos um rascunho no qual se veja em destaque a palavra solidão. Vida é graça, vida é poesia. E dentro do blog tem poesia...
Vida é descoberta, é um aprender do início ao fim. É conhecer - e reconhecer, por exemplo - que nem sempre um belo piano está apto aos melhores sons; e é capaz de presentear os ouvidos com o melhor da música...
Vida é o que se diz, o que se sente, o que se pensa.
Vida é o que se escreve.
E nesse ano que chega ao fim amanhã, vida foi o que não faltou ao B@belturbo...

29.12.07

RETRÔ 2007: um ano que valeu a pena!

Para o blogueiro que vos escreve - e que assume ares saudosistas nessas últimas postagens do corrente - 2007 reservou belas surpresas. Comecemos pelo que tive o prazer de encontrar nas escuras salas de cinema...
Nesse ano, as telas nos mostraram A Rainha da Inglaterra de um jeito nunca antes visto. Com interpretação magistral de Helen Mirren, devidamente oscarizada, a história de Elizabeth II foi sucesso de público e crítica.
Crítica que também gamou nas histórias de Babel e À procura da felicidade. Conferi as duas produções no meu primeiro carnaval cinematográfico. Estrelado por Brad Pitt, Babel tem roteiro bem costurado, cheio de histórias paralelas e que, no fim das contas, acabam se mostrando interligadas. O segundo filme, a comovente história real estrelada por Will Smith, emociona e faz pensar. Uma produção arrebatadora, como a volta de Rocky Balboa aos ringues: velho, fora de forma, mas sempre capaz de nos fazer torcer por ele!
Mas três filmes completamente diferentes encabeçam os destaques de 2007 na minha opinião. Pedrinha de Aruanda seria sobre Maria Bethânia, mas acabou sendo estrelado por sua mãe, Dona Canô. Embora seja fã da irmã de Caê, acho que a maior qualidade da produção é exatamente revelar ao mundo toda a genialidade simples e doce da centenária matriarca do clã dos Veloso. Outro destaque que marcou o cinema nesse ano também teve o mérito de revelar ao país uma triste realidade carioca: pirata ou no cinema, a febre da Tropa de Elite conquistou milhares de adeptos. E ajudou a consolidar Wagner Moura como um dos maiores atores brasileiros da atualidade, além de mandar o Capitão Nascimento para o rol dos personagens inesquecíveis do cinema brazuca. De lá ele só sai se pedir, 01...
O mais bonito filme do ano, coincidentemente, contou a vida de outro personagem inesquecível: Edith Piaf, La Môme. Produção bem realizada, fotografia linda e uma das mais marcantes seqüências dramáticas que já tive o prazer de assistir numa sala de projeção. Sem contar a interpretação perfeita de Marion Cotillard, pra mim, fortíssima candidata ao Oscar 2008. Mas isso é assunto pra uma perspectiva...e esse não é o caso por hoje!
Na música, 2007 deu muito samba, ritmo escolhido por duas das maiores cantoras da atualidade: Maria Rita e Roberta Sá. Cada uma em sua praia, as moças produziram dois memoráveis álbuns dedicados ao gênero. Outra musa - essa, da seara pop - lançou um delicioso CD solo e também fez bonito. Devo dizer que passamos algumas horas só nós: eu e Paula Toller.
Entre os rapazes, Damien Rice e Rodrigo Maranhão monopolizaram o meu mp3 player: estilos completamente diferentes a serviço de música da melhor qualidade.
Quando o assunto é show, elejo dois destaques: o último de Los Hemanos antes do tal "recesso por tempo indeterminado", na Fundição Progresso (faltou qualidade ao som, mas sobrou emoção); e o Balé Mulato, de Daniela Mercury, que vi nas areias de Copa no Dia do Trabalho. Golaço da baiana!
Para encerrar o capítulo sobre música em 2007, vale lembrar do web-hit do ano...se fez rir, valeu a pena, né?
Pro orgulho brasileiro, tão presente nas competições esportivas, o ano que termina também vai deixar saudades. O ano do Pan do Brasil, cheio de sorrisos dourados, lágrimas de heróis e heroínas e de muita festa nas quadras, piscinas e arquibancadas do Rio.
Rio...de tantas notícias ruins e de tantas notícias maravilhosas. Rio que riu ao ter seu Cristo eleito como uma das novas sete maravilhas do mundo.
Diga lá: 2007 valeu ou não valeu a pena?

RETRÔ 2007: um ano para se esquecer...

Restam apenas dois dias para o ano chegar ao fim. E, como no ano passado, o B@belturbo lança mão de sua própria retrospectiva. Dividida em 4 categorias: Um ano para se esquecer, Um ano que valeu a pena, Um mergulho no arquivo do ano e Os números do blog em 2007. Você, leitor atento, já sacou que esse é o primeiro texto da série. Então, lá vai...

Nem só de boas lembranças se faz um ano. E com esse já agonizante 2007 a história não foi diferente. Infelizmente, esse será o ano que ficará marcado como aquele no qual uma criança inocente foi arrastada por um carro em movimento até a morte, num dos crimes mais chocantes da história recente do Rio de Janeiro. E do Brasil, tão inseguro para tantos e tantos João Hélios! Pequenos cidadãos condenados à dor, à violência, perseguidos por balas que dizemos perdidas mas que, na verdade, parecem ter os inocentes por endereço certo.
O calendário da violência também reservou nesse ano uma triste folhinha para a empregada doméstica Sirley Dias Carvalho Pinto, violentamente espancada por jovens inconseqüentes, representantes máximos de tudo aquilo que queremos longe de nossa sociedade. Jovens filhinhos-de-papai, que ainda tentaram se explicar dizendo que achavam que a moça era uma prostituta. Será que eles acham que isso melhorou as coisas?
E o que dizer do vôo da Tam que explodiu ao bater num prédio da companhia, em Congonhas? O que dizer da dor de cada familiar de passageiro que soube da tragédia pela mídia, também surpreendida por todo aquele horror num fim de tarde de julho? Nos rostos desses brasileiros dilacerados pela maior tragédia da história da aviação no país, vi todo o sentimento que faltou à mãe que, qual uma bolsa de lixo, jogou a filha recém-nascida num rio de Contagem, em Minas Gerais. Nem com lixo se faz o que aquela senhora tentou fazer com a bebê, que chegou a ser resgatada, mas acabou morrendo no hospital.
A morte também foi o destino dos traficantes perseguidos pela polícia carioca na encosta de um morro da cidade. Cena de filme, seria das mais eletrizantes. Na vida real, o helicóptero dando razantes e disparando ferozmente contra os bandidos nos fez lembrar que parecemos estar no meio de um beco. Encurralados. Quase sem ar. Quase sem esperanças de uma saída...
Já no fim do ano, intolerância e homofobia ganharam as páginas dos jornais no caso de um jovem espancado, em Niterói, por ser homossexual. Os agressores só pararam de bater na vítima quando acreditaram que Ferruccio já estava morto. Por sorte, não estava. Denunciou o caso à imprensa e, assim, deu provas de ter uma coragem e uma hombridade que os autores dos socos e pontapés que o atingiram estão longe de saber o que significam.
Agora, temos um ano todo pela frente. Bissexto, 2008 nos dará um dia a mais para que possamos tentar fazer as coisa diferentes, melhores. Para o planeta, para o Brasil. E para cada um de nós...
Se pudéssemos ao menos não repetir os mesmos erros, já seria um ano extraordinário!