13.2.09

O preço do abandono...

De repente, sem que eu pudesse entender o motivo, passei a te notar mais devagar. A fadiga parecia ter tomando conta de você, seu fôlego já não era o bastante para me acompanhar. Aí, confesso, encontrei outro alguém que me oferecia muito mais...
Foi assim que te troquei. Aos poucos, fui me afastando, deixando você de lado. Já nem te olhava mais direito. E não percebi os sinais de que você estava sucumbindo, perdendo o brilho e a força de antes.
Hoje, cheguei perto de você. Fiz como nos velhos tempos e você demorou a dar qualquer sinal de vida. E quando o fez, esfregou na minha cara o resultado da minha negligência: um vírus devastador está lhe corroendo a memória, os arquivos, desfalcando seu sistema, fazendo de você, que sempre foi um foguete, uma espécie de bicho-preguiça do mundo da informática.
Sim, falo do meu computador. E enquanto escrevo aqui no laptop, está em andamento a formatação do meu bom e (nem tão) velho desktop, na torcida para que ele volte a ser tão potente quanto antes...
Agora, francamente: de que vale o anti-vírus se essa porcaria não impede o contágio dessas pragas virtuais, hein?
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