20.5.08

Comédia nossa de cada dia...

No fim da tarde, silêncio no escritório. Todos estavam cansados depois de um dia de expediente puxado. Na hora do logoff nos computadores, amigos se agrupam em volta de uma mesa e começam a jogar uma inocente conversa fora. Formam um círculo e apenas uma prefere continuar em sua estação de trabalho.
De pé, em meio ao papo furado, os demais notaram que a moça sentada de fronte ao computador chorava ao ler um e-mail. Não era uma mensagem qualquer: era daquelas com fundo musical. E também não era um choro corriqueiro: a moça tinha a face banhada por lágrimas e a pele, outrora muito clara, dera lugar a um tom de cor-de-rosa muito comum a todos aqueles que sofrem calados...
Os conversadores, compadecidos, ensaiaram um tímido consolo à amiga: "Não fica assim, vem pra cá...".
Inútil tentativa. Tristonha, ela seguiu a chorar...
Até que uma das integrantes da turma da conversa-mole - a mais desligada de todos e a única posicionada de costas para a amiga tristinha - resolveu dar um (infeliz) conselho, sem sequer olhar para a cena às suas costas:
- É, vem pra cá! Fica vendo esses e-mails, daqui a pouco vai cair no choro!
A chorosa amiga não ouviu o tal conselho. Mas os demais, todos de frente para a moça com lágrimas pendendo dos olhos, não resistiram: diante do non-sense da situação, fizeram ecoar uma gargalhada coletiva que acabou por intimidar o tímido pranto da moça triste...
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