20.3.08

Quando o importante é a caminhada...

Nuvens brancas manchavam o céu azul naquela manhã. Na noite anterior, estrelas cumpriram o papel de adornar o firmamento. Noite de clima ameno, de vento soprando o tempo todo; noite iluminada por uma lua que não se via há tempos.
Há tempos não se viam. Mas era como se não existisse o intervalo entre o último adeus e a deliciosa conversa daquela noite clara. Pelo chão, formigas que pareciam gigantes se esforçavam para carregar folhas, pedaços de flores e frutinhas miúdas. Ali, bem mais de um metro acima, esforçavam-se para controlar seus desejos.
Queriam-se. E queriam coisas boas um pro outro também. Talvez, pensavam, ceder ao desejo mais premente não fosse os levasse ao melhor destino. Mas também ia por suas mentes que o importante não é onde que se chega, mas o caminho que se faz até lá. E seus caminhos, sabiam há tempos, tinham muitas interseções. Como aquela a que chegaram, no fim da noite estrelada, quando só tinham a companhia das formigas que pareciam gigantes.
Gigantes como eram seus desejos...
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