29.12.08

Crepúsculo: sem clichês do gênero, filme sobre vampiros soa vazio e pouco sedutor...

Fui ao cinema no sábado dar uma conferida na mais nova febre pop a assolar a juventude americana: Twilight - aqui batizado de Crepúsculo - é um filme de vampiros que foge dos clichês ao mostrar a estranha vida desses seres bebedores de sangue. E se aí há um mérito, há também o ponto fraco da produção.
É bom dizer que adoro histórias de vampiros. Talvez seja o único tipo de ficção que me atrai, pela sedução da imortalidade, dos poderes sobrenaturais e, vá lá, pelo charme das vampiras gostosonas. E há muito pouco disso tupo em Crepúsculo...
Pra começar: não há uma única cena em que os dentões dos vampiros apareçam. E a vampirada também não morde no pescoço - tem graça morder alguém no pulso ?!?!?!
O filme mostra um jovem vampiro - com 17 anos desde o início do século XX - cheio de dilemas depois de se apaixonar por uma (reles) mortal. E se a idéia era fugir dos clichês ao não mostrar dentes e mordidas no pescoço, não se podia achar história mais batida para sustentar essa aventura...
O tempo todo tive a sensação de que a história fica mais na promessa do que na ação. O casal dá a entender que vai se beijar várias vezes e...nada! Você jura que o vilão vai aparecer a qualquer momento e...nada! E quando tudo acontece, soa apressado. O clímax da história é corrido demais, assim como os momentos em que o jovem casal pode experimentar o clima de romance...
Até o efeito usado sobre a pele do protagonista, para mostrar que o vampirinho camarada tem uma pele diferenciada é rame-rame. Se estiver distraído, o espectador nem vai notar que há uma bossinha digital sobre o corpo de Robert Pattinson, o protagonista.
Crepúsculo é o primeiro livro da saga e o fim do filme indica que virão sequências pela frente. A história tem fôlego, é claro. Mas muita coisa precisa mudar para que se chegue perto do fascínio que uma boa aventura vampiresca pode despertar no público...
Postar um comentário