16.7.08

A aliança

Dia desses, sonhei que tinha perdido a minha aliança. Foi um sonho angustiante, um vestígio qualquer da época em que eu - por uma obrigação auto-imposta - tinha que usá-la diariamente. Não achava e o desespero tomava conta de mim. Até que o despertador tocou e eu voltei à realidade: estou livre do bambolê (de otário?) no meu dedo.
O que sei é que essa argola já esteve aqui, ocupando um dos dedos da minha mão. Produziu uma marca de sol e rendeu mais olhares maliciosos do que sempre estive habituado a receber. Só. Hoje, jaz em algum canto do meu armário, perdida em meio a quinquilharias, roupas, perfumes e documentos de toda a sorte. Esquecida, não lembra nem de longe a única coisa que já fiz questão de usar todos os dias. E usei durante dois anos ininterruptos.
Agora, aquele pedaço de metal em forma de círculo - que nem sei se é ouro, embora o tenha comprado como se fosse - nada mais é pra mim. Carrega, por dentro, um nome que nada mais significa em minha vida, a não ser, talvez, o homônimo de uma futura nova paquera.
Foi pensando nesse sonho e na velha argola dourada pendurada em meu dedo que vi, na tua foto, uma argola dourada pendurada no teu. Apenas um símbolo. Talvez, uma jóia. Sinal de amor? Pode ser. Nem sempre o é.
Mas me fez entender um monte de coisas...
E fez minha admiração diminuir consideravelmente...
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