12.9.08

Por um mundo um pouco mais libriano...

Sou de libra, nasci em 8 de outubro. Pra quem não sabe, meu signo é representado pela imagem de uma balança. Não que eu seja um seguidor de horóscopos, mas vejo muitas influências dessa simbologia toda sobre o meu modo de ser. Todos os meus amigos costumam ver em mim a figura de um cara sempre em busca de equilíbrio, de ponderação. Alguém em busca do acerto, sempre.
Mas qual a razão de fazer um post assim, você deve estar se perguntado. Respondo: acho que, de modo geral, tá faltando equilíbrio no mundo.
Partindo do macro: o que tinha a candidata a vice do McCain que ameaçar declarar guerra contra a Rússia? Será que essa senhora acha mesmo que o mundo está precisando se tornar ainda mais belicoso?
Outro exemplo de que a balança do mundo tá quebrada: Chávez, Bush e Evo Morales brincando de expulsar diplomatas pra lá e pra cá. Uma palhaçada sem-fim, que ameaça anos e anos de construção de uma filosofia de relações internacionais baseadas no diálogo.
Agora, vamos ao micro: uma amiga do trabalho fez um favor pra uma colega da TV - e sou testemunha disso - e foi duramente acusada de deslealdade. Não cabem aqui os detalhes da história, mas a tônica é exatamente essa: com a melhor das boas intenções, minha amiga acabou ouvindo uma bronca daquelas de (mais) uma pessoa descompensada.
É claro que são exemplos bem diferentes - inclusive, é óbvio, para a história da humanidade. Mas o que me parece um dado comum é esse abandono do diálogo, o culto à grosseria e à elevação de temperatura em toda e qualquer relação. As pessoas deixaram de se considerar umas às outras. Viramos todos peças! As relações não têm mais valor; são descartáveis. E, sobretudo, em nome de sei-lá-eu-o-quê, criou-se o mito de que todos, absolutamente todos, têm direito a dizer o que dá na telha. E dane-se quem ouve...
Tenho muita estrada pra percorrer, muito burro pra jogar n'água! Mas acredito no entendimento, no diálogo. Na gentileza. E gosto, muito, de prezar as pessoas e as relações que estabeleço. Gosto de respeito, de afetividade, até de delicadeza. E, por mais que se queira vender a idéia de que essas coisas não são importantes na política e nas relações profissionais, assumo publicamente que estou no time contrário: não só as acho importantes como, além disso, vejo-as como fundamentais!
Olhando menos de cima, baixando o tom de voz, deixando os mísseis nucleares de lado e os diplomatas onde eles devem estar, aposto que nós - humanos - podemos entrar no rumo do entendimento.
Do diálogo.
No rumo do equilíbrio...
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