7.2.09

Às escuras...

Mal conseguiam se enxergar no breu que preenchia aquele quarto quando as promessas se tornaram realidade: estavam entregues ao desejo uma vez mais. Nem o ar refrigerado era capaz de aplacar o calor que emanava de seus corpos, de seus poros e de suas almas desejosas uma da outra.
Trocaram beijos perfeitos, intensos e molharam-se com o suor que toda aquela excitação provocava. Despiram-se num piscar de olhos e, ainda privados da visão por toda aquela escuridão, experimentaram ser um só guiados pelo paladar, pelo olfato e pelo tato. Apalpavam-se, sentiam cheiros e se lambiam e mordiam, sempre sorridentes, imersos numa experiência sensorial única e intensa demais...
Ritmados e ofegantes, viveram o fim daquela transa com todo o prazer que aquele reencontro às escuras merecia. Depois, molhados, uniram-se num abraço mútuo, carinhoso e protetor. Riram daquela loucura toda, vestiram-se e, forçando os olhos, conseguiram ver, mesmo com toda aquela penumbra, a satisfação plena tomar conta de seus rostos.
Fecharam os olhos e deram-se as mãos...
"É isso que te ofereço: amor, loucura, entrega e uma mão pra amparar a sua nos momentos em que a escuridão vier nos impedir de ver qual o melhor caminho a seguir..."
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