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2.12.14

Sobre a professora Vera Gissoni...



Quando eu entrei para a universidade, já conhecia a história da professora Vera. Minha família é da região do Barata, em Realengo, e todos testemunharam a luta dessa educadora para realizar seu sonho. Nos anos 60, numa escola simples, com uma única sala, ela era merendeira, professora e diretora. Fazia tudo: da sopa, preparada com legumes levados pelos alunos, ao planejamento pedagógico. Era aquilo que hoje em dia se chama de multimídia mesmo! Pois bem, em 1998 entrei para a universidade e recebi a encomenda de ajudar a pensar num telejornal para o curso de Jornalismo da UCB - a Universidade Castelo Branco, que era aquilo em que havia se tornado a escolinha simples, de uma só sala. Então, há 15 anos, na hora de dar forma ao "Jornal da Castelo", eu defendi que tivéssemos um bloco com grandes entrevistas. E sugeri que ela fosse a primeira entrevistada, por acreditar que histórias de luta e de vitória são sempre inspiradoras... 
Sempre que há poder em jogo, há milhões de ressalvas, claro. A sugestão dividiu opiniões mas, no fim, foi aprovada. A assessora de imprensa da universidade gostou da ideia e, como estávamos iniciando os trabalhos, lá fomos nós para uma sala apertada - que fazia as vezes de estúdio - sem ar condicionado, com luzes de teatro - quentíssimas!!! - para gravar a entrevista com a chanceler da universidade. Gravamos um longo depoimento em que, entre outras coisas, ela contou que sempre telefonava para a universidade de manhã cedo e no fim da noite para saber se os alunos tinham entrado e saído com tranquilidade. No fim, desligadas as câmeras, disse que adorou a conversa. 
Eu também tinha adorado! Foi a minha primeira grande entrevista e confirmei, ali, minha vocação para ouvir e ajudar a (re)contar histórias...
Dali pra frente, virei uma espécie de "correspondente dos eventos da professora Vera": sempre que ela participava de alguma cerimônia, lá estava eu! E dia a dia, que acabamos nos aproximando. Ela me chamava de "meu filho" - como fazia com todos os alunos - oferecia pão-de-queijo sempre que me encontrava na fila da cantina e, nas festas, antes de subir ao palco, pedia para que eu guardasse alguns salgadinhos - quibes, em especial - para garantir o seu lanche pós-discurso.
Foi assim que a minha admiração só cresceu. A mulher que tanta gente temia; a dona da universidade, a chanceler; a "dona Vera"; comigo sempre foi um doce. E me deu a maior prova de carinho quando aceitou ser minha madrinha de casamento, por conta de uma emergência, apenas uma semana antes do casório. A professora Vera foi a primeira a chegar à igreja, me cumprimentou com o maior dos sorrisos quando cheguei e foi só elogios ao falar de mim pra minha mãe. Na última vez em que estivemos juntos, viu as fotos da cerimônia, me parabenizou, convidou para passar um fim de semana na sua casa de veraneio e me desejou muitas felicidades...
O casamento acabou, professora. Mas sigo sendo feliz. Sigo conhecendo e reportando trajetórias bonitas como a sua e acreditando na força motivadora das histórias de luta, perseverança e trabalho. Sigo acreditando que o trabalho é capaz de nos trazer a realização de nossos sonhos mais íntimos. E acreditando que eles - os nossos sonhos - têm o tamanho da nossa fé. Foi assim, sei, que sua única sala de aula virou uma universidade. E foi assim que ser jornalista deixou de ser minha brincadeira de menino, meu sonho de adolescente e se tornou minha grande paixão.
De certa forma, professora Vera, essa lição eu aprendi também com a senhora...
Fique com Deus.

9.3.14

Mais um ano de blog...

No início de março de 2006, quando decidi criar o B@belturbo, a internet era outra coisa. Não havia Twitter, o Facebook ainda não era um fenômeno e o Orkut - bem, nem vale a pena lembrar, quem se importa? Sim, também não vou citar o Google Plus, afinal tem gente que até hoje não sabe do que se trata... 
Enfim, naquele longínquo mês de março, criei esse espaço pra dar um destino às ideias que surgiam e não conseguia aproveitar. Passei a depositá-las aqui, compartilhá-las com os visitantes e dialogar com gente nova. Estreitei laços, conheci gente nova, ganhei admiradores, fui plagiado, um post foi selecionado para fazer parte de um livro, dei autógrafos. Postei, postei, postei...
Aí vieram todas as redes sociais. Aos poucos, as ideias que vinham pro blog foram se dividindo. Parte pro twitter, parte pro Facebook. Mas sempre que algo maior me mobilizava, era aqui que botava as ideias em ordem. 
Oito anos. Se o ritmo das atualizações não é o mesmo de antes, o carinho pelo blog é maior que nunca. Sou viciado na palavra, escrever é minha terapia, minha paixão. E tem sido um prazer visitar o arquivo e descobrir textos que ainda dizem muito de mim, do que sou e de como vejo o mundo. Há outros momentos, igualmente divertidos, em que me noto diferente do autor de outros tempos. Dores que se extinguiram, prazeres que mudaram, opiniões revistas. Novos valores, novos conceitos. Se dizem que a única constância da vida é a impermanência, o blog me mostra vivo: impermanente, em constante (re)construção. Que siga assim! Um canto meu e de quem mais quiser. Em transformação constante. Cheio de ideias. Vivo, como eu e você!

6.3.13

Doutora Flávia...

Ao contrário do que diz o clássico sertanejo, eu aprendi a dizer adeus. Ainda é doloroso, ainda é difícil, mas sei que essa hora existe e - infelizmente - sempre chega...
Duro é quando não há tempo para esse adeus. Quando não dá pra dar o último abraço, um beijo, pra rir junto das bobagens da vida, ou pra oferecer o ombro nas horas de lamento. Duro é ver a vida nos negar essa oportunidade de dizer um até breve...
Há pouco, soube que uma amiga querida se foi. Estávamos distantes, mas o carinho por ela e sua família sempre foi grande. Não lembro de nosso último encontro. Não lembro de quando a vi sorrir pela última vez. Não lembro de muita coisa e isso é triste. É triste e faz pensar que, deixando o barco da vida correr, a gente também deixa mais frouxos os laços; deixa passar as oportunidades de estar perto. Deixa irem embora momentos que jamais poderemos viver de novo...
O que conforta é saber que, no nosso tempo, do nosso modo, naquele convívio tão intenso, festivo e feliz, a gente se curtiu muito! A gente se divertiu muito! E a gente riu muito! São essas as memórias que quero carregar comigo; agora somadas ao carinho e às saudades...
Fique bem, Flávia. Um dia a gente se encontra de novo...

31.12.12

Revisitando 2012...


Olhar para trás nessas últimas horas do ano é revisitar lugares, sensações, dúvidas, temores, planos concretizados e outros, de realização sequer ensaiada. É reviver lembranças, amores, dores, sorrisos, lágrimas. É se perguntar se poderia ter sido diferente e, se, talvez, poderia ter sido melhor se fosse de outro modo. E é, também, silenciar diante de respostas que, quem sabe, podem jamais vir.
Mas hoje, nessas últimas horas de 2012, também é momento de agradecer. Pela graça que é ter saúde, disposição e dom para viver daquilo que escolhi. Pela família amorosa, presente, parceira. Pelos amigos que se somam à essa família e enchem a vida de cor, sorriso e dão a sensação de segurança quando as coisas não vão bem. É hora de agradecer pela leveza que há dentro de mim, por não ter endurecido com as pancadinhas dessa vida doida e tão boa de viver. De agradecer aos amigos do mundo virtual pelas curtidas, pelos compartilhamentos, pelos comentários, replys e retweets; enfim, por essa deliciosa farra que fazemos no cyberespaço! Por muitas vezes, e não há exagero nisso, essas bobagens cotidianas que fazemos por aqui desanuviam a mente, arrancam um sorriso de uma cara atordoada por problemas e impulsionam pra seguir adiante.Obrigado, gente! Mesmo! Que 2013 venha com mais saúde e força. Pra gente seguir leve, pra gente seguir junto! E pra gente ser muito, mas muito mais feliz que nesse 2012 que tá se despedindo!
Feliz Ano Novo!!!

8.10.12

Palavras do aniversariante mais feliz do mundo...


Quando soube que passaria o aniversário longe de casa, trabalhando, fiquei apreensivo. Tive receio de me bater aquela bad, de me sentir só numa data que, pra mim, sempre é tão festejada.
Acontece que a vida nos prega peças. Viajei com uma equipe incrível e desde os primeiros minutos do meu dia até agorinha, só recebi carinho e demonstrações de afeto de todos os cantos. Debone, o primeiro a ligar, de São Paulo, me fez lembrar que quem é sincero nunca tem o que temer. Fabi, que ligou em seguida, trouxe-me as gargalhadas de sempre, notícias boas, e um amor que quero cultivar enquanto viver...
De Lara, logo pela manhã, veio o primeiro abraço. E com um carinho tão sincero, tão fraterno, que me fez sentir presenteado logo de cara. E vieram os abraços de Ana, amiga tão querida, Cadu e Santhiago, companheiros nessa minha jornada sulista. Aí eu vi que, sim, de um jeito diferente, estava em casa.
Parti pra gravação e ouvi parabéns de uma turma de crianças lindas. Uma banda tocava uma música dos meus tempos de moleque, que reafirma a invencibilidade de quem luta sempre junto dos amigos. Como eu...
Aí vieram os torpedos, inboxes, posts no facebook, mensagens pelo whatsapp, tweets, ligações! Tanta palavra bonita, tantos desejos de coisas boas! De amigos, de colegas de trabalho, da família! Uma avalanche de carinho tão gostosa, tão acolhedora, tão cheia de força que me fez sentir emocionado como há tempos eu não ficava em aniversários meus...
E assim foi por todo o dia de hoje. Fui acolhido, acarinhado e recebi toda a energia boa, de toda a parte do mundo. Energia que vocês, meus amigos, mandaram pra mim. Fiquei achando que devo ser mesmo um cara legal, porque só isso explicaria o tantão de gente boa que tenho ao meu redor; que faz questão de me lembrar o quanto eu sou amado e querido. Se sou legal, devo isso a vocês, que a cada dia me mostram o valor da amizade, me ensinam que o melhor da vida fica ainda melhor se a gente divide com quem ama e que toda essa aventura que é viver só tem sentido de verdade quando a gente compartilha e cultiva sentimentos sinceros. 
Vou dormir certo de ser um cara muito abençoado. E certo, também, de ter sido, hoje, o aniversariante mais feliz do mundo. E devo isso a vocës todos!
Obrigado, turma! De verdade! 

27.7.12

Um amor para sempre...

Poucas vezes na vida a gente se depara com uma possibilidade de uso adequada da expressão "para sempre". Ontem, no entanto, tive uma prova de que há ao menos uma circunstância em que o "para sempre" traduz com perfeição o sonho de um amor sem fim. Mais que isso: tive um exemplo de um amor que será, sem dúvida, para sempre.
Não foi numa circunstância alegre, longe disso! Vi uma amiga muito querida se despedir de sua única filha. Vi em seus olhos toda a dor que uma mãe pode experimentar na vida. Mas também pude sentir, em seu abraço sereno, a tranquilidade de quem pode dizer que viveu um amor de verdade, incondicional, inteiro. Tranquilidade de quem deu tudo. E de quem recebeu tudo de volta. De que viveu toda a intensidade de uma relação, toda a entrega que ela pode permitir. De quem se dedicou a fazer de outra vida uma vida mais feliz, mais confortável, mais digna, mais amorosa...
Minha amiga pode dizer tudo isso de si. Mas não o fará, eu sei disso. Nem precisa fazê-lo. Guardará essa história no peito, para sempre. Guardará todos os momentos com sua filhota no coração, também para sempre. E poderá, para sempre, dizer que viveu um grande amor.  
E esse grande amor não tem fim; é para sempre! Porque ela será, para sempre, a mãe daquela estrelinha que foi brilhar lá em cima. E toda a luz que ela irradiar do céu, para sempre, vai guiar os passos da mãezona que ela encontrou aqui na Terra.

30.3.12

Quando chega a nossa vez...

A gente vê, ouve, lê e fica sabendo de tantas histórias sobre roubo...mas nunca imagina como agir caso essa tragédia carioca bata à nossa porta. Ontem, bateu à minha. Voltava da academia, pelo Elevado da Perimetral, quando dois homens num carro prata me fecharam. O carona desembarcou apontando uma pistola pra minha cara. Tudo rápido, parecendo coisa de cinema. Mas não havia trilha sonora para criar clima: a tensão era real. Como a vida. 
Tive muita calma e mantive meus braços erguidos o tempo todo. Da fechada até a hora em que desci do meu ex-carro acho que não chegou a se passar um minuto. Desci, os bandidos zarparam e fiquei ali, perdido, durante aqueles segundos dos quais já lembro como os mais angustiantes da minha vida. Pra onde ir? Como caminhar com as pernas tão trêmulas? O que fazer para chegar em casa sem dinheiro, sem carteira, sem um celular para me comunicar com alguém?
Não tive tempo pra achar as respostas. Não fui atropelado - apesar de tantos carros que passavam pela via em grande velocidade. Comecei a correr me equilibrando pelo estreito canteiro da via até alcançar o começo da Avenida Brasil. Logo cheguei a um ponto de ônibus. Como tinha acabado de sair da academia, temia que os taxistas se recusassem a parar para um passageiro de camiseta e bermuda. Pedi ajuda a um senhor que parecia voltar pra casa depois do trabalho. Queria que ele me auxiliasse a parar um táxi. 
E ele me ajudou. Como também me ajudou o taxista, um senhor de uns 50 anos, calmo, solidário, que me emprestou o telefone celular para que eu cumprisse o ritual mais doloroso da noite: avisar minha mãe sobre o que acabara de acontecer. Fiquei preocupado porque sou filho único, minha mãe morre de medo dessas histórias todas, e não queria sequer pensar no susto que ela levaria com a ligação a cobrar.
Ela se assustou, claro. Mas ficou firme. E eu também.
O taxista continuou a me ajudar. Foi ele a me dizer o número de telefone da minha companhia de seguros - uma vez que meu celular e todos os meus contatos tinham ido embora no carro roubado. Foi ele a, mesmo dirigindo, apertar os botões do telefone durante o atendimento automático, ao perceber que minhas mãos tremiam demais. Foi ele a falar com a atendente da seguradora, até perceber que eu já estava mais calmo. E também foi dele a ideia de ligar para o 190 da Polícia Militar para disparar o tal "alarme de roubo de veículo". Coisas nas quais eu nem sei se teria a tranquilidade de pensar...
Ao chegar em casa, um alívio enorme: minha mãe, aflita, estava bem. Ela me esperava com os braços abertos e tentava dizer palavras de coragem, de força - quando eu sabia que ela estava tão arrasada quanto eu. Logo, ela me contou que quando liguei comunicando o roubo, acabara de fazer sua oração para Nossa Senhora Aparecida, nossa santinha protetora. Nossa Senhora, que estava coladinha no para-brisa do meu carro, foi minha mãe, mais uma vez, na noite de ontem. Ela me cobriu com seu manto azul e impediu que qualquer coisa de pior me acontecesse. Protegeu a mim, à minha mãe e a todos que me amam. Agradeço por isso. Muito! Por estar vivo, saudável e forte pra poder seguir em frente realizando meus sonhos. 
Também aproveito para agradecer aos meus amigos. Tantas ligações, tantas mensagens bonitas, tantas palavras doces e reconfortantes. Se já chorei algumas vezes depois dessas quase 24 horas, em muitas delas a motivação foi essa sensação de estar amparado por tanta gente querida. Que orgulho ter vocês na minha vida! Que tesouro inestimável é poder contar com tanta gente do bem, lado a lado, nessa jornada incrível que é viver! Estou firme, estejam certos! E vamos seguir em frente desbravando a vida, rindo e trabalhando muito juntos! Porque esse bem ninguém nos pode tomar!!!
Os prejuízos existem, claro! A dor-de-cabeça para resolver todos os trâmites, idem. Também há tristeza por ver que tantas coisas tão especiais, pelas quais lutei muito, viraram pó assim, num piscar de olhos. Há revolta também! Pela sensação de impotência, de insegurança de i...diotice! Por me sentir vítima de um Estado que olha pra mim como fonte de recursos, e não como pessoa que merece serviços essenciais bem prestados. Mas tudo isso, meus amigos, é algo menor. É menor que essa gratidão por estar vivo, é menor que o amor que tenho pela minha vida, pela minha família, pelos meus amigos, pelo que sou. É menor do que a certeza de que não faltarão as chances para que eu reconquiste o que se perdeu. 
Porque, na noite de ontem, tive, mais uma vez, a certeza de que sou um cara muito abençoado!
Amém! E vamo que vamo!!!

28.3.12

Meu encontro com Regina...

Quando entrei pra faculdade de Comunicação, levei comigo a paixão pela escrita, pela leitura e o sonho de contar boas histórias na TV. Sim, eu sabia que a minha praia era o telejornalismo desde pequeno. E isso nada tem a ver com o glamour: sempre fui fascinado pela "mágica" dessa janela eletrônica, tão presente e - ainda hoje - tão forte em nossas vidas.
O curso tinha todas aquelas cadeiras mais teóricas - concentradas no primeiro e no segundo períodos, sobretudo. Mas uma me conquistou em cheio: Redação! O nome da disciplina não era exatamente esse, mas o objetivo era ensinar aos futuros jornalistas as técnicas do texto para os diferentes veículos de comunicação. Lembro de, logo na primeira aula, ter ficado fascinado com a ementa que nortearia nossos trabalhos ao longo do semestre. E, também logo na primeira aula, a professora nos encomendou um texto de caráter jornalístico, opinativo, sobre um tema livre. Teríamos, portanto, de criar uma espécie de artigo nessa primeira experiência de produção textual.
Era agosto de 1998. Voltei pra casa pensando no ônibus. Mas não tardou até chegar a um assunto do meu interesse: a história de Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque. Naquela mesma noite, fascinado com a tarefa que tinha pela frente, lotei de letras a tela branca do Word e senti uma felicidade tamanha ao notar que, sim, conseguira contar a história e opinar sobre um fato tão "quente", sério e polêmico.
Entreguei o trabalho e fiquei esperando o retorno, claro. E quando ele veio, algumas horas depois, trouxe a certeza de que eu não havia escolhido um caminho errado - embora ainda pretendesse cursar Publicidade: a professora elogiou meu texto! Disse que já parecia uma narrativa jornalística! Fiquei nas nuvens...
Claro, havia uma ressalva: com caneta vermelha, a professora envolveu os nove pronomes "que" com os quais eu tinha construído minha narrativa. Uma repetição excessiva, apontava ela. Lição das mais valiosas naquele início de graduação.
Hoje, 14 anos passados, revi essa professora. Estava trabalhando, finalizando um dos programas que exibiremos em abril e, coincidentemente, Regina apareceu para conhecer as novas instalações da TV Escola. Eu a reconheci imediatamente, claro. Fiz questão de abraçá-la, trocamos algumas palavras - ela, muito afetuosa, felicitando-me por estar no mercado, atuante - e nos despedimos em seguida. Um breve encontro, mas com sabor muito especial. Sem saber, 14 anos atrás, aquela mulher foi a primeira pessoa a acreditar que eu estava no caminho certo. A primeira a dizer que minhas palavras, agrupadas, produziam sentido, contavam uma história e emocionavam. A primeira a, com essa atitude, me dar força e confiança para seguir em busca de um sonho de menino.
Sonho que, há 12 anos, realizo todos os dias...
Professores são figuras fundamentais em nossas vidas. Tive muitos, muito queridos e especiais. De alguns, me tornei amigo. Por alguns, tenho profunda admiração. Mas tenho profunda gratidão pro todos. Sentimento que me moveu mais cedo, ao abraçar Regina. E que voltou a me motivar horas depois, na volta pra casa, quando, dirigindo, comecei a formatar esse texto na cabeça. Exatamente do modo como, 14 anos atrás, fizera com o tal primeiro artigo escrito sob encomenda dessa querida mestra...

1.3.12

Berço do samba e das lindas canções...

É maravilhosa ou não é?

Amo te ver, minha linda, nos dias de sol e nos chuvosos, ornada de flores ou pela luz dourada do outono. Gosto de caminhar à procura dos teus cheiros, todos, misturados pela brisa que os mares sopram pra te perfumar ainda mais. Gosto dos teus sons, dos teus barulhos, da sinfonia produzida pelos sambas, pelos funks, pelas buzinas, pelas britadeiras, pela tua gente sempre risonha.
Gosto dos teus gostos, do copo de chope suado molhando a mesa num happy hour que parece até pleonástico: contigo, é difícil não haver felicidade nas horas...
Sofro com teus problemas. Dói quando te noto maltratada, esquecida, deixada de lado por aqueles que não sabem reconhecer em você esse grande tesouro que vejo. Sinto medo de, um dia, notar que, uma a uma, tuas maravilhas foram desperdiçadas, destruídas. Sinto medo porque não há, no mundo, nenhuma outra como você!
Não há outra com seus ângulos, com tuas cores, com tua vibração! Não há outra com tua malemolência, com tua ginga, com tua gargalhada e com essa sedução gostosa que você exala. Não há outra com a tua camaradagem, com o teu humor e com a tua capacidade de, dia após dia, surpreender a todos nós com sua infinita beleza.
Porque você sempre nos surpreende. Há 447 anos!
Não há outra cidade como você, Rio! 
Maravilhosa, sem igual. Meu coração e coração do meu Brasil...

10.2.12

Pro Cecello...

Esse cara inteligente, sem medo da vida, carinhoso e engraçado chega de mansinho e se instala. Vira amigo fácil daqueles que sabem valorizar uma boa conversa, um abraço sincero e o bom humor. 
Com ele descobri como é surpreendente - e divertido - perceber o mau humor de alguém que sempre dá provas de estar de bem com a vida. E ri muito dos desejos de bom dia no Facebook e da ordem fora de hora pra pizza voltar.
Foi esse economista - que nunca poupa carinho e palavras doces - que me mostrou que o fundo do poço não tem mola nenhuma ao me apresentar ao canto de uma gordinha chamada...Adele. Que sofrimento! E que prazer! 
Esse cara corajoso e todas as suas voltinhas me ensinaram que o mundo dá muitas voltas. Mas que elas, todas, são suaves demais quando a gente tá cercado de amigos leais e queridos. Como ele.
Cecello, um grande dia pra você! Que todas as suas conquistas recentes, que se refletem nesse sorriso que não sai dos seus olhos, sejam apenas o início de uma fase de muitas realizações, em todos os campos. E que a gente possa estar junto pra comemorar, uma a uma, todas essas vitórias.
Beijo grande e feliz aniversário!

15.1.12

Pra minha cálega...

Quem diria que eu, que brincava de apresentar o Jornal Nacional quando criança, um dia ia parar na frente das câmeras? E quem diria que, uma vez na TV, encontraria uma parceira com o mesmo sobrenome, nascida e criada no mesmo bairro, que estudou na mesma escola?
Pois é...a vida nos traz muitas surpresas!
Por obra e graça delas, parei naquela redação e tinha a missão de trabalhar diretamente contigo. E hoje, passado esse tempo todo, acho bacana dizer coisas que nunca te disse. Você, toda durona, foi, sempre, muito paciente. Muito empenhada em me ensinar como aquela engenharia toda funcionava e em me fazer dominar esse processo. Foi muito compreensiva nas vezes em que os problemas da vida me tiraram o foco, como quando me separei e deixei claro que não tinha condições de cumprir os prazos acordados. Ou quando minha vó morreu e precisei ficar uns dias fora...
Sabe, cálega, eu acho que você me adotou. Por ver em mim qualidades que eu nem sabia possuir, mas, talvez, também por saber da importância dessa adoção para alguém que tem uma história como a nossa, que vem de onde viemos e que agarra as oportunidades com todas as unhas e dentes disponíveis. Sou grato de verdade, viu?
Mas nem tudo foi poesia - como, aliás, eu nem acho que deva ser. Não foram poucas as vezes em que, mesmo sendo seu subordinado, discordei de você - sendo até mais veemente do que mandaria o bom senso - e acho que daí nasceu essa confiança que, hoje, temos um no outro. Porque o tempo nos deu essa certeza de que não há reservas e nem pudores para que a gente atue com sinceridade e transparência nessa nossa louca rotina, seja na frente ou atrás das câmeras.
O tempo também nos fez mais próximos, mais cúmplices, mais amigos. Não são poucas as vezes em que a gente percebe no ar o que o outro está pensando, o que é um forte sinal dessa sintonia que nos une. Diante das câmeras, isso resulta harmonioso, integrado. Longe delas, faz o convívio mais fácil e divertido. E faz com que a gente seja uma dupla complementar. Acho que é esse o segredo, viu?
Então, nesse teu dia, além de agradecer por tudo isso que já disse, quero te agradecer por ter se tornado essa amiga leal, carinhosa (do seu jeitinho, claro!), e por permitir que eu também passasse a fazer parte da sua vida.  Quero te dar os parabéns por ser a profissional que você é, mas, mais que isso, por ser guerreira, batalhadora, engraçada e divertida - e por estar se permitindo cada vez mais experimentar a graça e a leveza que estão por trás dessa fama de durona. É tudo casca, sua boba! De ranzinza, você só tem o charme!
Um beijão, titia! Muita poesia na sua vida!
E feliz aniversário!

11.1.12

Tirando a poeira...

Por cinco anos, enfrentei diariamente o desafio de vencer a página em branco que se apresentava diante dos meus olhos. Não raro, superei essa adversária mais de uma vez ao dia, postando, aqui, textos sobre coisas que via, lia, ouvia...coisas que sentia. 
Mas 2011 foi diferente. Por uma série de razões, eu me vi vencido pela página vazia. Foi como se os acontecimentos que se sucediam na minha vida analógica canalizassem minha atenção, meu pensamento, meus sentimentos de tal forma que, mesmo nas vezes em que decidia parar para escrever sobre eles, acabava por me sentir cansado...deles!
O afastamento do blog me fez mal. Gosto de cultivar esse espaço como o agricultor que cuida, vela e se orgulha da sua roça. Gosto de plantar minhas ideias aqui, de percebê-las crescendo nos comentários - ou nas respostas via twitter e facebook, marcas desse tempo de tantos links. Vivi essa seca com a mesma agonia dos sertanejos que acompanham o minguar de suas plantações. Ano estranho esse que passou. Aqui no B@belturbo, nada mais foi que um período sem chuvas, marcado pela terra seca e rachada.  Infértil.
O bom é que, como dizia na canção o grande Nelson Ned - com o perdão do trocadilho, claro - "tudo passa, tudo passará...". E aquele 2011 tão infrutífero se foi!
Portanto, esperem um blogueiro mais presente nesse 2012 - apesar do atraso deste primeiro post. Quero voltar a plantar - e a colher. Já não sinto sob meus pés a terra tão seca e rachada e o cheiro de chuva demonstra que os tempos de estiagem não vão demorar muito para ficar definitivamente pra trás!
Quem quer se molhar? Vambora tomar banho de chuva?
Feliz 2012, turma!!!

9.8.10

A quem interessar possa...

Não tenho que provar absolutamente nada a quem quer que seja. Sei o que sou, sei como sou e tenho a certeza de que todos os que me cercam - e que realmente me conhecem - sabem do meu caráter. Sabem que seria incapaz de qualquer atitude, por menor que fosse, que pudesse prejudicar alguém. Sabem que reluto e reflito bastante antes de formar opiniões desabonadoras e, mais que isso, que pondero mesmo diante de pessoas e situações desagradáveis.
Quem me conhece de verdade sabe de tudo isso. E sabe, mais que isso, que nada me aborrece mais que a fofoca ou a injustiça. Essas são armas dos covardes. Armas de quem atua nas sombras, pelas costas de inimigos que, muitas vezes, são apenas imaginários. Armas de quem não tem a grandeza de reconhecer as próprias falhas - naturais em todos nós - e passa a vida a eleger e a apontar vilões para justificar os vacilos de sua própria existência.
Quem me conhece sabe que eu busco aprender diante de todas as situações que se colocam na minha vida. E sabe que nessas aprendizagens, descobri que há um valor básico em toda e qualquer situação: ela não é unilateral. Na vida, como no bom jornalismo, todos devíamos cultuar o hábito de conhecer os dois lados de uma história. Reduziríamos, assim, as chances de cometer qualquer injustiça. A não ser que haja o desejo de ser injusto - o que respeito, desde que seja algo assumido.
Quem me conhece sabe que assumo meus erros e tento tirar lições deles. E, além de tudo isso: quem me conhece sabe que tenho o hábito de dizer para as pessoas o que penso delas - mesmo nas horas mais complicadas. Eu me posiciono. Diante delas. Para muitos, isso se chama coragem. Para mim, chama-se caráter.
Por que escrevi tudo isso? Porque, acredite, ainda me surpreende descobrir que caráter é um bem cada vez mais raro hoje em dia. Também me surpreende ver que idade não tem a ver com maturidade. E que, para muitos, é mais fácil e cômodo acreditar nas fofocas do que se empenhar e enfrentar a realidade que revela uma vida sem mocinhos e bandidos; mas, sim, uma vida feita de momentos em que todos nós cometemos acertos e erros. Errar é humano. Para mim, errar não faz de ninguém um vilão - mesmo que esse erro me afete.  Na minha opinião, o que pode fazer de alguém um vilão é a forma escolhida para lidar com seus erros. Afinal, numa escolha infeliz, pequenas bobagens podem se transformar em grandes canalhices.
Canalhices que, no fim das contas, podem nos ensinar muito...

31.7.10

Pra Mari...

Sou apegado mesmo! E quando gosto de trabalhar com alguém, cultivo internamente o desejo de ter aquela pessoa sempre por perto. Pra rirmos juntos, pra bater bola, pra trocar, pra aprender, pra tentar ensinar...! Mas a vida é essa loucura, traz e leva pessoas bacanas o tempo todo. Um dinamismo salutar, claro, mas que incomoda bastante também. Como agora...
É meio chata essa hora de dar tchau porque, por mais que a gente saiba que não é uma despedida, também sabe que a loucura do dia-a-dia pode contribuir muito para que os encontros, as piadas e as risadas não sejam mais tão frequentes. E dá uma pena danada disso! Sobretudo depois de ver alguém crescer e aparecer, como tive a chance de ver ao longo desses quase dois anos.
Por isso, roceirinha, eu te desejo toda sorte do mundo nessa nova fase da carreira. Que você segure com unhas e dentes todas as oportunidades que pintarem e que continue crescendo sempre. Sua trajetória já é bacana e sei que tem tudo pra se tornar ainda mais especial. Como você!
De minha parte, sigo na torcida! E te pedindo sempre pra jamais esquecer da história dos três segundos, viu?
Bjão e muito sucesso, linda!

26.7.10

Obrigado!

Esse é um texto curto e muito, muito sincero. Hoje tive a notícia que mais esperei em toda a minha vida: a cura de uma pessoa da minha família, muito querida, que enfrentou no último ano uma doença bem grave. Fui discreto ao comentar o assunto aqui, mas os amigos mais próximos sabiam o quanto essa situação me angustiava. E se fizeram presentes o tempo todo, com palavras de incentivo, orações, preces, mentalizações  e com um apoio que me fez sentir muito amparado - mesmo nos momentos de maior incerteza e sofrimento.
Hoje, depois de tanto chorar de medo, eu chorei de alegria. E é essa mesma alegria que eu quis dividir com cada um de vocês, leitores e amigos, que estiveram ao meu lado durante esses meses duros. Que agora, felizmente, viraram lembrança.
Agradeço a todos vocês por isso!
E vamo que vamo!!!

14.6.10

Pra Nandinha...

Hoje, uma querida colega de trabalho está se despedindo de sua vovó. Esse é um momento duro, difícil mesmo. Quando a gente perde uma vó muito querida, é como se a vida nos desse um tapa na cara gritando: "vai pro mundo, você cresceu! Acabou a molezinha!". Nunca tinha pensado nisso, mas foi exatamente assim que me senti quando perdi a minha vó, há quase três anos.
De lá pra cá, é inegável: nunca mais fui o mesmo. Nunca mais tive a mesma relação com a velhice, nunca mais enxerguei a família da mesma forma e, de um certo modo, nunca mais me senti tão completo...
Mas não me tornei amargo, tristonho ou infeliz. Nada disso combina comigo. Mudei, cresci. Fiquei mais ciente da nossa impermanência e passei a valorizar mais cada momento que tenho pra desfrutar ao lado de uma pessoa amada. Sinto ainda muita saudade da minha vó, claro, mas a dor já tá mais abrandada.
Gosto de pensar que ela está num lugar lindo, sendo feliz, olhando pra gente aqui embaixo e fazendo de tudo pra nos proteger. Intercedendo para que nossos momentos de alegria superem sempre os de dor. E preparando o terreno para o dia em que estaremos todos juntos de novo. E, se é que existe outra vida, esse dia será de festa! Tenho certeza de que ela vai se empenhar muito para que seus salgadinhos estejam deliciosos como sempre!
Por isso, Fernandinha, chore sim. Sinta saudade. Mas pense que sua vovó agora tá lá de cima, protegendo você, sua família e guiando os passos de vocês. E tenho certeza de que ela ficará bem se todos estiverem bem...
Força, viu?

15.1.10

Garotinha...

Venha cá. Sente ao meu lado, deite a cabeça em meu colo e me deixe te acarinhar. Permita que eu seque as lágrimas do teu rosto lindo e que tente, ainda que sem sucesso, fazer brotar um sorriso nos teus olhos verdes...
Tudo em nome dos velhos tempos. Do que vivemos, do que poderíamos ter vivido...e, quem sabe, do que ainda podemos vir a viver...

31.12.09

Feliz Ano Novo!!!


Amem, riam, vibrem, beijem, trabalhem, gastem, poupem, comemorem, chorem...!
Tomem banhos de sol e de chuva, deitem no mato, olhem pro céu, vejam as estrelas...
Sintam o vento batendo na pele e o arrepio com o toque certo, da pessoa certa, no lugar certo!
Andem mais a pé que de carro, pratiquem esportes, comam coisas leves e compensem enfiando o pé na jaca de vez em quando!
Façam loucuras no sexo - com juízo e camisinha - e vivam loucos amores. Fiquem, namorem. Sejam sábios para perceber que o melhor sempre é a verdade e que, ainda assim, pequenas mentiras podem ser mais inteligentes - e corretas.
Gastem horas conversando com os amigos e não percam uma única chance de declarar seus amores. Abracem, afaguem, admirem. Contemplem a natureza e as belas realizações dessa nossa louca espécie. Dediquem tempo à arte, ao cinema, aos cuidados com o corpo e a mente.
Usufruam da vida. Aprendam. Errem. Acertem. Tentem!
Falem menos de si - e da vida dos outros. Troquem ideias e não alimentem fuxicos. Sonhem, mais e muito. Creiam na força das palavras, dos pensamentos e na energia. E agradeçam mais que peçam.

E tenhamos, todos, um FELIZ 2010!!!

13.12.09

Dois anos de muita saudade...


Por mais que amadureça, por mais que o tempo abrande dores e sentimentos, a vida tem me mostrado que há lacunas que jamais conseguiremos preencher. Como é a sua ausência, vó.
Hoje faz dois anos e ainda sinto o peito apertar de tanta saudade. Saudade de rir contigo, de ouvir tua voz e as histórias deliciosas da sua época de criança. Saudade de zombar do seu apetite com as mangas e de te olhar admirando sua força e sua doçura. Saudade de te pedir a benção e me sentir verdadeiramente abençoado por você.
Saudade de comer seus salgadinhos sem igual e de gargalhar das receitas que, na prática, não se concretizavam do jeito que você planejava. Saudade de andar de braço dado contigo, de tomar banho de mar cuidando de você como quem cuida da mais preciosa das pedras preciosas...
Agora, vó, você mora dentro de mim. Te guardo no peito e nas memórias que tive a sorte de acumular no tempo em que você esteve aqui com a gente. E sei que minha pedra mais preciosa virou uma estrela para emprestar seu brilho ao céu. Mas confesso: há dias, como hoje, em que só queria ter você um pouquinho mais aqui por perto, pra poder te encher de beijos e deitar no teu colo.
Sonho do menino que teve a sorte de ter uma vó tão maravilhosa como você sempre por perto...

1.12.09

Sobre um saudoso sessentão...

Se Deus não tivesse levado meu pai embora tão cedo, hoje seria um dia de festa aqui em casa: estaríamos comemorando os 60 anos do seu Ernani. E eu poderia combinar de levá-lo ao Maracanã no domingo, pra torcermos juntos pelo hexa do nosso Mengão.
Mas ele se foi quando nosso time ainda era tetra do Brasileirão...
A saudade que ficou já tá domada, num cantinho qualquer da minha alma. Às vezes, como agora, ela me bota um gosto amargo na boca e lágrimas nos olhos. Bota na minha cabeça a falta de todos os abraços que não tive e de todas as partidas de video-game que deixamos de jogar juntos. Saudade malvada que me faz pensar nos passeios que não fizemos e nas fotos que jamais tiramos juntos.
Ainda hoje, quando dizem que nos parecemos - fisicamente e no modo de agir - penso que, lá de cima, ele deve ter orgulho de mim. Por eu ter me tornado um cara do bem, que valorizo a família e meus amigos, responsável, apaixonado pelo meu trabalho e sempre crente de que pensar antes de agir pode ser a saída pra evitar grandes confusões. E desilusões. Pensar que ele tem orgulho do cara que me tornei me faz bem.
Da mesma forma que me faz bem - e me dá orgulho - lembrar do estivador que fez tudo o que pode para permitir que eu tivesse mais e melhores oportunidades nessa vida louca e breve.
Por isso, meu pai, feliz aniversário! Com muita saudade e amor...