17.3.10

Momentos de tensão...

Caro leitor, leia atentamente o título do post para se certificar de que não se trata de nenhum conto erótico, ok? É teNsão mesmo...
Ontem, na volta pra casa, caí num belo buraco ali na Presidente Vargas. Foi uma porrada daquelas secas, que fazem chacoalhar o cérebro e tudo. Um mergulho no inferno na volta pra casa...
Como percebi segundos depois, a maldita cratera feriu de morte um dos meus pneus dianteiro - meus no sentido de serem do meu carro, já que os outros, que eram meus, são coisa do passado. Tentando, insanamente, provar a mim mesmo que o poderia contornar a situação, segui em frente com o pneu emitindo um som típico de uma panela de pressão. Até que, na Francisco Bicalho, eu me rendi ao infortúnio, subi num canteiro e me dei por derrotado.
O buraco havia me levado ao fundo do poço! Cansado - depois de pular que nem pulga de circo no power jump - acionei o seguro, liguei pra casa - por pouco não matei minha mãe de preocupação - tirei meus pertences do carro, tranquei o coitado, que, creiam, estava à essa altura com uma expressão de doente terminal - e rumei para um ponto de ônibus movimentado, a uns 100 metros dali.
Lá de longe, fiquei olhando meu fiel companheiro. Torcendo para que nenhum vagabundo resolvesse tentar roubá-lo para, assim, acabar de destruir minha noite. Saquei o celular e postei no Twitter uma mensagem que exprimia toda a angústia que ia dentro desse coração blogueiro:


Sim, meus caros. Tive medo. E como é ruim vivermos sob a ameaça constante desse sentimento. Tive medo de ser roubado, de ser agredido, de ser morto. A via pública, aqui no Brasil, é de ninguém. Ou, pior: foi tomada pela bandidagem. Quando a seguradora me deu 50 minutos de espera, gelei: era tempo pra lá de suficiente para que, em acontecendo o pior, eu fosse parar do outro lado da rua, na nova sede do Instituto Médico Legal! Passei a prestar atenção e, acreditem, não vi um único carro da polícia cruzar a avenida durante todo o tempo em que permaneci naquele ponto de ônibus
Estamos jogados à nossa própria sorte!
Pouco antes dos anunciados 50 minutos, avistei um motoqueiro se aproximar do meu carro. Em sua moto, ele deu a volta no veículo, espreitou pelos vidros e, de longe, temi que fosse um ladrão. Como poderia me aproximar e perguntar se era mesmo o cara que ia me salva a pele diante de tão imobilizante receio? Certo de que não havia alternativa, lá fui eu. Passei direto por ele da primeira vez e, depois de supor (?!?!) se tratar de alguém de bem (?!?!) eu perguntei se ele estava ali para fazer o serviço em meu carro. E Deus quis que aquele homem sorrisse, apesar do dilúvio que caía em nossas cabeças, e me respondesse afirmativamente.
Obrigado, Senhor! E que pena que estejamos, nós, cariocas, sempre a lhe importunar para nos guardar o tempo todo. É que a coisa aqui, com royalties ou sem eles, anda cada vez mais difícil...

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