21.12.09

Avatar lembra: cinema é a maior diversão!

Ficção científica escrita e dirigida por James Cameron chega aos cinemas com forte mensagem ecológica e cativa até mesmo quem não é fã do gênero...


Um novo planeta, habitado por criaturas azuis e ameaçado pela voracidade dos humanos, interessados nas riquezas minerais escondidas sob o solo extraterrestre.
Um povo conectado à natureza, a todas as formas de vida, que respeita, preserva e ama o seu território. Que entende a vida como um todo em harmonia, em equilíbrio.
Essas são duas formas de contar a história de Avatar, o blockbuster de James Cameron que chegou para lotar os cinemas nesse final de ano. Mas assumo: as duas deixam muito, mas muito a desejar!
O filme merece mesmo todas as reverências. E, notem bem: quem escreve aqui está longe de ser um adepto das histórias de ficção científica. Estrelado por personagens desenvolvidos por meio de modernos softwares de animação, Avatar tem como um de seus principais méritos o fato de resultar humano na telona. Quando olhamos as gigantescas criaturas azuis no início do filme, há um certo estranhamento. Mas dura pouco: logo estamos identificados com suas emoções e, claro, torcendo a seu favor.
Se para muita gente o maior barato de Avatar está nos efeitos visuais - realmente excepcionais! - na minha opinião o filme tem no roteiro seu pilar mais sólido. James Cameron foi criativo sem resultar viajandão ao desenvolver a saga que já levou milhões de pessoas aos cinemas em todo o mundo nesse final de semana de lançamento. E soube buscar um diferencial para falar de um dos assuntos mais recorrentes hoje em dia: o total descaso do ser humano com o planeta.
As cenas de ação e as paisagens virtuais são impressionantes! O elenco convence - e os atores virtuais representam tão bem quanto os de carne e osso. E a trilha sonora - com forte influência indígena - pontua muito bem as sequências do filme.
Avatar vale o ingresso. É cinema no melhor estilo maior diversão.
Eu recomendo!
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