25.7.08

"Alô, Alô, Seu Chacrinha, velho palhaço..."

Gostei tanto do Por toda a minha vida sobre o Chacrinha que tenho de voltar ao assunto pra complementar o post anterior. Fiquei impressionado com a emoção do Boni, um dos maiores entendedores de televisão no mundo, ao falar do talento do Velho Guerreiro. Sem falar na admiração de tantos e tão diversos artistas pela figura do velhinho, meio anarquista, meio doce, meio cruel, que buzinava a moça e comandava a massa nas tardes de sábado. E, sim, bateu uma saudade danada! Afinal, quem consegue imaginar um programa de TV que, hoje, possa promover um concurso para eleger o homem mais feio do Brasil e dar ao "vitorioso" um prêmio oferecido por uma marca de inseticidas? Politicamente incorretíssmo! Mas Cacrinha fez, na TV Tupi, 30 anos atrás! Porque só ele poderia fazer isso...
Fiquei especialmente comovido por notar como o ícone Chacrinha continua vivo e presente na cabeça de tanta gente - embora ainda não tenha informações sobre as audiências da noite de ontem.
Enfim, talvez seja mesmo um clichê, mas símbolos como Chacrinha não morrem nunca! E, por isso, depois do programa, fui dar uma fuçada no YouTube para buscar mais vídeos daqueles bons tempos. Encontrei vários, mas dois me chamaram a atenção em especial. O primeiro, de 1981, traz Chacrinha e suas chacretes cantando "Maria Sapatão" no Programa da Hebe, ainda na Bandeirantes. E o segundo contém trechos do último Cassino do Chacrinha, exibido no início de julho de 1988, na Globo. Fraco, Abelardo Barbosa nem consegue cantar direito as marchinhas que tanto animavam seu auditório. Mas mostrou toda a força de seu personagem, que bagunçou o coreto até o último instante de vida...
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