24.2.10

Assassino de perfumaria...

Antes de mais nada, é importante avisar: se você é uma pessoa muito sensível, sofre de hipertensão ou coisas desse tipo, não leia esse post!
Dado o recado, vamos aos fatos: não tenho uma boa relação com lagartixas. Não nutro a menor simpatia por esses protótipos de jacarés que sobem pelas paredes comendo mosquitos. Na verdade, acho que Deus foi meio repetitivo ao criar esses seres: com jacarés, crocodilos, camaleões e lagartos, acho que a família já estava pra lá de completa. Mas como Ele teve seis dias pra criar tudo - e Seu poder é imenso - deu tempo de se repetir em alguns itens.
Fato é que as lagartixas andam por aí, silenciosas, pálidas e sem nenhum charme. A não ser aquele rabinho saltitante que sempre dá as caras depois de uma tentativa - mal sucedida - de mandar a bicha pro quinto dos infernos! Um charme que já testemunhei muitas vezes, em decorrência de ser escalado para dizimar as lagartixas desavisadas que, vez em quando, atravessam o caminho de minha mãe. Se eu posso dizer que não sou simpático aos jacarés em miniatura, minha mãe é a inimiga número um da espécie! Inimiga de morte mesmo!!!
Com todo esse histórico de aversão às lagartixas, estava eu em meu quarto no hotel na noite de ontem quando avistei uma filhotina zanzando por uma das paredes. Era uma filhotinha - no feminino, porque, pra mim, toda lagartixa é fêmea, claro! Olhei aquela invasora e xinguei! A espécie, o hotel, as árvores nas redondezas e etc! Deixei a pobre em paz quando ela se enfiou num canto inatingível. Mas, pensando com meus botões, tinha decidido que eu e ela não passaríamos juntos aquela noite. Vocês hão de concordar que não seria nada agradável acordar com aquele ser passeando sobre a cama...
Fui jantar com a equipe, voltei, olhei pra parede e...nem sinal da indesável companhia. Lá fui eu escovar meus dentes e, de repente, avistei aquele ser dos infernos desfilando por uma das paredes do corredor do quarto. Terminei a escovação de olho naquele ser repugnante e, cego de ira, peguei a primeira coisa que vi na minha frente! Era um...spray de cabelo!
Levei alguns segundos elaborando minha estratégia de ataque! Esmagá-la na parede com o spray - além de uma técnica primitiva - teria o inconveniente de sujar o spray, a parede e de me forçar a limpar as provas do crime. Foi quando, num piscar de olhos, tive um insight: mirei a arma e, sem pestanejar, apertei o gatilho! Mandei spray pra cima da lagartixa que, num primeiro momento, ensaiou uma fuga. Mas persisti no ataque, certo do poder do meu ataque - afinal, o rótulo dizia que a fixação era forte! Surpreso, comecei a perceber que as perninhas daquele deplorável ser não se mexiam com a desenvoltura de outrora até que, em segundos, ela despencou, fulminada, sobre o chão. À fim de me certificar dô êxito do combate, eu me aproximei, dei mais um jato em cima da moribunda e conferi: ela jazia, petrificada, sobre o piso do quarto. Nem o rabinho balançava!
Aliviado com a vitória e com a certeza de não ter companhia indesejada na cama, guardei minha poderosa arma e fui dormir pensando em avisar ao fabricante que, além de dar uma guaribada na cabeleira, o spray tem funcionalidades que muita gente por aí nem poderia imaginar.
Só não sei se um spray fatal como esse é bom pra cabeleira...
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