1.12.09

Sobre um saudoso sessentão...

Se Deus não tivesse levado meu pai embora tão cedo, hoje seria um dia de festa aqui em casa: estaríamos comemorando os 60 anos do seu Ernani. E eu poderia combinar de levá-lo ao Maracanã no domingo, pra torcermos juntos pelo hexa do nosso Mengão.
Mas ele se foi quando nosso time ainda era tetra do Brasileirão...
A saudade que ficou já tá domada, num cantinho qualquer da minha alma. Às vezes, como agora, ela me bota um gosto amargo na boca e lágrimas nos olhos. Bota na minha cabeça a falta de todos os abraços que não tive e de todas as partidas de video-game que deixamos de jogar juntos. Saudade malvada que me faz pensar nos passeios que não fizemos e nas fotos que jamais tiramos juntos.
Ainda hoje, quando dizem que nos parecemos - fisicamente e no modo de agir - penso que, lá de cima, ele deve ter orgulho de mim. Por eu ter me tornado um cara do bem, que valorizo a família e meus amigos, responsável, apaixonado pelo meu trabalho e sempre crente de que pensar antes de agir pode ser a saída pra evitar grandes confusões. E desilusões. Pensar que ele tem orgulho do cara que me tornei me faz bem.
Da mesma forma que me faz bem - e me dá orgulho - lembrar do estivador que fez tudo o que pode para permitir que eu tivesse mais e melhores oportunidades nessa vida louca e breve.
Por isso, meu pai, feliz aniversário! Com muita saudade e amor...
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