9.12.09

Sobre a estreia de Cinquentinha...

Lançamento global investe no ritmo e na estética dos seriados americanos...


Antes de mais nada, preciso dizer que não vi todo o episódio de estreia da nova minissérie global. Mas gostei bastante do que vi. A ironia de Aguinaldo Silva ao criar tipos com traços das personalidades das protagonistas se revelou um acerto tremendo! O texto e a direção se mostraram acertados - e igualmente ágeis. O autor, que sempre se declara um admirador das séries americanas, conseguiu imprimir um ritmo realmente parecido ao das produções da terra do Tio Sam.
Mas tenho ressalvas. Danielle Winits, por exemplo, continua a interpretar do mesmo jeito. E nas cenas de desespero, tende a investir na gritaria. Eu, que cheguei da academia disposto a relaxar, fiquei realmente incomodado com tamanho desespero. Marília Gabriela destoa - no mau e no bom sentido. Se em alguns momentos parece aquém do papel, em outros surpreende, sua interpretação soa natural, moderna. E o saldo, pra mim, é bom. Sem contar que ver a jornalista - e, mais recentemente, atriz - colocando sutiã em cena é uma imagem pra lá de inusitada...
Betty Lago herdou o papel que seria de Marília Pêra. E emprestou tamanha verdade ao seu tipo que, hoje, cheguei a achar que Marília não criaria uma hippie tardia de forma melhor que Betty, outra atriz moderna, que convence tanto nas cenas de ironia quanto nos momentos mais densos.
Susana Vieira - a outra cinquentinha - está muito bem no papel (dela mesma?). E se vira e mexe recebe críticas por seu comportamento, merece elogios por topar o desafio de debochar publicamente da própria imagem que ajudou a construir. Demonstra inteligência e senso de humor, apesar de ter discordado das semelhanças entre sua personalidade e sua nova personagem. Susana, como Lara, é uma estrela. E estrelas têm egos inflados, sabemos todos...
Em suma, gostei mesmo! Deu vontade de acompanhar - coisa que não acontece com a novela das oito, por exemplo.
E você, viu? Gostou?


Comentaê!!!
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