31.12.08

Retrô 2008: um ano doce, duro e divertido!

Pois é, a gente piscou os olhos em janeiro, diante do eterno tudo novo de novo que a vida nos joga no colo a cada começo de ano e - olhos novamente abertos - cá estamos nós pertinho do fim de mais um ano. Agora, 2008 já tem cheiro de coisa velha...
E foi um ano doce. Ano em que encontrei novos amigos, aqui, ali, em vários lugares. Ano em que trabalhei duro pra defender um ideal - exatamente do jeitinho que eu gosto de fazer! Ano em que o blog conquistou leitores fiéis, adoráveis e loucos como acho que devem ser as pessoas que se identificam com as maluquices que escrevo aqui. Ano de recorde de acessos aos textos que publiquei aqui. E, aliás, como escrevi esse ano! Computados esse post e o próximo, terão sido 833 posts inéditos nesse 2008!
Mas foi um ano duro! Ano em que um episódio de violência me fez sair da inércia e participar de uma passeata. Ano em que Daniel Duque foi covardemente assassinado e a dor de Daniela, a mãe dele, doeu também em mim. Ano em que Justiça deu provas e mais provas de estar em descompasso com quase tudo aquilo que acreditamos ser correto e decente.
Triste pensar que Daniel foi apenas um dos tantos casos que roubam do país a perspectiva de um futuro mais leve, jovem e feliz...
Foi um ano divertido. Ano dourado, enfeitado com as medalhas conquistadas em Pequim! Ano em que vi Madonna e em que, apesar da música da Ana Carolina, a popstar preferiu dar pra Jesus. Ano em que vi Ivete, Maria Rita, Preta Gil, Isabella Taviani...e gostei de todos! Apesar de saber que o meu conceito de show mudou muito depois de ver a histórica apresentação de Madonna no Maracanã lotado, com direito a chuva e tudo!
No teatro, a graça ficou por conta de Fernanda Torres, Marcelo Médice e Paulo Gustavo. "A casa dos budas ditosos", "Cada um com seus pobrema" e "Minha mãe é uma peça" são monólogos fantásticos e que revelam os incontestáveis talentos desses três grandes artistas. Sem falar na turma do "Comédia em Pé". Grandes espetáculos, todos imperdíveis!
Na música, encontrei, enfim, Amy Winehouse. Fiquei encantado com a doçura tropical do encontro de Maria Bethânia e Omara Portuondo e com o talento de Michael Bublé.
Na televisão, enquanto muita gente perdeu o tom ao explorar as tragédias alheias, A Favorita se mostrou uma novela na medida certa pra quem gosta de boas e bem contadas histórias. No humor, o CQC chegou para inovar o jeito de fazer rir na telinha, e Toma Lá Dá Cá mostrou que a tradicional sitcom ainda tem muito riso para arrancar das platéias. Por toda a minha vida e Som Brasil exibiram algumas edições primorosas e Patrícia Poeta mostrou ser a garota fantástica perfeita para o Show da Vida.
Em 2008, dediquei pouco tempo à leitura. Mas me orgulho de ter conhecido o "Som e a Fúria de Tim Maia" e, também, de ter experimentado "A cura de Schopenhauer". Isso sem falar num mergulho na história do Brasil, vivenciado com os livros de Ruy Castro e Mary Del Priore.
Aqui no B@belturbo, foi um ano de comédia! Descobri um garçom que, a cada dia, escrevia Toddy de um jeito - e todos eram diferentes da grafia correta para a marca de achocolatado. Postei - com a ajuda dos leitores - várias propagandas inusitadas de motéis e; também com a colaboração de vocês, elegemos Piu-Piu o personagem mais gay do universo infantil.
Enfim, 2008 foi um ano em que rimos, choramos, nos indignamos e comemoramos.
E teremos um 2009 inteirinho pra fazer tudo isso e muito mais!
Alguém duvida?
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