2.7.08

De volta ao caso Daniel Duque...

Na noite de ontem, a promotora Márcia Velasco divulgou uma carta aberta à sociedade.
Já era mesmo hora dela se pronunciar.
A carta, que li atentamente, expõe dificuldades enfrentadas pelos que ocupam posição igual ou semelhante à ora ocupada pela promotora. Retratos de uma sociedade que deixou o crime se organizar demais...
Creio nas palavras da promotora quando ela se diz triste com a morte de Daniel Duque. E também acredito que, como mãe, ela sinta parte da dor agora enfrentada por Daniela Duque.
Também quero muito acreditar, como a promotora, que "certamente (a verdade) virá à tona". Até aqui, o que apareceu é a comprovação de um erro injustificável cometido pelo segurança do filho da promotora. Erro comprovado pelo IML, confirmando a versão de que Daniel Duque foi baleado à queima-roupa, sem chance de defesa.
Mas é aí que discordo do texto divulgado pela promotora. Porque ali, no finalzinho, ao demonstrar a crença no aparecimento da verdade, ela dá margem à interpretação de que algum fato possa vir a justificar o assassinato de Daniel Duque. E, amigos, nada justificará! Ainda que Daniel estivesse brigando, ainda que todos os seus amigos estivessem envolvidos numa confusão, ainda que eles tenham agredido alguém - que aliás, nunca apareceu - ainda assim, nada justificaria a atitude covarde de atirar em alguém desarmado. Para, também covardemente, alegar, depois, uma "legítima defesa" que de legítima não tem rigorosamente nada.
Acredito na promotora Márcia Velasco.
E acredito na justiça que ela representa.
E quero crer que essa história acabará como deve: com o responsável por esse crime bárbaro devidamente trancafiado na cadeia.
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