7.3.06

Meu encontro com a Sangalo

Chego, confiro...a lista com os nomes de toda a equipe está correta. O segurança - sisudo como todo profissional dessa categoria - faz um sinal de ok. Seremos acompanhados por alguém da equipe. E lá vamos nós, operários do finado Babel. Cruzamos a casa de espetáculos pelos fundos. O som - já alto - anuncia: ela já está no palco. Pra mim, tudo novo: nunca tinha conhecido as entranhas de uma casa de shows. E, de repente, saímos da garagem e estamos sobre o palco, na coxia! De cara para Ivete Sangalo e seus bailarinos...! Depois de mais de um ano tentando agendar a entrevista (alguém já viu a agenda dessa mulher???) estávamos muito perto de conseguir...
Não lembro de quando comecei a gostar dela. Sei que, ainda no Segundo Grau (é, na minha época Ensino Médio era chamado de Segundo Grau...) ouvi Beleza Rara pela primeira vez. Era o boom da Banda Eva, com o lançamento de um CD gravado ao vivo. Comprei o disco. E Ivete começou a aparecer cada vez mais. Sempre com uma tirada engraçada, sempre surpreendendo pelo talento de cantora e pelo humor inconfundível.
Bom, anos depois, estava eu lá. De pé, no palco, vendo o primeiro show dessa baiana arretada. A missão era profissional, o que me impedia de curtir um show da Ivete como se deve: pulando até não agüentar mais! E me mantive firme em meu propósito.
O show termina. Ivete sai pelo outro lado do palco - o lado oposto ao que estávamos eu, Léo, Tati e Teo. A gente vai pra trás do palco e se depara com a primeira surpresa: antes de ir pro camarim, ela pára e tira fotos, dá autógrafos. Calmamente, ainda bate papo com alguns fãs. Boa surpresa: ela parecia ser mesmo simpática.
Uma outra equipe de tv entra no camarim na nossa frente. Mais expectativa: tenho uma pauta longa em mãos, e o assessor de Ivete tinha me avisado previamente: 10 minutos de conversa com a estrela. A porta abre. A outra equipe sai. Chega a nossa vez...
Entro tímido. Sinto o rosto meio quente; certamente eu estava vermelho! Jesus - empresário e irmão da cantora - avisa que posso me sentar. Ao lado dela. E Ivete, sorridente, estende a mão e inicia o ritual que eu devia ter começado:
- "Oi, seu nome é?"
Naquela hora, tive a certeza de que o papo seria bom. Só não sabia, ainda, se o tempo que tinha para gravar seria suficiente para cumprir minha pauta. Só 10 minutos, meu Deus! Enquanto a equipe montava os equipamentos, eu tentava disfarçar a tensão. E aproveitava a visão, é claro: ela é mesmo linda!
Começamos. Falo um pouco mais rápido que o habitual. Sei que quem deve falar ali é ela. E ela fala. Bastante, como se me conhecesse há muito tempo. Conta histórias, faz piadas, me chama pelo nome, como se fôssemos velhos conhecidos; brinca com a gente e com o assunto - o culto às celebridades. Dez minutos? Que nada! Ivete conversou com a gente tranqüilamente, por quase meia hora! Numa brincadeira, ainda disse que eu era a celebridade. E que estava feliz porque, depois de mais de um ano, eu tinha aberto espaço na minha agenda para entrevistá-la! Baiana moleca!
No final, agradeço. Beijinhos no rosto. E entendi nesse instante a equação que fez dessa baiana nascida em Juazeiro a cantora mais querida e mais popular do Brasil na atualidade: talento, profissionalismo, simpatia e inteligência. De mãos dadas, novamente tímido, eu disse:
- "Você merece, viu?"
Ela sorriu.
Merece mesmo!
[]s!
PS.: O que ninguém merece é tirar a foto com a Ivete e sair de olho meio fechado. Sorte que tenho amigos que conhecem tudo de Photoshop, né, Rodrigo Branco?
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