16.2.10

A gordinha & o Karmaval...

Numa das noites de folia, fui para uma conhecida casa de shows na Lapa. A banda tocava marchinhas, uma atriz global dançava mascarada no meio da galera, e os foliões se esbaldavam ao som dos hits carnavalescos que povoam o imaginário de todos nós.
Ao meu lado, um grupo de americanos. Eram uns quatro ou cinco caras, empolgados com o ziriguidum das brasileiras e com a cadência envolvente de nossa música. Entre os gringos, um destoava: parecia o mais tranquilo, o mais tímido. E eis que o pacato cidadão foi vitimado pela abordagem de uma brasileira, digamos, um tanto fora dos padrões que atraem a turistada...
Até aí, tudo bem! Mas a história é um tanto mais complexa: a brasileira não falava uma única palavra em inglês. E o americano, por sua vez, nada falava em português. Mas, sem noção como ela só, a mulher ficava pegando o cara, puxando-o pelo braço e insistia em falar - em português - de seu encantamento pelo turista.
Galhofeiros, os amigos da vítima passaram a tirar fotos com a fofa. Davam selinhos nela! E isso, claro, acendeu a vontade de receber um beijo de seu muso. Para o azar dele!
O cara ficou visivelmente constrangido com aquela protuberância toda. Fugia dela mas sempre era descoberto. Tentava explicar que não entendia nada do que ela falava, mas era sempre em vão. Numa das escapadas, conheceu uma linda loira e começou uma abordagem. Até que...lá veio sua admiradora nada secreta e estragou sua azaração. Tenho certeza absoluta de que se tratava de uma espécie de obsessão espiritual! Era o karma do sujeito passar por aquela provação no meio da folia, só pode!
O americano não pegou ninguém. Mas foi fiel à ideologia: também não cedeu aos encantos da gordinha. Foi embora com cara de poucos amigos e, certamente, odiando a noite de carnaval no Rio.
E eis que, sem seu muso americano, adivinhem quem a gordinha doida resolveu abordar?
Mas o sorriso mais antipático do meu repertório fez a sem noção entender que, comigo, o forte não é bater palmas pra maluco nenhum dançar...
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