3.7.08

O que há com a novela das oito?

Elenco de primeira e história bem construída não conseguem atrair o público do horário...


Glória Menezes vive o melhor papel na TV desde a inesquecível Laurinha Figueroa, de "Rainha da Sucata". Patrícia Pillar usa e abusa de seu talento dramático e - linda como sempre - consegue trabalhar todas as nuances de sua personagem, ora cativando o público, ora deixando uma pulga atrás da orelha do espectador. Cláudia Raia, com um inegável carisma, repete a façanha de manter a dubiedade proposta pelo autor em torno das protagonistas. Lília Cabral em cena com sua absurda capacidade de expressar um oceano de sentimentos com apenas um olhar, dá um show a cada seqüência como a sofredora casada com uma besta quadrada. Ary Fontoura, genial, mostra-se tão traiçoeiro quanto a mais traiçoeira das serpentes.
Muita coisa boa junta, né? E essas são apenas algumas das características de "A Favorita", que ainda conta com uma direção ágil, abertura e trilha sonora caprichadas e um texto muitíssimo bem cuidado.
E, ainda assim, a novela dá sinais de que não "pegou".
Para alguns, a novela é tradicional demais. Para outros, é a Record que ganhou espaço no horário, com sua safra interminável de mutantes de variados modelos e tamanhos.
Para mim, um sinal dos tempos.
E pra você?
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