18.2.08

Em Copa, "furacão" Cláudia Leitte vira brisa suave...

Show da ex-vocalista do Babado Novo é marcado por atraso, repetições de números e longas pausas para troca de figurino...

Setecentas mil pessoas lotaram as areias de Copacabana na noite de ontem, dia 17, para acompanhar a gravação do primeiro Dvd solo de Cláudia Leitte. Popular, a loirinha, agora ex-vocalista do Babado Novo, escolheu a praia mais famosa do mundo para dar o pontapé inicial em sua nova fase no showbizz. E pelo número que abre esse parágrafo, dá pra notar que o povão aceitou o convite e foi com tudo pra festa.
Fui apostando num show grandioso e me surpreendi com dois! Sim, caros, porque quase todos os números precisaram ser repetidos pela artista por problemas técnicos da gravação. A própria abertura do show - geralmente o momento mais marcante de uma mega-apresentação como a proposta por Cláudia e seu staff - foi refeita três vezes. Na última delas, um tanto constrangida, a cantora dispensou o elevador de onde surgia e simplificou a performance.
Além das repetições, outro balde de água fria na multidão que conferia o show: as longuíssimas pausas para troca de figurino da estrela, que a própria Cláudia Leitte reconheceu como um ponto chato da apresentação.
O preço das repetições e das pausas para troca de roupas foi alto: pressionada pela Polícia Militar, que precisava fazer cumprir a lei do silêncio depois das 22h, a produção do espetaculo tirou do repertório "Amor Perfeito", um dos maiores hits da história do Babado Novo.
O sistema de som deixou muito a desejar e em vários momentos a platéia sentia um apagão no microfone de Cláudia. O mesmo não acontecia com os convidados: Gabriel O Pensador, Badauí, Daniela Mercury, Wando e Carlinhos Brown puderam ser ouvidos com mais facilidade...
Pro meu gosto, Cláudia parecia pouco à vontade em cena. Talvez nervosa, o que é compreensível diante da grandeza do evento e do significado dele em sua carreira. Só se mostrou mais espontânea quando, depois de mais um problema técnico, improvisou cantando a onipresente "Dança do Créu". Arrancou aplausos e conquistou a massa, embora muita gente perto de mim reclamasse o tempo todo das repetições e dos intervalos para troca de figurino. Durante uma das pausas, no palco, Cláudia agradecia a uma tia que "viajou de avião pela primeira vez hoje, pra ver o show". Ao meu lado, uma voz respondeu prontamente: "E deve estar arrependida!"
Os momentos mais animados do show, com "Safado, cachorro e sem-vergonha", "Lirirrixa" e "Extravasa" precisaram ser refeitos e as repetições contaram com uma participação bem menos intensa da massa. Uma pena, que facilmente será corrigida na edição do Dvd. Já a gravação de "Horizontes", composta por um fã da cantora presente ao show, rendeu momento bonito e registrado de prima. Pra sorte da platéia e do segurança que segurava na corcunda o fã-compositor...
Por fim, vale dizer que ainda são muitos os que rotulam Claudinha como uma espécie de clone de Ivete Sangalo. Algo que pode ser cruel e inevitável quando a loira escolhe pra encerrar seu primeiro show solo "País Tropical", justamente a primeira canção do medley que encerra o "Multishow Ao Vivo- Ivete Sangalo no Maracanã". Se não foi intencional, desculpem, mas foi uma triste falha no planejamento da nova estrela...
Para os fãs de Cláudia Leitte, resta torcer para que o Dvd leve para as telas uma versão mais alegre e espontânea do que foi esse frio show de ontem...
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