16.2.08

"Samba Meu": o showzão dela...

Fotos exclusivas do show "Samba Meu": sarada, animada e em lua-de-mel com o samba, Maria Rita faz show alto astral e conquista platéia com os sucessos de seu terceiro disco...

"Divirtam-se!", ordenou Maria Rita, apresentada ontem como a "musa da MPB", na primeira noite da curta temporada de seu show "Samba Meu", de volta ao Rio. Sarada, como mostram as fotos do post, a cantora ainda aproveitou para dizer ao público que nesse espetáculo também tem se divertido bastante. E, durante os 80 minutos da apresentação, o que se viu foi mesmo uma artista leve em cena, feliz com suas escolhas e com a resposta do público.
O início do show é arrasador! Maria Rita faz "Samba Meu" a capella, já adicionando "O Homem Falou", que é pra ninguém ter dúvidas de que se trata de um show alto astral. "A festa vai apenas começar", diz um dos versos da canção de Gonzaguinha, já na boca da platéia. Platéia, por sua vez, completamente entregue ao clima alegre proposto pela estrela.
O set de sambas continua com o hit "Tá Perdoado", acompanhado de fio a pavio pelo público, que ainda faz marcações na palma da mão enquanto, do palco, a mais nova sambista do pedaço diz no pé. Na seqüência, "Maria do Socorro" e "Novo Amor" rendem grandes momentos. E uma surpresa: "Cria", que eu sempre achei uma das mais fraquinhas do disco, cresce no show e se mostra envolvente; ponto para a cantora, que assina a co-produção do disco.
À essa altura, o clima já tinha esfriado um pouco - aliás, o Citibank Hall me parece grande demais para alguns shows, o que favorece um certo ar de desânimo em certas apresentações. Só que o roteiro de "Samba Meu" tem um trunfo: pra dar aquela descansada nos sambistas do público, Maria Rita entoa vários sucessos de seus dois primeiros discos. "Caminho das Águas" e "Muito Pouco" - com levada latina, "Menininha do Portão", "Santa Chuva" - sempre um momento de catarse coletiva, "Encontros e Despedidas" e "A Festa" também fazem o público soltar a voz junto com a artista. E, como o show é de samba, não poderiam ficar de fora "Recado", "Conta Outra" e "Cara Valente".
De volta ao repertório do mais recente disco, "Maltratar não é direito", "Num Corpo Só", "Casa de Noca" e "Corpitcho" - que a moça canta caprichando no carioquês - viram tiros certeiros, que fazem o povo deixar as mesas de lado e partir pro sambão, ali, cara a cara com a cantora. Maria Rita, ainda meio tímida, ri e parece adorar o clima de showzão popular, capaz de desfazer aquela aura de diva que pairou sobre sua cabeça nos dois shows anteriores.
No bis, uma novidade no repertório do show: "Não deixe o samba morrer", clássico do repertório de Alcione, ganha leitura acertada da caçulinha da turma do samba. E soa como uma declaração de amor ao gênero que, sem dúvida, trouxe fôlego novo para a carreira de Maria Rita.
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