27.2.08

1º bj

Sem mais o que perguntar, o que responder, e o que esconder; tomaram-se nos braços um do outro para aquele que seria o primeiro beijo de uma história que tinha tudo pra ser deliciosa. Com um quê de proibida; um quê de pervertida; um quê de romance; um quê de aventura. Nem melhor nem pior que as histórias vividas anteriormente; apenas a história que tinham escolhido compartilhar.
Quando eram poucos os centímetros que os afastavam daquele primeiro beijo, não sabiam o que fazer com os olhos. Fechados ou abertos? Talvez fechados, numa expressão mais romântica. Talvez abertos, para que testemunhassem cada segundo daquele momento tão especial.
Aproximaram-se ainda mais e o toque de suas mãos era a tradução fiel de um nervosismo gostoso de sentir. Umas, suadas. Outras, levemente trêmulas. Todas procurando e encontrando pontos a explorar; riquezas ainda por conhecer; terrenos férteis em busca de toques e apertos.
Quando chegou o momento certo - que não chegaram a saber qual era - beijaram-se. E foi bom e intenso, como costumam ser os primeiros beijos. Apaixonado, curioso e inesquecível, como manda a receita dos primeiros beijos protagonizados por casais em fase de encantamento mútuo.
E, melhor, sabiam que havia sido apenas o primeiro...
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