3.12.08

Combinado

Então, fica combinado assim: eu não te ligo e nem você me liga. Não nos ligaremos e não comentaremos a delícia que foi aquela noite. Não falaremos do desejo que transpirou por todos os nossos poros, não mencionaremos a paixão que nos fez deixar o juízo de lado para saciar a nossa vontade de sermos, novamente, um.
Não me diga que gostou, não mintas que quer de novo...
Farei o mesmo, embora, pra mim, não seja mentirosa a vontade do bis...
Façamos assim: eu não te ligo e nem você me telefona. E a gente ignora tudo o que nos incomoda; silencia as perguntas que tomam conta de nossas mentes e esvazia o peito das angústias e das incertezas.
Não te ligo. Não me ligue. E, assim, eu vou tentando fazer de conta que é natural não poder ter você comigo de novo. Te ter pra mim, entregue em meus braços, pra apagar o meu fogo ou pra aplacar essa ardente vontade de te ter em meu colo, só pra afagar seus cabelos e te fazer dormir em meus braços.
A gente fica combinado assim. Até que essa chama que arde em algum lugar nos faça descombinar tudo. E enlouquecer de novo...
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