21.9.08

Dia nostálgico...

Foi quase um domingo como nos velhos tempos. Passado em família, contando e ouvindo histórias, rindo e lembrando passagens divertidas - muitas, já conhecidas - que a gente adora ouvir mais uma vez. E mais uma, mais uma...
Quase como nos velhos tempos porque há uma ausência danada em todos esses momentos. Falta uma risada, uma voz baixinha e mansa, uma mãozinha atrás da orelha indicando que a gente tem que repetir a história pra que ela possa ser ouvida.
E que falta absurda tudo isso faz!
Que falta absurda minha vó me faz!
Tomei coragem e revi o filme que fiz pra ela. Vi com um nó na garganta e o peito apertado, segurando um choro que é inevitável sempre que penso na minha velinha querida. Mas, apesar dessa tristeza, reconheço que olhar pra tela e vê-la sorrindo, falante, lembrando as histórias de uma vida tão feliz, apesar de sofrida, é um privilégio.
Hoje, depois de muito tempo, matei um pouquinho das saudades que sinto de você, vó. Um pouco, porque seu cheiro e seu abraço eu sei que não vou sentir nunca mais...
E é duro demais enfrentar esse nunca mais quando se ama alguém...
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