5.10.07

Tempos de desamor...

Sou um cara que não suporta qualquer forma de violência. Nem violência das palavras, nem a física. Nem a psicológica. Abomino toda e qualquer manifestação de crueldade; seja contra crianças, jovens, adultos, velhos, animais. Não creio que a violência seja, sequer, uma alternativa para a resolução de algum tipo de impasse; de problema.
Quando se fala em violência contra seres indefesos, como as crianças e os animais, fico ainda mais chocado. E choque é mesmo o estado que melhor define a minha reação ao saber de histórias como a da menina recém-nascida, resgatada de um rio poluído em Contagem, Minas Gerais. Jogada pela própria mãe; entregue ao infortúnio por alguém que lhe devia cuidados e amor.
A menina não resistiu e morreu no início da noite de ontem...
Morreu a criança indefesa, ainda frágil demais para suportar tanto desamor.
E o que dizer dessa mãe? Aliás, podemos chamá-la de mãe? Prefiro não palpitar...
Só sei que o mundo está precisando de amor. As pessoas, que tanto dizem buscar o amor, precisam adotá-lo em suas atitudes mais cotidianas, mais rotineiras. Acho que não há político, não há guerra, não há descoberta da ciência que tenha mais capacidade de transformar o nosso planeta que o amor. E não há dúvidas de que as coisas por aqui precisam mesmo mudar, né?
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