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9.9.13

Sobre a morte de Champignon...

Sempre passo pelo Twitter antes de dormir. Geralmente, para ler amenidades da @diImabolada ou a coluna de TV do @flavioricco. Mais ou menos um hora atrás, cumpri meu ritual e me deparei, de cara, com um tuíte do @fefito, jornalista de São Paulo, citando uma notícia - então ainda não confirmada - sobre o suposto suicídio do músico. Choque!
O @fefito sugeriu que os interessados acompanhassem o facebook do Gui Toledo, que fazia um live feed sobre o assunto. Fiz isso e, infelizmenfe, a notícia foi se confirmando. Em poucos minutos. CBN, Folha de São Paulo, R7 e G1 soltavam a confirmação.
Conheço muito pouco sobre o Charlie Brown Jr. Mas sei o suficiente para imaginar que muita gente deve estar arrasada - ou ficará arrasada pela manhã, quando souber de mais essa morte. Que Deus possa confortá-los, assim como aos familiares e amigos do Champignon.
Do meu canto, fico pensando que a internet mudou radicalmente nossas formas de buscar os fatos. Mudou caminhos, estratégias, fontes. Mudou tudo! Só não mudou, em mim, essa sensação de espanto diante de uma notícia como essa.
Tristeza...

13.11.12

E Maria Rita redescobriu Elis Regina...

Baixei a versão digital de "Redescobrir" na ITunes Store, nos primeiros minutos do aguardado dia seis de novembro. Sim, esse foi, realmente, um disco muito esperado por mim. Primeiro, claro, por conhecer o repertório de belas canções, tesouro maior deixado por Elis Regina. Depois, e não menos importante que isso, pela curiosidade de ouvir como elas soariam na voz da herdeira da Pimentinha. Como não tive a oportunidade de ver nenhuma das apresentações do show aqui no Rio, só me restava conferir a gravação.
Baixei as músicas e ouvi três vezes seguidas. Embaladas em arranjos mais enxutos - em muitos casos, atualizados - as canções de Elis seguem arrebatadoras. Mas, no disco, esse arrebatamento se limita à força do repertório. Maria Rita, grande cantora, dona de momentos consagradores em sua carreira de uma década, enfrenta com altivez o desafio de reler a obra da mãe, mas é impossível evitar a comparação entre elas. E não é apenas a filha de Elis quem sai em desvantagem: toda e qualquer cantora brasileira sairia na mesma situação diante desse desafio.
Elis era magistral. E segue assim: mestra de todas as intérpretes da MPB. Ia do grave ao agudo mais agudo sem titubear, intensa, num fôlego só. Brincava com a melodia, desafiava os músicos, parecia sempre na corda bamba, prestes a cair em cada verso. Nunca caiu! E segue no topo ainda hoje, passados 30 anos de sua morte.
Mas eu quis mais do que ouvir e, no último domingo, comprei o dvd do espetáculo. Achei a edição preguiçosa, e é flagrante que houve pressa no lançamento: há correções de câmera, perdas de foco e outros pequenos detalhes que jamais iriam para a versão final caso houvesse maior cuidado. Maria Rita está leve - apesar do barrigão - e soa um bocado careteira em algumas músicas, mas, apesar de suas interpretações sempre corretas e bem executadas, dosando bem emoção e técnica, fica longe do que a mãe fez em cena.
Há até um momento muito delicado no dvd: quando, em Arrastão, Maria Rita faz uma menção ao movimento frenético dos braços que Elis Regina executou no Festival da Música Popular Brasileira, da TV Excelsior, em 1965. É delicado porque ali, naquele movimentar de braços, a filha assume o risco de ser comparada à mãe e, mais que isso, se expõe diante dos que pensam que esse projeto é uma tentativa de reeditar, com Maria Rita, o fenômeno Elis. Não creio nisso. Creio, mesmo, na sutileza de uma bonita homenagem à maior cantora que o Brasil já viu. E ouviu...
A grande filha de Elis tem alguns belos momentos. Fascinação, Essa Mulher, Vou deitar e rolar, Águas de Março (número em que parece fazer um cover descarado do improviso final gravado por Elis no disco com Tom Jobim), Onze Tiros, Romaria e Redescobrir estão - até o momento - entre as minhas prediletas. Me Deixas Louca é outro grande momento. Pontos altos de um show que é, sim, memorável. 
Ainda no dvd, vale salientar como são belas as palavras que a cantora dedica à mãe na contracapa do disco e no encerramento do show. Aliás, cabe uma ressalva: o espetáculo soa mais frio do que deve ter sido, uma vez que os momentos em que a artista se direciona ao público foram suprimidos na edição.
Enfim, esse é um projeto arriscado. Para Maria Rita, para a gravadora e para o público: para as duas primeiras, pela comparação inevitável e pelo risco de uma rejeição dos mais puristas. Acho que esses riscos foram superados. Para o público, o risco é não se permitir embarcar na bela voz de Maria Rita e, assim, deixar de aproveitar a grandeza de repertório que o álbum oferece. Sigo firme, vendo e ouvindo de novo, em busca de superar o desafio que me cabe...

13.8.12

Viva Elis!

Videoinstalação, com trechos de entrevistas e apresentações de Elis é um dos momentos altos da exposição, em cartaz no CCBB-RJ

A maior cantora brasileira de todos os tempos é tema de uma exposição imperdível para os que amam música e história. Para lembrar os 30 anos de morte de Elis, os filhos da Pimentinha, a mostra traz figurinos, fotos raras, textos, vídeos e, claro, muita música! É um mergulho no universo dessa intérprete que marcou tantas gerações e que, ainda hoje - como lembra um dos textos expostos - segue tão presente em nosso imaginário. E em nossos Ipods...
Quando Elis morreu eu tinha pouco mais de um ano. Mas esse desencontro não me impediu de me tornar um grande fã dessa mulher, dona de interpretações intensas, viscerais e, talvez até mesmo por isso, memoráveis. Dona de um sorriso doce e de um olhar de inquisidor, Elis Regina de Carvalho Costa é, ainda hoje, insuperável! Soube como poucas escolher o que cantar, onde por a voz privilegiada. E deixou um repertório coeso, de bom gosto, diversificado, ousado...único!
Percorrendo os salões do CCBB, vi, mais de uma vez, senhoras e senhores emocionados ao reviver o tempo em que Elis era mais do que uma projeção na tela, mais que uma foto impressa num painel. Choravam aqueles homens e mulheres que carregaram até aqui as marcas que a música dessa grande artista lhes fez na alma. E sei que as carregarão para sempre! 
Esse clima de emoção me sensibilizou. Que poder tem a voz de Elis! Que poder há em suas músicas, eternizadas em nossas memórias e em nossos corações! Que poder tem o artista que sabe zelar por sua obra, por seu dom! 
Enfim, a exposição é uma delícia! Fiquei viajando entre todo o incrível material exposto e imaginei como será daqui a 10, 20 anos, quando uma Elis projetada em holografia poderá cantar em 3D para seus fiéis e saudosos fãs! Se Deus quiser, serei mais um a aproveitar a tecnologia pra matar as saudades da Pimentinha mais doce que já temperou a MPB...

14.2.12

We will always miss you, Whitney Houston...

Quando soube da morte de Whitney Houston na noite do último sábado, dia 12, levei um baita susto. Repentina, a saída de cena da cantora me colocou diante de uma série de lembranças de suas músicas. Uma delas, aliás, It's not right but it's ok, eu tinha dançado na noite anterior.
Sou um grande apreciador da música e, sobretudo, das vozes femininas. E acho que quando esse é o assunto, Whitney tem lugar de destaque. Dona de um timbre inconfundível, essa bela cantora tinha identidade: era impossível confundir uma de suas músicas com as de qualquer outra cantora. Mais que isso: Whitney se firmou no topo da indústria fonográfica mundial na década de 90 justamente por cantar - e muito - algo que parece fora de moda hoje em dia.
Tenho várias de suas músicas no Ipod. Try it on my own, I believe in you and me, Greatest love of all, When you believe - essa, em dueto com Mariah Carey - até a mais recente, I look to you. Belas músicas, que se tornaram ainda mais bonitas graças a interpretação dessa grande cantora.
Curiosamente, a música mais popular do repertório de Whitney Houston não fazia parte da minha playlist pessoal. Uma falha grave, uma vez que, mesmo moleque, lembro de ter achado I will always love you uma tremenda balada, já na primeira audição. E continuo a achar, ainda hoje, que esse é um dos mais belos vocais femininos da história da música pop. Um caso raro - e cada vez mais raro - em que interpretação, melodia, arranjos e letra estiveram perfeitamente unidos em torno do objetivo de emocionar. E como emociona...
Quem nunca disse pôs um ponto final a uma história a contragosto? Quem nunca precisou se afastar de alguém  mesmo com a certeza de que essa ausência seria uma dor quase insuportável? Quem nunca ficou de longe, torcendo para que as coisas dessem certo, desejando coisas boas?
Quem nunca disse "eu vou te amar pra sempre"?
Viva Whitney Elizabeth Houston, a dona de uma das vozes mais bonitas, eternizada numa das mais belas músicas de amor que a indústria do entretenimento dos Estados Unidos já ofereceu ao mundo... 

11.1.11

Sobre o show de Amy Winehouse no Rio...

Amy canta em seu primeiro - e curto -
show no Rio de Janeiro
Quando as luzes da HSBC Arena se apagaram e o público começou a gritar enlouquecidamente, finalmente eu comecei a acreditar que veria, sim, um show da estrela mais polêmica da música internacional nessa década. Amy Winehouse veio, pensei. E me entreguei ao som da inglesa que explodiu com apenas dois discos e saiu dos cadernos de cultura para as páginas de polícia e de fofoca com a mesma velocidade com a qual conquistou fãs em todo o mundo.
Fui um dos tantos que acharam que a cantora não apareceria para fazer o show. E fui um dos que ficaram surpresos com sua performance visceral na estreia carioca da turnê. Que voz tem essa mulher! Que personalidade instigante tem a cantora gigante, que se sacode e dá pulinhos como uma menina afoita e insegura. Amy tropeçou nas letras algumas (poucas) vezes - e riu disso! Saiu do palco por duas vezes e, numa delas, voltou limpando o nariz com uma das mãos, num gesto suspeito flagrado pelos telões do ginásio. E eu pude ver tensão nas pessoas, aflitas com o rumo que a apresentação poderia tomar. Mas nada de realmente grave aconteceu. Felizmente!
A voz tá lá, linda! O cenário, com uma enorme bandeira do Brasil, é a única gentileza que a estrela concede ao público: econômica nas palavras, a cantora pouco fala e sequer se despede ao fim da apresentação. Canta por uma hora e dez, e deixa todos irritados com o tom abreviado do show. Uma boa surpresa: se todos queremos mais, é sinal de que a artista não lembrou - em cena - as deprimentes imagens de queda e degradação física e moral que já vivenciou em shows anteriores. Vimos a Amy cantora. Uma das maiores de seu tempo! Ficamos encantados e queríamos muito mais dela...
Em alguns momentos, Amy se permitiu sorrir, parecendo embevecida com o calor do público - que, por conta do trânsito, só conseguiu lotar a Arena minutos antes do início do show da britânica. Ver sorrir a protagonista da noite - e de tantas conturbadas histórias - acendeu em mim a esperança de que Amy possa estar reencontrando seu caminho, sua música e sua identidade. E que passe a curtir o barato dos seus shows mais que qualquer outro barato do mercado...
Tomara que o Rehab dê mesmo certo! E que essa grande artista passe a honrar com grandes apresentações os numerosos fãs que conquistou em todo o planeta...

11.9.10

Uma música fora de série...

É do grupo Aviões do Forró. Mas tem que ouvir, gente! Aliás, duvido que alguém desista de ouvir depois de ser tocado pela beleza que abunda já nos versos iniciais:
"O amor é feito capim
Mas veja que absurdo
A gente planta, ele cresce
Aí vem uma vaca e acaba tudo..."
Aprecie:

PS.: Gosto muito da vinhetinha "volume 7!!!" no meio da canção...
PS2.: O "fora de série" do título diz respeito ao fato de, embora cômica, essa música não estar relacionada a qualquer uma das séries musicais do B@belturbo. Ou alguém acha que eu faria mesmo um elogio rasgado à essa...beleza de música???

1.9.10

Vamos garimpar as pérolas injustiçadas da MPB???

Sou fissurado por música. Música boa, música pop (sentiram que há uma sutil diferença - que, às vezes, nem é tão sutil), música que toca no rádio, música de balada...música de tudo que é tipo. Mas, de uns tempos pra cá, tenho me atraído por canções que, sabe-se lá o motivo, permanecem incompreendidas.
Ok, ok. Há um motivo: suas letras que parecem codificadas. Sim, caro leitor, falo daquelas canções nas quais as palavras, embora agrupadas, não são capazes de produzir sentido algum. Como exemplos, há os célebres versos de Djavan:

"Açaí, guardiã

Zum de besouro um imã
Branca é a tez da manhã"

Percebe o espírito da coisa? Não? Não entendeu "a mensagem"? Então, prepare-se: você agora é um iniciado no universo das pérolas injustiçadas da MPB!!!
Ando tão fascinado por essas músicas que decidi lançar um desafio coletivo aqui no B@belturbo: que tal levantarmos, juntos, a canção mais sem noção da Música Popular Brasileira?
Pra participar, é só colocar a letra da sua pérola injustiçada nos comentários desse post, que ficará em destaque no menu do lado direito do blog. Depois, quando reunirmos pérolas diversas e bem bacanas, faremos uma enquete para escolher qual a maior pérola injustiçada da MPB. E, sim, vai ter prêmio para o responsável por indicar a música. Mas defino o prêmio depois, ok?
O regulamento é o seguinte: como expliquei, o participante deve postar a letra da música nos comentários desse post. Para evitar que a disputa seja desigual, optei por não permitir que músicas do Axé e do Funk participem do concurso.
É isso. Qualquer dúvida, basta escrever pra HotLine do blog.
E para inspirar os participantes, eis uma das minhas pérolas injustiçadas preferidas: Zanzibar, de Armandinho e Fausto Nilo:

No azul de Jezebel
No céu de Calcutá
Feliz constelação
Reluz no corpo dela
Ai tricolor colar


Ás de maracatu
No azul de Zanzibar
Ali meu coração
Zumbiu no gozo dela
Ai mina aperta a minha mão
Alá me “only you”
No azul da estrela


Aliás bazar da coisa azul
Meu “only you”
É muito mais que o azul de Zanzibar
Paracuru
O azul da estrela
O azul da estrela

Quem entender me explica???
Agora é com vocês!!!

22.8.10

RESENHA: Quando o canto (de Roberta Sá) é reza...

Se fosse desafiado a usar apenas um adjetivo para descrever o novo CD de Roberta Sá, não vacilaria: brasileiro. Quando o canto é reza, lançado pela cantora nesse mês, é um disco que tem a proeza de traduzir a brasilidade da nossa música. Saudando as composições de Roque Ferreira, Roberta Sá coloca seu (cada vez mais) belo canto a serviço de um repertório irretocável.
Evocando orixás, louvando o vestido de chita ou cantando deliciosamente a cocada, Roberta - que tem a companhia do Trio Madeira Brasil no disco - usa sua voz afinada para nos conduzir a uma viagem por um Brasil que a gente chega a esquecer que existe. A simplicidade das letras contrasta com a suntuosidade dos arranjos - adornados por cordas e econômico com a percussão. O resultado: o CD não resvala na obviedade e soa original, sofisticado e, por mais que pareça contraditório, simples. Agrada já na primeira audição.
Canções como Zambiapungo, na qual um dos versos diz "Tempo me temperou com dendê", são tão melodiosas que se torna praticamente impossível não querer cantar junto. Em Cocada, Roque Ferreira faz um refrão ligeiro e divertido, que parece talhado para brilhar na voz de Roberta Sá: "Trepe no coqueiro / tire o coco e vá quebrar / Quebre o coco e tira a casca / Pegue o coco e vá ralar". Além da vontade de comer cocada, a faixa desperta o desejo de soltar a voz e cair no sambinha gostoso criado pelo baiano.
Água da minha sede, conhecida na gravação de Zeca Pagodinho, ganha novo registro. Surge como outra canção nesse disco, valorizada por um arranjo rico em harmonias. A letra ganha ainda mais força e a poesia de Roque Ferreira toma o primeiro plano. Irresistível como Orixá de Frente, outra pérola desse repertório valioso. Narrando a beleza da "preta", Roque Ferreira cria versos que parecem saídos de uma canção de Caymmi. "Venha ver como é lindo uma preta na roda / Toda se bulindo, Iaiá / O pano da costa do ouro / Cobrindo o colar". Dois mestres brasileiríssimos!
Poderia ficar aqui enaltecendo a qualidade dos versos, dos arranjos e a lindeza do canto de Roberta Sá. Mas acho que me tornaria repetitivo. O disco é belíssimo e imprescindível para quem é fã de MPB.
Preciso dizer que recomendo MUITO?
Que venha o show!!!

17.8.10

Da série: "Versos & versões..." 8

Bem amigos do B@belturbo, as bandas de forró parecem cada vez mais empenhadas em criar um monopólio nessa série de posts do blog. Depois de pérolas como Ben, Já me Acostumei e Paparazzi - todas do Calcinha Preta - é a vez de embarcarmos em mais uma sensacional versão de um dos hits de Lady Gaga. Dessa vez, o sucesso da cantora esquisitona foi, digamos, submetido à leitura dos Aviões do Forró.
Portanto, aumentem o som e curtam "Alexandre":


Gosto especialmente do trecho: "Ale-Alexandre / Ale-Alexandre..."

25.6.10

Um ano sem o Rei do Pop...

Se não fosse esse cara, Lady Gaga não teria conquistado o que conquistou com suas performances loucas e seus figurinos esquisitões. Se não fosse esse cara, uma negra como Beyoncé não seria alçada ao posto de símbolo sexual e sequer faria sucesso como cantora em todo o mundo. Se não fosse esse cara, a MTV não teria se tornado a griffe mundial que é hoje e, muito provavelmente, a história do videoclipe seria outra. Se não fosse esse cara, o conceito de show também não seria o mesmo que conhecemos hoje. Aliás, se não fosse esse cara, a própria história da indústria do disco seria diferente.
Esse cara é Michael Jackson. Rei do Pop, artista mais influente da música no século XX. Igualmente reconhecido pelo talento e pelas esquisitices - que, aliás, passaram a fazer parte da personalidade de qualquer astro pop.
Michael deixou vago o trono do pop mundial. Não há um regente, não há na linha de sucessão ninguém que se aproxime da versatilidade de seu canto, da beleza de sua voz e do vigor dos seus passos de dança. A coroa do Rei do Pop, há um ano, jaz esquecida num canto qualquer, saudosa da cabeça desse gênio que nos deixou tão precocemente.
Ontem, voltando pra casa, ouvi no rádio uma música de Michael que ainda não conhecia. Achei linda, emocionante. Uma bela interpretação. Como o Youtube bloqueou a ferramenta de incorporação, tá aqui o link.
Ouvi a músiva e, mais uma vez, pensei em como esse cara deixou marcas na minha geração. E em mim. Se lamento sua partida tão prematura, tenho a felicidade de poder dizer que a minha geração teve a oportunidade de ser influenciada por um gênio. E que faz falta...

6.6.10

Sobre o Altas Horas em homenagem ao Tremendão...

Presença rara em programas de TV, Maria Bethânia fez questão da participar das comemorações
O programa comandado por Serginho Groismman exibiu, na madrugada desse domingo, uma edição impecável. Ao celebrar os 50 anos de carreira de Erasmo Carlos - completados sem um terço do alarde promovido no ano passado, quando Roberto Carlos chegou à mesma marca - a atração reuniu um belo time de artistas da música popular brasileira, de várias gerações e estilos. E exibiu um belo painel que ajudou a deixar claras a importância da música de Erasmo para a música de todo o Brasil.
Se já não bastasse a relevância da homenagem, o Altas Horas ainda conseguiu outro feito: depois de muitos anos levou Maria Bethânia a participar de um musical na televisão. Tímida, a cantora revelou achar que "não faz bem televisão". Mas, a julgar pelo que se viu, eis aí um grande equívoco: Bethânia surgiu em cena surpreendendo o aniversariante e entoando os primeiros versos de "As canções que você fez pra mim". Um momento raro, muito bonito! Para alegria dos fãs, ela ainda completou com "Sentado à beira do caminho". Cenas que fazem notar como a TV aberta pode ser boa.
Os musicais foram bem interessantes. O único senão foi o dueto de Erasmo e Roberta Sá em "Não volte nunca mais pra mim". Nitidamente empenhada em diferenciar sua interpretação de gravações anteriores, como a de Adriana Calcanhotto, a cantora derrapou feio e conseguiu um resultado muito esquisito. Uma pena: essa é uma das mais belas canções de amor do Tremendão.
O saldo é positivo, claro! E com folga! Serginho Groismman, uma vez mais, mostrou que o Altas Horas é, sim, vinda inteligente na madrugada!

19.5.10

Insanidade temporááááááária...

Debochado, divertido e bem produzido! Vale a pena conferir o clipe da Marisa Orth:


Gostei da faca suja de sangue sendo usada pra preparar o almoço...rs!

26.3.10

A Bad Performance de Claudia Leitte...

Quando um amigo me falou do mico que a baiana pagou ao fazer uma interpretação do sucesso de Lady GaGa, jurei que não postaria nada a respeito. Afinal, artistas também são seres humanos e, obviamente, é claro que estão sujeitos a esquecer letras no palco. Taí a Vanusa que não me deixa mentir...
Mas aí, meus caros, eu vi o vídeo. E, contrariando minha decisão anterior, resolvi tocar no assunto. Mas antes, vamos ao trecho da apresentação:

Agora me digam, é ou não é caso de processo? Porque, além de esquecer a letra, Claudia Leitte ainda interpreta os versos que sabe num inglês, digamos, muito peculiar. É Bad Romance, mas parece mais o embromation-tion, o embromation-tion...
A loira não precisava pagar um mico desses. Precisava?

15.2.10

Polêmica: Lobo Mau é apologia à pedofilia?

Ivete Sangalo, Psirico, Tatau e Carla Perez protagonizam uma discussão pública em torno do teor da música lançada, originalmente, pelo grupo O Báck. Enquanto Ivete e o vocalista do Psirico fazem os foliões delirarem com a versão musical da saga de Chapeuzinho Vermelho, o ex-vocalista do Araketu e a ex-loira do Tchan criticam o sucesso e enxergam nele uma mensagem de apologia à pedofilia.
Será?
Embora a música em questão esteja léguas distante de ser boa, creio que Tatau e Carla Perez estão vendo chifres na cabeça de...lobo! É óbvio que a música é uma fuleiragem danada, um deboche erotizado baseado numa das mais conhecidas histórias infantis. Tão erotizado quanto as marchinhas de outros carnavais, como Cabeleira do Zezé e Maria Sapatão. E alguém vai proibir duas das marchinhas mais conhecidas do país porque elas podem incitar a homofobia?
Carnaval é humor, é farra! Se o politicamente correto dominar o reinado de Momo, teremos quatro dias de cinzas, e não apenas a quarta-feira. E, pra encerrar, lamento que Carla Perez não tenha se preocupado tanto com a precocização da sexualidade quando, anos atrás, fez milhões de menininhas segurarem o tchan Brasil afora...
E você, o que acha?
Comentaê!!!

8.2.10

Sobre o show de Beyoncé no Rio...

Cheia de prêmios e no auge da popularidade, cantora texana fez plateia carioca cantar e dançar do início ao fim do show...


Quando as luzes da HSBC Arena se apagaram, pouco depois das oito da noite, a gritaria ensurdecedora dos fãs deu claros sinais de que as próximas duas horas apagariam todos os transtornos e desacertos da organização do evento. Transtornos que foram desde a completa desorganização do acesso à casa de espetáculos - com filas sendo furadas com o consentimento dos organizadores - até a, ao menos para mim, equivocada escalação de Wanessa (outrora Camargo) para o espetáculo (?!?!?!?) de abertura. Calcada em hits que conquistaram a plateia teen, a neta de Francisco fez muito playback e se empenhou pra mostrar que está conseguindo clonar o estilo das cantoras americanas. E há quem ache isso bom...
Antes de comentar o verdadeiro show da noite, um parêntese: o que explica o fato de, quase três anos depois do Pan de 2007, a Arena ter rampas de acesso provisórias, de madeira que, a olhos vistos, está em péssimo estado de conservação? Vi gente tropeçando e quase caindo ao subir. E duvido que o orçamento para a construção daquele ginásio não contemplasse rampas permanentes. É caso pra se investigar! Mais um dos absurdos legados do Pan para o Rio!
Mas, como disse, quando Beyoncé pisou o palco, as más recordações ficaram pra trás. Cheia de atitude, a cantora arrebatou os cariocas logo nos primeiros versos de Crazy in Love, canção escolhida para abrir os trabalhos da noite.
Ao contrário de outros artistas estrangeiros, Beyoncé não traz grandes pirotecnias em seu espetáculo. A pirotecnia é o natural resultado da soma de sua linda figura com sua forte presença de palco, seu carisma e, principalmente, sua estupenda voz. Como canta a mulher de Jay-Z!
O público canta junto! Vibra com as referências da artista à Cidade Maravilhosa, lhe entrega uma bandeira do Brasil - que chega a tremular no impressionante telão de alta definição - e faz um espontâneo coro em todas as canções do roteiro. Impressionante!
O show tem vários grandes momentos. Em Irrepleaceble a artista se diverte com o coral. Em Say my name a brincadeira foi outra: perguntar o nome de alguém da plateia. E, vejam só, um jovem chamado Cauê foi o escolhido. Cauê não fala inglês e Beyoncé repete o nome do fã várias vezes. No telão, o menino repete: "Eu te amo! Muito obrigado". Mesmo sem falar português, aposto que ela entendeu...
Aliás, esse é um diferencial: Beyoncé parece de verdade! Canta de verdade, dança de verdade e parece realmente feliz com seu sucesso. Não tem aquele ar blasé, tão comum nas celebridades de hoje em dia. Curte o carinho do público e soa sincera até mesmo ao dizer coisas que todo artista diz quando se apresenta no exterior. Dá pra notar que há verdade quando ela diz que "ama o Brasil" e, ainda, quando homenageia seu "herói", Michael Jackson, num número que soaria oportunista se viesse de alguém que não está no auge de sua carreira. Não é o caso: Beyoncé está no topo do pop!
Single Ladies e Halo fazem o ginásio tremer. No telão, até Obama surge fazendo a dança das mãozinhas, num vídeo muito bem sacado, que mescla dezenas de vídeos de usuários do YouTube que tentam repetir a célebre coreografia consagrada no clipe da texana. Divertido e criativo.
No fim, Beyoncé se despede e deseja um "feliz carnaval" aos fãs cariocas. Mais uma prova da sintonia dessa grande artista com o seu grande público...


Um showzão!

6.2.10

Quem quer a perna da Beyoncé?!?!

A texana fez o primeiro show de sua turnê brasileira e, como sempre acontece com os grandes astros da música pop, já monopoliza as atenções de toda a imprensa. No Twitter, todos comentam os passos da cantora e há os que lamentam não terem comprado ingressos para suas apresentações - entre esses, incluo a minha pessoa.
Mas o que me surpreendeu foi hoje, na academia. O professor falava em Beyoncé o tempo todo. E, no meio de um dos movimentos do power jump, saiu-se com a pérola:
- Vamos lá! Pra todo mundo ficar com a perna da Beyoncé!
Pera lá, jovem! Jay-Z que me perdoe, mas não quero ficar com a perna da Beyoncé! Quero ela inteira!!!

E tenho dito!
PS.: Alguém aí vai pro show da bonitona???

4.2.10

Da série: "a luz no fim do túnel é um trem vindo pra cá..." 41

Serei breve porque, realmente, as palavras me faltam. Olhem essa notícia postada no excelente blog do Mauro Ferreira. Agora me digam com toda a sinceridade: um ex-menudo cantando em dupla com uma cantora baiana num disco que agrega ritmos caribenhas e nordestinos. Precisávamos mesmo passar por isso?
É, também acho que não!
O toque irônico é que o nome da dupla é... Parayzo!

1.1.10

Tudo novo...de novo!

Já é uma tradição aqui no B@belturbo. E hoje é dia de ouvir e ver essa música que é uma das minhas preferidas no repertório do Moska...

E vamo que vamo que a gente tem um ano inteirinho pra ser feliz! E se apressem: aposto que ele vai passar voando...
Alguém duvida???

27.12.09

Celebridades, mídia e escândalos: um velho caso de amor...

Dia desses, meu chefe me mostrou um trailler de 10 minutos da minissério Dalva & Herivelto, que a Globo vai lançar em janeiro. Fiquei impressionado com a qualidade da produção e com o bom desempenho dos atores. E chegou a apostar que o lançamento tem tudo para repetir o sucesso de Maysa, exibida no começo desse ano.
Mas além do requinte da produção, outra coisa me chamou a atenção: a forma como os escândalos da vida pessoal dos protagonistas eram cobertos pela imprensa da época. Cobertura ostensiva mesmo, capaz de fazer cair por terra a ideia de que o jornalismo de celebridades é um fenômeno recente. Cada briga, cada separação, cada volta de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins estampou páginas e páginas dos diários brasileiros, num exemplo claríssimo de onde começou a tendência que, décadas depois, Lady Di, Michael Jackson, Madonna, Amy Winehouse - entre tantos outros - experimentariam, como aliás bem sinaliza a campanha promocional da minissérie.
A razão do post? Nenhuma em especial. Só uma certa impressão de que a vida, os costumes, a cultura e, nós todos, de certa forma, estamos sempre nos repetindo. Ou reinventando um jeito de fazer algo que muitos já fizeram no passado.
Filosofei? Foi mal...