28.3.10

E o BBB da diversidade reitera a intolerância...

Capitão da Nave BBB, Pedro Bial manda rivais se cumprimentarem antes de anunciar a eliminação de Dicesar...
Ontem, quando Bial pediu que Dourado e Dicesar, rivais no paredão, ficassem frente a frente e se cumprimentassem, o Brasil estava diante de um castigo de escola sendo imposto a dois marmanjos. Aquela saudação oriental soou patética, é bem verdade, e parecia um pedido desesperado de uma professora primária para que os dois coleguinhas ficassem de bem para dar o "bom exemplo" aos demais companheiros de classe. Soou caricato porque, sabemos, Dourado e Dicesar estão longe de ser coleguinhas. E porque os companheiros de classe são milhões e milhões de brasileiros que, ao longo de 75 dias de confinamento, repetiram aqui fora os erros e acertos de seus dois ídolos confinados.
Quando um conceito absurdo como o da heterofobia ganha força - e é propalado em rede nacional - nota-se que o BBB da diversidade atrapalhou bastante os avanços no combate à homofobia. E não culpo aqui os realizadores do programa: culpo a boçalidade de muitos dos confinados. Afinal, a única que parecia ter propriedade para discutir esse assunto foi Elenita, eliminada logo nas rodadas iniciais.
Se Dourado pode ser criticado por, entre outros absurdos, dizer que os "heterossexuais não pegam Aids", Dicesar, Serginho e, em menor escala, Angélica também merecem críticas por terem se deixado engolir a ponto de não conseguirem argumentar com o oponente. Eles foram lá pra faturar o prêmio, e, muito provavelmente atitudes mais ostensivas teriam contribuído para que o jogo ganhasse outras cores. E atitudes.
A tal Máfia Dourada, torcida que andou tocando o terror em blogs, no twitter e no orkut de Dicesar, é um belo exemplo de intolerância. E, em certa medida, de falta de habilidade para ler o jogo. Com Dourado favorito ao prêmio, é muito prejudicial que manifestações, ameaças e posicionamentos violentos surjam associados ao nome do jogador.
Manifestações como essa demonstram que, depois do BBB 10, a intolerância está mais viva do que nunca...
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