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3.1.11

E 2011 veio com tudo!

Essa foi uma virada diferente de todas as demais nesses meus 30 anos. Pela primeira vez eu não estava com minha família. Passei ao lado de amigos queridos, numa festa animada e bem divertida. Amo a minha família, mas também é muito bom ficar do lado daqueles que, ao longo do caminho, a gente elege para que estejam ao nosso lado.
Meia-noite, o Dj sapecou "Na base do beijo", de Ivete Sangalo. No Facebook, eu disse que nunca uma música pareceu tão deliciosamente profética quanto essa!
E o ano começou assim: leve, divertido, gostoso. E se, muitas vezes, bate aquela melancolia na hora da virada, 2011 já chegou deixando gostinho de quero mais...
Aí veio do dia primeiro. Depois de dormir pouquíssimo, fui para o almoço familiar e logo garanti meu lugar em frente à TV: não queria perder um único instante da posse da presidenta Dilma Rousseff. E como eu gostei de ver aquelas imagens. Fiquei impactado com o ineditismo da situação e, em especial, pela volta que o mundo deu ao colocar uma ex-presa política, que chegou a ser torturada no regime militar, passando em revista as tropas no Planalto. Impossível não pensar na ironia que há no fato de o Exército, naqueles instantes, ter a incumbência de proteger a mulher que, décadas atrás, prendeu e torturou.
E como foi bonito ver essa mulher, a primeira a chegar à presidência, beijar a nossa bandeira. Como foi bonito percebê-la emocionada - apesar da fama de durona - ao se dizer "presidenta de todos os brasileiros". Como foi bonito vê-la lembrar os companheiros que "tombaram no caminho". Sem dizer na beleza de história de alguém que, como ela, pode se orgulhar de ter "dado sua juventude" pelo país.
Vi as quase cinco horas de cerimônia e levantei da poltrona cansado, mas feliz. E esperançoso. Muito bom começar o ano assim...
Enfim, bora aproveitar esse 2011! Aposto que ele vai passar rapidinho!!!
E vamo que vamo!!!

30.12.10

Sobre o #queimajesus...

Quem me segue lá no Twitter já conhece o #queimajesus, o meu projeto de fitness e fé. Fitness porque malho muito. E fé porque, quando piso fora da faixa, creio que o Altíssimo vai dar uma força e queimar as calorias excedentes.
E assim tem sido! O combo atividade física + dieta balanceada me fez chegar ao fim desse ano 15kg mais leve, com o corpo diferente e, mais que isso, voltado para uma nova filosofia de vida. Continuo o mesmo glutão, apaixonado por doces, mas sei que eles são inimigos íntimos - daqueles que a gente deve tratar com os dois pés atrás.
Além disso, hoje sou um cara mais feliz e menos estressado por conta das atividades físicas. Demorei muito tempo pra encontrar prazer em frequentar uma academia exatamente por não ver graça em nenhuma das modalidades até então conhecidas. E foi no Power Jump que encontrei a união entre a atividade e a diversão. E daí, meus caros, tudo mudou! Hoje encaro com prazer uma sessão de musculação e as aulas de spinning, alongamento e abdominais. Sem falar na corridinha de rua - sempre um desafio e sempre deliciosa!
Portanto, o #queimajesus é um sucesso! Fez de mim um outro sujeito - que até sente falta e fica irritado quando, por algum motivo qualquer, não dá pra ir à academia.
Fiz o post pra prestar contas a mim mesmo. E pra dar aquela força a quem tá afim de começar a "correr atrás do prejuízo". Comece! Por mais que pareça difícil, não é impossível!!!

13.12.10

Parceiros de jornada...


Esse blog não faz a linha "querido diário", mas é impossível deixar de comentar que tive um sábado incrível com amigos dos tempos da faculdade. Tê-los por perto me fez pensar na felicidade que é encontrar e preservar grandes parceiros ao longo da nossa jornada por aqui.  Tê-los por perto mostrou que são esses laços e esses momentos que, de fato, fazem a vida valer a pena. E que uma existência feliz é feita de uma coleção deles. Conto com vocês para que essa nossa coleção fique cada vez mais rica!

1.12.10

Um cemitério no peito...

Dia desses, li uma frase no facebook de um colega de trabalho que me fez pensar muito. Dizia que é curioso como algumas pessoas têm a capacidade de se matar dentro do nosso coração. Uma metáfora forte, que logo podemos interpretar pela lógica dos relacionamentos amorosos, mas que pode ganhar muitos outros sentidos se pensarmos nas decepções com amigos, colegas de trabalho, parentes...
Pense nisso. Reflita como, em toda a vida, pessoas e mais pessoas já se mataram dentro do seu coração.
O meu é um grande cemitério! Só que, desses mortos, eu não sinto a menor falta.

13.11.10

Do adeus a um velho companheiro...

Dois anos e meio. Quase mil dias. Quase mil noites. Muitas lembranças, muitas aventuras e muitas descobertas depois, deixei meu primeiro carro zero estacionado e, com pesar, entreguei tudo o que lhe dizia respeito a quem cuidará dele daqui por diante.
Tinha um novo carro diante de mim, com aquele cheirinho característico e com o painel indicando que o motor estava completamente zerado. Mas, vejam vocês, não pude deixar de sentir um certo pesar por deixar de lado meu velho companheiro de todos os dias. E, embora radiante pela nova aquisição, não posso negar que fiquei um pouco nostálgico, vivendo uma espécie de luto por descartar algo que, há tão pouco tempo, era tão especial para mim
Maluquice demais? Pode ser. Mas...de perto, quem é normal?

2.11.10

Você tem medo de quê?

Experiência como vampiro em Halloween familiar faz blogueiro pensar nos medos da infância...

Nunca fui um moleque especialmente medroso. Tive a fase do medo do Papai Noel, figura que me assombrava em supermercados e shoppings, mas o trauma passou logo que meus pais perceberam que, definitivamente, não me agradava a ideia de tirar fotos com aquele velho barbudo e todo de vermelho.
Aí veio a fase do medo de dormir no escuro. Natural, acho. Atravessei-a sem grandes sobressaltos...
Depois, lá pelos 9 anos, um pesadelo terrível me fez passar a ter medo de dormir sozinho. Essa foi uma fase angustiante. Chorava e implorava para que meus pais me pusessem em seu quarto. E só nele - e com eles - eu conseguia dormir em paz. O tal pesadelo que me assombrou me colocava sozinho no mundo, depois que todos - absolutamente todos!!! - tinham morrido. O tormento durou uns três meses. E, logo depois, meu pai morreu, deixando-nos - eu e minha mãe - de fato sozinhos...
Foram esses meus medos. E escrevo sobre eles nesse Dia de Finados por conta de uma experiência que tive no último Dia das Bruxas. Minha família organizou uma festa - produzida mesmo, com antecedência - e a melhora na infecção da minha garganta contribuiu para que eu não faltasse à comemoração. Todos fantasiados, lá fui eu de vampiro: com presas afiadas, maquiagem especial e lentes de contato. Resultado: a criançada morreu de medo!!!
Achei graça e, vá lá, um tanto sádico, gostei de assustar os pequenos. Débora, filha de uma prima, só falava comigo de longe. Fã de fotografias, só se deixou fotografar ao meu lado depois que eu prometi não colocar "meus dentinhos" de fora. Miguel, também filho de uma prima, passou a noite me encarando de longe, morrendo de medo daquela figura pálida de vampiro. Chegou perto só no fim da noite, quando eu já tinha retirado as presas para poder comer em paz - aliás, só resta aos vampiros chupar sangue mesmo: comer com aqueles caninos é tarefa das mais difíceis!!!. E Duda, filha de amigos, fez uma advertência firme, com a disposição de quem estava prestes a me cravar uma estaca no peito: "Não me morde!".
Fato é que eu me diverti horrores. E fiquei pensando nos motivos que me impediram de ter medo de seres fantásticos quando tinha a idade daquela turminha. Nunca saberei ao certo. Mas talvez eu tenha nascido com a convicção, cá dentro de mim, de que, nessa vida doida, devemos mesmo é temer os humanos...
E você? Tem medo de quê?
Comentaê!!!

20.10.10

Uma pergunta por diagnóstico...

Seis horas dentro de um hospital. Espera, preenche ficha, espera mais. Dor. Colhe sangue. Espera. Entrega pedido do ultrassom. Dor. Espera. Toma um café, come algo, vai ao banheiro. Espera. Dor. Chega a hora do exame. Gel gelado no pescoço, apreensão.
Um, dois, três...oito gânglios! Oito! De tamanhos diferentes. Susto. Que história é essa de carregar um cacho de uvas dentro do meu pescoço, caramba?
Volto ao consultório da médica e faço todas as perguntas cabíveis. Mas, apesar dos exames, ela não tem respostas. Diz que pode ser isso ou aquilo. Prescreve um remédio e me pede para observar um eventual agravamento dos sintomas. Ou seja: saio do hospital sabendo das consequências, mas sem saber o que causou a alteração no meu quadro clínico.
Eu não consigo entender isso. Com tantos exames, com tanta tecnologia, esse tipo de atendimento médico-hospitalar parece cada vez menos preciso. Saí do hospital com uma receita e uma dúvida. Devo encarar isso com naturalidade?
Não falo de um hospital público. Tenho plano de saúde. Sou, portanto, um privilegiado. E fico muito triste por me sentir assim por usufruir de um serviço tão mediocremente prestado.
Duvido que ninguém tenha uma história parecida pra contar...


12.10.10

O dia Dela...

Obrigado, Nêga! Pela proteção, pelas bençãos, pelas graças.
Por guiar meus passos e me ajudar a escolher os melhores caminhos.
Por juntar ao meu redor boas companhias.
Por afastar as más.
E por fazer desse teu filho alguém que acredita que a alegria é a chave para o bem viver.

8.10.10

O fim dos 20 e poucos...

Quando eu era criança, olhava para as pessoas de 30 anos como se elas fossem velhíssimas. Eram, na minha cabeça, senhoras e senhores. Uma gente chata, sem graça, que não sabia mais se divertir e que perdia a leveza de encarar a vida com humor.
Hoje, cruzo essa fronteira. Em poucos minutos, romperei a barreira dos 20 e poucos anos e entrarei para o rol dos trintões. E é com muita felicidade que percebo que tenho em mim muito do moleque que tinha tão equivocadas impressões sobre os que ultrapassam as três décadas de vida. Continuo um cara bem humorado, continuo gostando de coisas que fazia na adolescência - como jogar video-game!!! - e continuo disposto a usar o tempo que tenho nessa Terra para fazer coisas que façam bem a mim e aos que amo.
Passou voando, é verdade. E isso assusta. Mas agora eu posso atestar: sou feliz aos 30! Mais experiente, mais maduro, conhecendo mais coisas e, acima de tudo, cada vez mais íntimo de mim mesmo.
E, acima de tudo, pronto para fazer mais e mais molecagens pelos próximos 30 anos. Porque, acreditem, eu tô só começando!!!

27.9.10

O aniversário do #queimajesus...

Os meus seguidores no twitter sabem que eu dei nome à minha malhação diária. Começou como uma piada de um ex-sedentário que, todos os dias, rogava ao Altíssimo para que aquelas gordurinhas acomodadas sobre sua carcaça se desintegrassem ao sabor dos saltos sobre o trampolim do power jump, no ritmo frenético das pedaladas das aulas de spinning e no compasso das corridas na esteira.
Apesar do tom jocoso, devo dizer que o Cara lá de cima foi bom comigo. Perdi 15kg nesse período, ganhei massa magra, o corpo mudou bastante e me tornei um cara muito bem disposto. Mas, acima de tudo isso, sou alguém mais saudável. Deixei de lado a compulsão por pizzas, hamburgueres e afins. Faço concessões, mas em volume e frequência muito menores que os de antes. E, o mais importante, consegui cultivar o hábito de praticar atividades físicas e, mais que isso, fazer desse hábito um grande prazer.
Falo do assunto com regularidade no twitter. Talvez pareça chato para alguns. Mas explico: quando encontramos algo que nos faz bem, a gente quer dividir com todos os amigos. Quer ver todos bem também.
E como tenho uma certa fixação em datas redondas, não poderia deixar de registrar aqui o fato de, pela primeira vez na vida, completar um ano ininterrupto praticando esporte. É ou não é pra ficar orgulhoso???
E vamo que vamo!!!

19.9.10

Chegando aos 30...

Faltam pouco menos de vinte dias pra eu fazer aniversário. Um ano a mais. Mas, confesso, ver chegar a data em que completarei 30 anos está me fazendo pensar bastante. Tenho pensado no que realmente importa, no que me faz feliz e no que eu quero pra minha vida. No homem que quero ser, nas pessoas que quero levar comigo em minha caminhada e nos sentimentos que quero cultivar. Enfim, vivo um momento de reflexão...
Curioso pensar como essas datas mexem com a gente. Porque, a rigor, ter 30 anos não é lá tão diferente de ter 29. Minhas responsabilidades seguirão as mesmas, as contas, idem. Não haverá uma mudança radical nesse cara que tenho sido por conta de completar minha terceira década de existência. Mas a sensação, creiam, é que, sim, vai mudar muita coisa. Muda a preocupação com a saúde, muda o metabolismo, muda a urgência com a qual enxergamos a vida.
Acho que a nossa energia também muda. De certo modo, a sofreguidão da adolescência e da juventude vai dando lugar a uma certa tranquilidade. E não tem nada a ver com pasmaceira: nunca curti tanto a vida como tenho feito nos últimos tempos...
Enfim, os 30 estão batendo à minha porta. Que sejam tão ou mais felizes que os últimos 30...

9.5.10

Salto para o passado...

Ontem, depois de algum tempo pensando no assunto, comprei um iMac. Quero me livrar de cabos, dos travamentos do Windows, dos misteriosos erros codificados e etc. Além disso, quero montar uma ilha de edição pra me divertir em projetos paralelos ao meu trabalho cotidiano.
Antes de migrar pro novo, fui dar uma vasculhada no meu (nem tão) bom e (nem tão) velho PC pra passar os arquivos que ainda interessam para um HD externo. E ali, fuçando entre as milhares de fotos armazenadas - são milhares mesmo, não exagero! - fiquei impressionado com uns detalhes que a gente tende a encarar como prosaicos, mas que podem revelar muito. Um desses detalhes é a qualidade das fotos tiradas com celular. Havia várias delas armazenadas e, algumas, mais pareciam indecifráveis emaranhados de pixels. E lembro bem que elas pareciam revolucionárias há...5, 6 anos!
Vendo essas fotos, vivi vários momentos de emoção. Emoção por rever pessoas, lugares; por reviver situações; por relembrar sentimentos. E por ver como a vida tem sido generosa comigo, dando oportunidades de conhecer tanta gente, passar por tantas regiões, visitar cidades, estados, países; conhecer e contar tantas histórias...
Tudo ali, registrado...! Felizmente registrado. Porque passa muito rápido...

6.5.10

Tia Gracy...


Há três anos, pra comemorar o aniversário de 80 anos da minha vó, eu resolvi fazer um documentário sobre a vida dela. A proposta não era fazer nada pretensioso, nem experimentar inovações na linguagem ou na narrativa: queria, afetivamente, prestar uma homenagem à dona Zezé, que dedicou boa parte de seus 80 anos a nos dar tanto amor.
O projeto incluiu duas viagens e entrevistas com boa parte da família: entre irmãos, filhos, netos e bisnetos, quase 30 pessoas.
Foi uma ralação danada: depois de finalizadas as gravações - que fazia nos finais de semana - passei algumas madrugadas editando o filme para que ele ficasse pronto a tempo da exibição, agendada, não por acaso, para acontecer no dia da festa de aniversário da minha vó.
O resultado me deu muito orgulho. Mais que ver o filme com toda a família, naquela noite, vi minha vó emocionada, feliz e, o mais importante, ciente do amor que todos sentimos por ela.
Ela, que vendia saúde, morreu de repente, cinco meses depois daquele dia tão especial...
Minha vó (de azul) dança com tia Gracy
na festa de 80 anos, em 2007
Ter feito esse filme e ter proporcionado - e vivido - momentos tão marcantes por conta dele me ajudaram bastante a superar toda a tristeza que veio junto com a morte da minha vó. E, além disso, eu não percebi que esse documentário tinha outro valor: o registro das histórias e dos personagens da minha família. São várias gerações eternizadas ali, em áudio e vídeo. Uma recordação que todos nós teremos para sempre...
Hoje, mais um personagem dessa história se foi. Tia Gracy, irmã mais velha de minha vó, foi passear com ela entre as nuvens. Sempre tão afetuosa, alegre, brincalhona, dançando e contando casos nas festas da família, aquela senhorinha de voz rouca e boa memória se foi, claro, já deixando muitas saudades.
Vai com Deus, minha tia! E leve um beijo cheio de amor pra minha vó...

29.4.10

Sobre o dia em que gravei uma entrevista com a mestra da boa conversa: Leda Nagle...

A conversa, sobre a história da TV e sobre o Sem Censura, vai ao ar em maio, no Salto para o Futuro
Sou um jornalista formado pela televisão. Embora sempre tenha lido muitos jornais e revistas - e o sempre não é exagero: desde a infância eu cultivo esse hábito - foi da TV que tirei minhas primeiras referências para o jornalismo. Lembro de, muito cedo, ver telejornais e me encantar com a habilidade que aqueles homens e mulheres que apareciam ali tinham para contar tudo o que acontecia. Gostei disso. E foi isso que quis pra mim: ser um contador de histórias.
Uma das figuras que eu observava quando moleque na televisão eu  via no Jornal Hoje. Lembro de assistí-la e de prestar atenção ao seu jeito de conduzir as entrevistas todo sábado. De me surpreender com sua voz grave e com seus cabelos curtos e negros. Era Leda Nagle que, claro, nem sabia que eu existia, mas já me mostrava algo que eu teria muita vontade de fazer no futuro: conversar com as pessoas, extrair delas bons causos, ganhar a confiança para ouvir suas histórias. De um jeito leve, despretensioso, caloroso. Ali, ainda muito menino, eu começava a descobrir os segredos de uma boa entrevista...
Terça-feira, eu tive a oportunidade de conversar longamente com Leda. Gravamos uma entrevista para uma série do Salto sobre a televisão. E, vejam só: agora era eu, o garoto de tempos atrás, a entrevistar a mestra da boa conversa. Batemos um papo sobre as memórias da telespectadora e da profissional que acompanha a TV há muitos anos e que se revelou completamente apaixonada pelo veículo. Generosa e muito carinhosa, Leda dividiu suas histórias comigo e, em breve, nós, do Salto, vamos compartilhá-las com o nosso público.
Ali, enquanto a ouvia e me preocupava com o enquadramento do cinegrafista, com a pegunta que faria depois, achei graça. Achei graça das histórias e dessa vida imprevisível que nos leva a lugares que sequer poderíamos imaginar conhecer. Vida louca, breve, que me tirou do sofá da casa da minha infância e me colocou ao lado de alguém que, ano após ano, se firmou como uma referência profissional.
É sintomático que, em 10 anos de carreira, eu tenha acumulado 10 anos de experiência na TV. Atrás e diante das câmeras. E tenho muito prazer em desempenhar cada uma das funções que me cabem nesse veículo tão fascinante. Da pauta às gravações; da edição dos vídeos à hora de apresentá-los, ao vivo, no programa. É porque na TV, tô em casa. E taí algo que descobri ter em comum com a coleguinha Leda Nagle.
Com certeza...

8.2.10

A dieta dos 15 dias - dias 12, 13 e 14...

Turma, resisti bravamente na sexta e no sábado. Mas um fato extra-gastronômico mudou o final dessa história: consegui comprar, aos 45 do segundo tempo, um ingresso pra ver a estreia da Beyoncé no Rio (esse será o tema do próximo post, claro!). E aí o domingo, que seria o penúltimo dia da saga contra os carboidratos, acabou encerrando essa dietética novela. Afinal, pra encarar um showzão sem me entupir de bobagens, preferi um almoço convencional, pra dar aquela sustentada - ou, como diz minha mãe, pra forrar o estômago. E deu certo: o almoço com arroz e feijão, além de matar as saudades de um prato de gente feliz, deu aquela segurada no apetite voraz até o fim da maratona do show.
Portanto, com pouco mais de três quilos a menos em 13 dias, encerramos aqui esse folhetim da vida real. Obrigado aos que deram força!
O resto eu vou secar na força de vontade. E na malhação! Afinal, ainda tem muito pra Jesus queimar por aqui...

E vamo que vamo!!!

5.2.10

A dieta dos 15 dias - dia 11...

O dia transcorreu numa boa. Pra variar, a enésima festa de aniversário na redação, com direito a empadinhas, bolo e brigadeirão. Pra vocês terem uma ideia, nem o refrigerante era light! Sofri, mas, assustado, disse não! Pra compensar o cérebro, caí dentro das minhas barrinhas de alpiste, digo, gengibre! E de um pé-de-moleque diet.
Contornei...
No lanche, por absoluta falta de opção nos estabelecimentos que funcionam nas cercanias da emissora, mandei pra dentro uma salada ceasar. Forcei a barra. Depois de 11 dias, vocês devem imaginar, até o verde dos semáforos está me enjoando. Mas era o que havia por fazer, até porque não dá pra malhar sem se alimentar bem antes.
Na malhação - que durou três horas, em quatro aulas diferentes - os espelhos já mostram nitidamente os resultados que, antes, só a balança me dizia. E por falar nela, mais amiga do que nunca, hoje ela me contou que mais um quilo foi eliminado. De segunda pra cá. A contar do início da dieta das proteínas, já perdi 3kg.
A contar do início de outubro, quando comecei a malhar e a moderar a alimentação, são 13 os quilos extirpados da silhueta - ora fininha - deste determinado blogueiro.
Mas quero queimar mais! E é possível! Afinal, ainda faltam 4 dias...

4.2.10

A dieta dos 15 dias - dia 10...

Hoje o trabalho ajudou e o dia passou rápido. Comi meu rocambole de carne moída, a salada de alface americana e algumas barrinhas de cereal diets. Foi só. Bebendo tanto líquido pra aplacar a sede, não há cristão capaz de sentir fome!
Ainda bem que falta pouco: hoje me peguei olhando com maldade para os bombons que ganhei no aniversário de 15 anos de uma prima...
E restam 5...

3.2.10

A dieta dos 15 dias - dia 9...

O dia seguiu sem grandes sobressaltos. A dieta foi guaribada com chocolates de soja, sem lactose e com pouquíssimo carboidrato, além de umas rosquinhas compradas numa daquelas lojas de produtos naturais. Ambos deliciosos e fundamentais pra variar o - já mui repetitivo - cardápio diário.
No mais, resisti bravamente à tentação de comer bolo - floresta negra!!! - em mais uma festa da firma. E confesso: tem horas em que nem eu reconheço esse auto-controle todo. Parece mensagem de programa antigo da Xuxa, mas o fato é que somos, sim, capazes de muito mais do que imaginamos.
E um recado: tenho relatado aqui a perda de peso - que realmente me impressiona - com essa famigerada dieta. Mas vale fazer algumas ressalvas: a primeira é que, como contei no início da saga, a dieta é puxada e só deve ser feita com orientação médica. Em segundo lugar, é importante dizer que o ritmo puxado na academia tem potencializado a queima daquelas detestáveis gorduras que tinham se apoderado do meu ser. Nesta terça, por exemplo, foram aulas de spinning, abdominais, alongamento e power jump, num total de quatro horas malhando. Parece muito - e é - mas isso é resultado de um longo período de treinamento. Creiam: não sou fã de sacrifício! E nem gosto de sofrer malhando...
Por hoje é só. E é com felicidade que vos digo: agora só faltam 6!!!

2.2.10

A dieta dos 15 dias - dia 8...

É com imenso prazer que comunico aos companheiros de infortúnio que, nessa segunda, não sofri. Tomei bebida de soja com café solúvel e adoçante no café-da-manhã, almocei uma churrascada sem fim e, cafezinho com adoçante no meio da tarde e, antes da academia, um queijo fundido. Fiz uma aula de spinning numa espécie de sauna involuntária oferecida como cortesia aos alunos da academia. E terminei a aventura dietética do dia com uma bela salada e um rocambole de carne moída recheado de queijo fundido e presunto de frango. Uma delícia!!!
Com direito à redentora gelatina pós-jantar...
E o melhor: descobri que, só no final de semana, perdi mais um quilo e meio. Com isso, ao todo, perdi dois quilos e meio em uma semana de dieta! É ou não é pra ficar feliz?
Tô rindo à toa! E agora só faltam 7!!!

1.2.10

A dieta dos 15 dias - dias 5, 6 e 7...

Turma, apesar do sumiço nos últimos dias, não morri! Só de vontade de comer um pãozinho, um biscoito, arroz com feijão, batata frita e todas as coisas deliciosas que, nesse momento, estão tão distantes da minha boca...
Ao longo desses últimos três dias, dois itens salvaram as minhas refeições. Primeiro, a alface americana! Crocante, saborosa...encheu meus pratos de graça e sabor. A outra novidade foi mais uma criação culinária, um molho a base de ovo e queijo. Não vou divulgar a receita porque é algo muito simples mesmo. Mas o fato é que esse molho, com bife ou carne assada, é o que há! Ao menos na atual conjuntura.
Até sexta, já tinha eliminado mais um quilo. Notícia que me deu força para, no domingo de madrugada, voltando da balada, entrar num fast-food e comer um beirute - sem nenhum pedacinho de pão sequer!!!
A surpresa do final de semana ficou por conta de um adoçante - bem carinho, diga-se de passagem - com gosto bem similar ao do açúcar: a sucralose! Extraído da cana-de-açúcar, essa invenção dos deuses não deixa sabor residual na boca e não possui restrições de consumo. E o melhor: até aqui, estudos não apontaram nenhum risco à saúde de quem consuma esse adoçante.
A decepção do final de semana ficou por conta da descoberta de que as barrinhas de proteína, tão populares...têm carboidratos!!!
Por enquanto é isso!

E vamo que vamo que, agora, só faltam 8 dias!