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25.3.15

90!

Com a serenidade de quem já podia experimentar, dia após dia, a graça de descobrir uma nova (co)existência, agradeceu. Agradeceu pela parceria, pela ternura, pelo cuidado, pelo feijão saboroso, pelo fim do Nescau com açúcar, pelas mãos dadas no teatro, pelas conversas serenas, pelos desabafos, pelas confissões. Agradeceu a confiança, os sorrisões, a doçura da voz a lhe despertar, os emoticons de beijo, coração e flores. Agradeceu pelas descobertas, pelos sonhos, pelos planos, pelos conselhos... 
E, mais que tudo, agradeceu por ter a prova de que, sim, todo o amor é sagrado. E pode ser, também, sereno.

25.2.15

60!

Falo de leveza, de uma vida sem sobressaltos, sem soluços. Sem aflições maiores, sem grandes angústias...
Falo de abraços aconchegantes, de olhares cheios de ternura, de beijos doces e quentes, de mãos trançadas de felicidade...
Falo de muita disposição para falar. E para ouvir. De vontade para aparar as arestas. De uma garra sem tamanho para acertar. E melhorar cada vez mais, dia após dia.
Já são 60. 
Lindos, claro. Mas que ainda soam muito pouco, quase nada...

6.1.15

Esse nosso nós...

E vejo o teu sorriso; tradução da alegria, surpreendendo-me a todo tempo nessa enxurrada de pureza e doçura. 
Sinto seu abraço que, mais que o corpo, envolve e aquece a alma e o coração, a cada dia mais tocado e ocupado por você.
Provo teu beijo sereno, saboroso e delicado, que nunca cansa, que nunca é igual e que se repete sempre parecendo inédito. Parecendo o primeiro; o beijo inaugural de uma série de descobertas deliciosas que se escondem atrás de uma respiração, de um silêncio, de uma conversa, de um toque...
E então, dia a dia, vejo, sinto e provo o que é esse nós. O que somos. E aquilo em que poderemos nos tornar...

11.6.14

Pela leveza do amor...

Li ontem que ruiu parte da grade da Pont des Arts, onde os amantes prendem cadeados para segurar - ou assegurar ? - paixões. A ponte parisiense não suportou o peso dos milhares de objetos depositados no gradil por turistas do mundo todo...
Turistas do mundo todo querendo que seus amores durem para sempre. 
Amores presos?
Sempre?
Perguntei no Facebook se o romantismo também ruira, ou se o amor é pesado demais. Um amigo retrucou, dizendo que o amor não pode ser aprisionado. Quando o é, pesa.
Espertalhão esse amigo! Mas desconfio que o amor ande mesmo pesado. Por isso, talvez, esteja se arrastando por aí, desencontrado de tanta gente. Pesam sobre seus ombros as escolhas, as abdicações necessárias para que possa caminhar sereno, tranquilo. Pesam sobre suas costas o egocentrismo, a intolerância e a impaciência; que acabam por inviabilizar um mergulho mais profundo num olhar outro, num ser outro e num outro ser. Pesam atados às pernas do amor o imediatismo e o descarte fácil, que acabam por motivar os envolvidos a deitar fora o que lhes parece como algo - alguém ? - sem serventia...
Pesa, enfim, sobre a cabeça do amor um conflito entre o que aqueles que parecem buscá-lo dizem que fazem e a forma como de fato agem. 
Pobre amor esse do nosso tempo. Com todo esse peso, como vai poder lembrar a todos nós que bom é amar com leveza, sem cobranças, angústias, ansiedade? Como vai nos mostrar que amor não é mar de rosas full time; que requer investimento, dedicação, paciência, sinceridade? Como vai provar que amar é uma escolha diária, um compromisso que se reafirma cotidianamente, dentre muitas opções que a vida oferece? É renunciar a algo que até pode parecer encantador, por crer que muito mais encanto tem o que se pode construir juntos, com afeto, parceria e sinceridade.
Não tenho as respostas. Mas, assumo: torço pra ver o amor novamente leve, e andando de mãos dadas com um monte de gente boa que tá por aí, com as mãos enfiadas no bolso. Ou com a cara enterrada no celular, enquanto não encontra olhos que pareçam mais interessantes, encantadores, desafiadores, atraentes e divertidos que a tela do Facebook...

6.4.14

Alianças

Em que fração de segundo foi determinado que seguiríamos estradas distintas? E as promessas? E os sonhos, para onde foram todos? E nossas mãos dadas, os filhos que geramos em nossas mentes? E a planta baixa de nossa casa, os passeios de domingo, as noites em claro pra cuidar das crianças que não teremos mais? E o seu sorriso encantador me dizendo o "sim" mais lindo que já ouvi na vida? E nosso beijo coreografado? E o calor dos nossos corpos se amando, e o frescor do teu olhar todas as manhãs? E tuas pernas entrelaçadas nas minhas sob o cobertor? E o teu perfume de flan, sua gargalhada esquisita e seus milhares de pares de sapatos? 
Nossa! Quantas lembranças! Aprendi com a vida que, nesse pra sempre que sempre acaba, algumas memórias ficam eternizadas...

8.1.14

Saga nossa

Sinto seu peito arfante, suas mãos geladas e os olhos me convidando para que possamos viver uma vez mais o que tantas outras vezes já vivemos.
Cheiro seu pescoço, mordo sua orelha e não demoro até calar sua boca num beijo. 
Mistura-mo-nos num emaranhado de braços, pernas e línguas. 
Somos só nós. 
Só nossos!
Invado você cheio de saudade, carinho...amor. Sou feliz em você. E posso sentir que também é feliz quando estou em ti. De um jeito que só nós experimentamos. Que o mundo desconhece. E que a gente jamais conseguiu explicar ou entender.
A aventura dura pouco. Mais um episódio dessa louca saga nossa. Estamos leves, livres de tudo o que de ruim poderia ainda resistir. 
Agora é só brincadeira. 
Não sei se só bagunça.
Mas só o que restou...

6.12.13

Tudo ou nada?

E de tantas promessas que fizeram, de todas as juras de amor, de todos os olhares ternos, de todos os beijos intermináveis, de tudo aquilo a que costumavam chamar de "nós" restou pouco, quase nada. E esse quase nada ainda era mais puro, mais verdadeiro e mais forte que o tudo que muita gente sonha experimentar ao longo da vida...

8.11.13

Vem?

Reviro na cama que não é minha. Estranho o quarto que também não é meu. Estranho os sons que desconheço, as luzes que teimam em entrar pelas frestas das cortinas, o ligar e desligar constante do ar condicionado. Estranho o som das passadas vindas do andar de cima. Estranho tudo...
E te extraño...
Falta-me você. Faltam seu sorriso, falta o brilho dos seus olhos, falta o som da tua voz que ainda desconheço. Faltam as brincadeiras tolas, só nossas, que criaremos para rir juntos. Falta a nossa música, falta o nosso filme preferido, falta te aquecer numa noite fria e pegar fogo quando encostar em você. Faltam o sabor do beijo que ainda não provei, a jura de amor que jamais ouvi e o abraço - cúmplice e igualmente inédito.
Tenho tanto.
Quase tudo...
E ainda falta você. 
Vem?

18.10.13

O que é o amor?

Amor? Dizem que é paz, que é tranquilidade. Que é deitar do lado de quem se ama e ter vontade de sentir o tempo ir congelando até parar. Dizem que é encontrar refúgio em outra alma, aconchego em outros braços, confiança em outro olhar. Também dizem que amor é sintonia, encontro. Destino? Talvez...
Amor também é verdade. É respeito. É parceria. É crer, em dupla, que aquilo que se está construindo a quatro mãos pode se tornar uma das principais certezas da vida - essa sempre tão incerta. Amor é ter saudade, querer sempre mais. É contar segundos até estar novamente perto. Do lado. Dentro de quem se ama...
Amor é tanta coisa. Tem tantos sentidos, tão plurais significados. Dá até pena notar que tanta gente fala dele sem sequer roçar a superfície doce e grandiosa do sentimento traduzido pela bela união dessas quatro letras... 

1.10.13

Passa tão rápido...


Dia desses eu estava enfrentando naves alienígenas jogando Megamania no meu Atari. Ou lançando bombas sobre navios no River Raid. Isso foi pouco depois de ganhar meu primeiro Ferrorama, que, de tão grande, não cabia na sala da casa em que morava...
Foi nessa época em que ganhei um microfone e uma caixa amplificadora, pra brincar de apresentar o Jornal Nacional e o Globo de Ouro - aquele programa musical que os mais jovens descobriram agora, na reprise do Viva...
Meu Deus! Foi outro dia em que minha mãe me ensinou que o R minúsculo era um "caixotinho" e que o E, também minúsculo, parecia uma bailarina em movimento. Pouco depois eu fiz minhas primeiras redações, li os primeiros gibi da Mônica - dentre as centenas de outros que leria em seguida.
Terá sido ontem que aprendi a pintar? A colorir os mapas com bolinhas de papel crepom? A colocar um grão de feijão pra germinar no algodão? A achar o valor do quadradinho?
Ou foi na véspera que aprendi que uma notícia deve dizer sempre como, onde, quando, o quê e o porquê? Talvez tenha sido no mesmo dia em que aprendi a olhar pra lente da câmera como quem olha nos olhos de um querido interlocutor.
Não sei quando foi. Mas troquei de brinquedos e de brincadeiras. Tudo de um dia pro outro, de modo tão veloz que não me parece exagero algum dizer que transcorreu num piscar de olhos.
Cresci, namorei. Conheci o amor. O prazer. E a desilusão. Pedi uma moça em casamento e fiz dela minha esposa. Desenhamos juntos um futuro hipotético e foi lindo até acabar sem que tivéssemos podido ser felizes para sempre. E aprendi que levantar depois de cada tombo é fundamental pra que os passos se tornem cada vez mais firmes e certeiros. Como quando aprendi a andar....
Parece que foi algumas horas atrás que descobri a paixão pelo jornalismo, por contar histórias. Lembro da primeira reportagem. Lembro da sensação, da adrenalina. Da alegria ao ver o fruto do trabalho se materializar na tela da TV. Sensações que carrego comigo e que experimento ainda hoje, talvez até de modo mais intenso...
Nossa! Fecho os olhos e vejo os amigos que fiz por esses tantos dias (anos?!?!), as risadas que demos, as gargalhadas que nos marcaram tão fundo. Também de olhos fechados revivo as perdas que vivi até chegar aqui. E sinto a saudade tão viva como era semana passada. Ou mês passado. Ou há vinte anos.
Minto. A saudade cresceu muito de lá pra cá...
Parece que foi ontem. Semana passada. Talvez um ano atrás. Mas a verdade é que passou tão rápido que nem sei como, quando, o quê, onde e nem o porquê. Só sei que estou aqui, prestes a fazer 33 anos, e diante de uma descoberta devastadora: o tempo do calendário não é o nosso tempo! Fora das folhas de papel ele passa mais rápido! Ele me faz sentir jovem demais para a idade que tenho. E velho demais para a idade que sinto ter. Ardiloso esse tal tempo! Tempo parceiro, abranda dores e angústias. Oferece novas perspectivas conforme vai voando. E, mais que tudo, mostra que, dia após dia, temos sempre a chance de uma nova estreia...

12.6.13

Sobre hoje...

Com o tempo, a gente se acostuma com a espera. Naturaliza o "estar só", administra as crises de abstinência causadas pela falta de um alguém que não se sabe onde está - ou se existe - e se vira como pode pra seguir em frente provando ao mundo - e à própria consciência - que o poeta estava errado ao dizer que é impossível ser feliz sozinho...
E o tempo passa.
De repente, quando ninguém mais espera, as coisas mudam. A gente troca a vida na primeira pessoa do singular por aquela outra, do plural. Somamos à nossa rotina novos hábitos, novos horários. O celular ganha um novo número favorito e o volume de mensagens no whatsapp e todas as que ficam inbox, no facebook, não deixam dúvidas: não é mais preciso esperar! É quando a gente nota que simplesmente aconteceu...
Isso não se planeja, não se idealiza - ao menos, não acho que se deva idealizar - e não convém impedir: quando é pra ser, tudo se estabelece! Aos poucos, dúvidas, angústias e inseguranças vão dando lugar a uma realidade. Um cotidiano novo e deliciosamente imperfeito, como tudo que há na vida. Como acontece em todas as histórias.
Aí, o que nos cabe é seguir. Seguir nessa viagem deliciosa que é conhecer um outro alguém e, dia após dia, se pegar com cara de bobo pensando nesse outro ser que tá lá longe. Fazer loucuras e rir juntos quando o mundo inteiro estaria se descabelando! É cruzar a cidade pra dar um oi; é dormir nas posições mais desconfortáveis e achar incrível o torcicolo do dia seguinte; consequência daquele braço-intruso sob seu travesseiro. É mandar um smile com um beijo no meio da tarde e rir feito um idiota quando, em vez de enviar, é nossa vez de receber a sorridente carinha amarela. É dirigir, na madrugada, com o som irritante de um defeituoso alarme do carro e, ainda assim, encontrar motivos para rir e se sentir calmo. É, enfim, ter, dia após dia, a ideia de que, sim, é possível achar alguém bacana pra dividir a caminhada. E não importa se ela vai ser longa: importa que os passos sejam firmes, verdadeiros e que, se um dia cessarem, tenham deixado um rastro de felicidade e boas memórias.
Que assim seja!

Feliz dia dos namorados...

10.3.13

Leme indomável

A gente acha que controla tudo. Que bobagem! Uma hora, quando menos se espera, vem a vida e dá uma pernada. Bagunça nossos dias, revira nossos sentimentos, desperta novos amores e ódios, faz mágoas antigas darem lugar a novas...reorganiza tudo e nos mostra quem é que está no comando do leme...

26.2.13

Mudança infinita


Tenho calma. Em 32 anos, a vida me ensinou que tudo é transitório. Se é ruim saber que não tardará até que o riso dê lugar a um novo pranto qualquer, é fonte de alívio estar certo de que também as futuras lágrimas já brotarão condenadas ao fim. 
As coisas mudam. As alegrias mudam. As dores mudam. Os desafios mudam. As sensações mudam. 
Nós mudamos. 


Toda hora, todo tempo.
Tenha calma. Viver é um transformar-se sem fim. E, com fé, a mudança sempre há de ser pra melhor...

15.2.13

O encontro...


É quando os olhos se miram e se reconhecem. É quando o som da voz parece diferente de todos os outros, mais gostoso de ouvir que todos os outros. É quando o abraço é mais que abraço, é nó, é amarra, é laço! É quando a conversa inebria, flui solta, como as águas do rio em busca do mar. É quando, uma vez unidas, duas bocas parecem de volta ao porto inicial, como se fossem uma extensão da outra e, por conta disso, só unidas tivessem razão de ser...
É quando tudo isso acontece. Quando tudo é assim, gostoso assim, que se pode ter a certeza de ter havido um verdadeiro encontro...

13.2.13

Um carnaval inesquecível...

Se havia alguém mais feliz que eu na avenida o espelho meu não disse. Tomei muitos porres de felicidade, naveguei, naveguei e, mesmo longe do nordeste, fui cabra da peste. Sempre soube que sonhar não custa nada e, nesses dias mágicos, sonhei muito! Vivi uma overdose de alegria, um dilúvio de felicidade; afinal o rei mandou cair dentro da folia...
E lá fui eu...
Fui de Lapa, de Lagoa, de Gamboa. Fui de Aterro, fui de Praça XV, de Ipanema, de Avenida Rio Branco. Fui pelo Largo de São Francisco. Fui muitos! Fui mágico, turista! Voltei no tempo e brinquei de Faraó na lendária Rua do Ouvidor. Tirei onda de Nerd e peguei emprestado o Coalhada do mestre Chico Anysio. Fui esses todos. E fui alguns outros...
Fui atrás da folia onde ela estivesse e onde meus pés aguentaram me levar. E eles foram bravos companheiros! Com eles eu trilhei caminhos de samba, de frevo, de axé. A trilha de um carnaval plural, com funk, Beatles, Mamonas, Roberto, Raul e até sertanejo! Voltei no tempo com as marchinhas que não deixam ninguém parar e parei, na chuva, pra ver a alegria do nascimento de um bloco gigante: o Bloco do Chá, que trouxe um pouco de Salvador aqui pro Rio. Uma mistura perfeita para cariocas que, como eu, têm um bocado de dendê no sangue.
Usei lentes verdes pra me fantasiar de turista. Lentes de contato que me deixaram com os olhos de meu pai. Tive grandes companhias, senti falta de gente querida, e fiz a farra valer a pena nesses dias em que a única preocupação foi me divertir.
E como eu me diverti! É por essas e outras que eu também queria que essa fantasia fosse eterna...
Te vejo em 2014, carnaval!

21.1.13

Aquele beijo...

Tinha sido só um beijo. Nada de conversa, nada de carinho. Apenas olhares e um beijo. Um beijo intenso e rápido, como as chuvas que costumam cair no verão. Terminado, separaram-se e voltaram à solitária multidão de antes.
Mas quem disse que há regras? Quem disse que há um roteiro a ser seguido? Não há! Quando o assunto é o encontro, quem governa é o imprevisto! O desafio é abrir mão da falsa sensação de que temos algum controle sobre a vida, respirar fundo e se entregar...

17.1.13

Movimento sem fim...

Das estradas que já percorrera, aquela tinha sido a mais difícil. A mais tortuosa, a que dispunha do maior número de obstáculos, a que exigira mais esforço e determinação. Dura é toda estrada que se percorre sem saber o porquê. Dura é a caminhada em que, perdidos, tentamos descobrir para onde, como e porque ir. Duro é saber que a única alternativa é vencer e não dispor da mais vaga ideia sobre como cumprir essa meta.
Diante de uma trilha cheia de adversidades, nunca se sabe ao certo quão extensa ela será. Assim tinha dado o primeiro passo. E poucos pés antes do último, ainda se questionava sobre a finitude da percurso. E as dúvidas se fizeram presentes nos dias seguintes. E nos que se seguiram aos dias seguintes...
Até que um dia, também sem saber como e porque, sentiu que a jornada estava encerrada. Sentiu-se livre das amarras impostas pelas lembranças, pelas dores e pela saudade. E percebeu que os pés já estavam prontos para trilhar caminhos outros. Novos. Quem sabe, mais leves.
E caminhou!

14.12.12

Presentes...


Presente. Diz-se que é o tempo verbal indicado para se falar de tudo o que acontece agora. Também se costuma usar essa palavra pra definir aquilo que damos ou recebemos em ocasiões especiais. Ou mesmo em dias comuns. O mesmo termo aparece em outro contexto, para indicar quem está sempre perto, alguém com quem sempre se pode contar. Alguém que se faz presente. Mas, às vezes, presente é aquilo ou aquele alguém que surge em nosso caminho hoje, só pra sinalizar que o futuro pode ser bem melhor. Melhor até do que aquilo que esperávamos pra ele...
Presente pra mim.
Presente pra você.
Presente...pra nós?

7.11.12

Fragmentado


Dessa vez foi lá, no meio da conversa fiada e deliciosa de sempre, entre um aperitivo e outro, beliscando uma porcaria aqui e outra ali que, de repente, veio com a mesma intensidade de sempre a saudade. A certeza de uma lacuna que jamais se poderá preencher, e, mais que isso, a certeza de não querer que o tal vazio seja extinto por uma presença outra...

21.8.12

Da coragem...

Falo é dessa urgência, dessa necessidade de você! De sentir teu abraço, de ouvir tua voz e de olhar nos teus olhos. De sentir teu cheiro, ver sua boca sorrindo e me encantar com a pintura que essa visão representa na minha vida. 
É disse que falo. Dessa saudade que me preenche quando não estamos perto - e, às vezes, até mesmo quando estamos juntos e sei que não tardará para que deixemos de estar. Dessa secura pelo teu beijo, por mensagens tuas durante o dia ou por aquele sorriso sem vergonha formado pelos dois pontos, pelo hífen e por um parêntese que você manda por inbox só pra me surpreender e me deixar todo bobo...
É isso que sinto: necessidade. De falar, de estar perto...de viver você! De viver essa coisa tão boa e intensa, de gastar essa força pra encarar todo o universo e as outras galáxias, pra enfrentar os  maiores gladiadores e sair com disposição suficiente pra escalar o Himalaia. Ou o Everest. Ou os dois!
Porque você me dá fôlego. 
Só pra me tirar todo o ar depois...