28.9.08

Um post-santinho...

Conversava com um amigo na sexta quando o papo chegou ao tema eleição. Papo vai, papo vem, meu amigo tocou no ponto nevrálgico desse pleito - ao menos pra mim: o voto para vereador...
A Câmara do Rio anda carecendo de representantes do povo honesto, por assim dizer. Quero contribuir para a mudança necessária, mas confesso ainda não ter encontrado um caminho para o meu voto. Era exatamente isso o que eu dizia, quando me amigo me saiu com uma pérola:
- Eu vou votar no fulano! Ele colocou luz na rua da minha tia, lá em Brás de Pina. E fez a única pracinha que o pessoal tem lá. É a única opção de lazer da comunidade...
Meu amigo é um cara de boa fé. Tem um coração do tamanho do mundo e, tenho certeza, vai fazer com o voto o que acha mais correto. Mas, ainda assim, respondi:
- Nesse tipo de candidato eu não voto! Pode ser qualquer um, mas se fizer alguma coisa em cima da época da eleição, não voto! Não me interessa se a rua tem buraco, se o poste não tem luz, se a pintura da casa tá caindo...se fizer durante a campanha, pra mim, quer me chamar de trouxa! Quer comprar meu voto! E eu não aceito!
Meu amigo parou pra pensar. E respondeu exatamente o que eu previa:
- Pelo menos ele tá fazendo alguma coisa! Piores são os outros, que passam quatro anos sem dar as caras e sem fazer nada por aqueles que foram seus eleitores...
- Mas se o cara é honesto, faz pela comunidade durante o mandato! Na campanha eu sempre vou achar que é sujeira... - devolvi.
A conversa mudou o rumo e eu pensei que é por políticos como o tal fulano e por eleitores - muitas vezes bem intencionados e inocentes como meu amigo - que a nossa cidade está como está. Que o Rio de Janeiro está como está. E que o Brasil está do jeito que está.
Portanto, faltando um pouco menos de uma semana pra eleição, faço aqui um apelo: não venda seu voto! Não troque por asfalta pra sua rua, por lâmpadas para os postes. Se algum político fizer esse tipo de benfeitorias na sua comunidade, não se sinta na obrigação de retribuir: nada mais é do que a obrigação dele.
E bora espalhar essa idéia pra quem pensa como o meu amigo? Só assim a gente pode tornar as coisas melhores...
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