24.12.09

Uma véspera de Natal no shopping...

Deixei minhas compras pra véspera de Natal e lá fui eu. Estranhei porque o maior shopping da Barra não estava tão lotado - ao contrário do que as reportagens de TV mostraram nesse início de noite. Sem tanto tumulto, a missão foi bem mais tranquila do que eu podia imaginar...
Pois bem. Primeiro, entrei na loja da minha operadora de telefonia celular. Expliquei que estava interessado numa oferta feita pela Central de Atendimento e a moça usou TODOS os argumentos para que...EU NÃO ENTRASSE NA LOJA! Isso mesmo! Disse que os sistemas eram diferentes, que não poderia igualar a prosposta feita pela central telefônica, que os preços na loja seriam menos convidativos e desfiou um rosário de justificativas para me convencer a não entrar na loja. Risonho e límpido, fiz cara de impávido colosso e, depois de ouvir tudo o que a jovem tinha a dizer, coloquei a mão no ombro dela e disse:
- Está ótimo! Mas eu quero MUUUUUITO saber quais as condições que vocês me oferecem!
Peguei minha senha e entrei. Sabem por quê? Porque sou brasileiro e não desisto nunca!!! E, sobretudo, porque eu prefiro SEMPRE tomar minhas próprias decisões.
Depois de ser antendido e de comprovar - por minha vontade - que as ofertas não eram mesmo tão generosas, deixei a loja - não sem antes desejar um Feliz Natal à atendente. Entrei em outro estabelecimento para escolher um modelo de óculos escuros. O vendedor veio todo sorridente e respondeu ao meu corriqueiro boa tarde com uma risada de quem tinha acabado de ouvir a melhor das piadas. E logo me perguntou o que eu buscava na loja. Ao dizer que queria escolher um par de óculos, ele se saiu com a pérola:
- Masculino, feminino ou...pra você mesmo?
Fiquei em silêncio por alguns segundos. Encarando o sujeito. Na verdade eu tentava entender a lógica de tal indagação. E, depois da breve pausa, olhei pra ele e perguntei:
- E, por acaso, pra mim não seria o masculino???
O sorriso sumiu do rosto do cara num piscar de olhos. Ficou sem graça e eu pude ouvir o barulho da ficha caindo dentro daquela cabeça ôca. Ele tentou argumentar:
- Sim, mas é que poderia ser pra presente...
- Exato, mas ainda assim só seria masculino ou feminino. Certo?
Foi quando outro vendedor, tão jovem quanto, mas com mais jeito pra coisa, pediu desculpas e seguiu em frente com o atendimento. Eu relativizei, disse que não tinha sido um problema, mas foi evidente que a estranha abordagem não pegou bem para o vendedor ex-sorridente. Que, honestamente, espero que não seja também agora um ex-vendedor...
Trabalhar com vendas é punk. E em dias como o de hoje, mais complicado ainda. Mas não custa dizer que simpatia e sagacidade são condições fundamentais pra desempenhar bem a função. E isso, felizmente, não faltou à moça que me atendeu numa terceira loja. Comprei tudo o que queria com ela mas, infelizmente, não consegui decorar seu nome. Sabe como é, né? Os pais da moça certamente são daquele tipo que dá asas à criatividade na certidão de nascimento dos herdeiros...
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