7.11.07

Viajar é preciso...

A lufada de ar fresco no rosto foi o jeito encontrado pela vida para lhe dizer bom dia quando abriu a janela. O trem ainda seguia a viagem, o orvalho ainda pendia das pétalas de flores que passavam correndo lá fora, o sol ainda tinha preguiça de esticar seus raios até a terra.
Mas já estava desperto...
Queria aquela mudança, sabia como ela seria importante. E era só o que sabia. Dessa vez, nada de planos, nada de guias de viagem, nada de sonhos ou maus presságios. Queria se sentir só, entregue a tal força maior que, dizem, guia nossos pés por caminhos que pensamos escolher.
Agora estava entregue...
Era tudo o que sabia e só o que desejava saber. Seu trem sem destino continuava a viagem, cruzando montanhas, despenhadeiros, temporais e manhãs escaldantes. Até que, um dia, pudesse sentir que sua hora havia chegado.
Seria quando, então, poderia viver o que fosse possível...
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