13.11.07

Alone

Caiu de costas pra parede gelada quando seus olhos transbordaram as mais quentes lágrimas que já tinham despejado sobre a terra. Incessantes, incontroláveis; donas de dores profundas demais, íntimas demais. Todas as dores de quem se viu só depois de uma alternância insana entre o crer e o não crer numa história bonita e que queria ver sendo sua.
Cabeça sobre os joelhos dobrados, abraçou-se e chorou ainda mais ao perceber aquele como o único abraço possível. Só, tinha apenas a si para consolar e para se deixar consolar. Tinha raiva daquela companhia forçada, não suportava mais ser o que era, quem era e como era. Buscava se tornar um outro alguém, mas todas as tentativas pareciam ter conduzido a algum ponto perdido, a algum labirinto desconhecido de sua alma.
Triste alma. Só, pedaço de algo que parecia nada naquele quarto escuro, empoeirado, com cheiro de mofo por todos os cantos. Inóspito como lhe parecia, naquele instante, todo o mundo à sua volta...
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